Meio Crônico: ‘Atmosfera’ de Terror



Elas se apegam à toda fé que se tem conhecimento. Se apegam para não deixar que a a esperança morra, a esperança de que virão dias muito melhores, mesmo o horizonte acinzentado querendo dizer o contrário. Elas saem praticamente todos os dias de casa almejando já retornarem bem, em segurança. O medo nunca foi tão presente nelas como agora, o improvável acontece bem à frente dos seus olhos,  que se arregalam, atormentados pela imensa brutalidade, falta de humanidade que foram cultivados com o maior carinho possível durante anos e anos. Elas querem saber quando é que a atmosfera de guerra vai ter um fim e quando poderão voltar a andar levantadas sem terem que se abaixar quase o tempo todo, por medo, com razão, para não ter suas vidas ceifadas em qualquer lugar que exista em seus entornos. Não se pode mensurar o que as pessoas dos países em guerra ‘visível’ (já que os daqui decidem por não dizer que estão em uma guerra constante) sentem quando são visitadas pelo terror, seja à noite ou na luz do dia, mas acredite, as pessoas daqui já estão com um pé, ou quem sabe, com a metade do corpo em todo aquele terror. Notícias veiculadas à cada novo telejornal só confirma o redemoinho de violência que passa e retorna, não desejando ir embora tão cedo, quem dera se pudéssemos dizer somente ‘gato preto’ algumas vezes seguida e ele desaparecesse para nunca mais, mas infelizmente não é assim que a banda costuma tocar.

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