Diálogo Inventado 



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– Tenho saudades daquele tempo que ficou para trás, onde tudo parecia ser mais simples, menos complicado do que se fazem os dias de hoje. Tenho saudades da simplicidade das coisas, dos dias que passavam rapidamente, mas que eram ricamente aproveitados. Você também tem essa saudade, meu caro amigo?
– Tenho essas e outras mais, querido amigo. Quase estou a falecer de saudades daquele pé de goiaba que vovô cuidava tão bem e que nos presenteava com belos frutos em quase todo ano. Saudades tenho daquele rio de águas cristalinas que passava ao fundo da propriedade e que nos banhávamos como se o amanhã não fosse chegar, mas ele chegava e lá estávamos de novo, aproveitando um pouco mais. Hoje eu olho para tudo isso à minha frente…
– A água cristalina sumiu, o rio não é mais o mesmo, mas o que mais dói e que a gente participou dessa devastação, seja como feitor ou como um mero observador, fizemos tudo ou nada fizemos. A simplicidade das coisas se foram, deixando apenas as lembranças…
– E essas lembranças é que dão aquele ânimo que falta para continuar, para não perdermos o que nos resta de esperança. Vamos continuar em frente, meu amigo, torcendo e fazendo com que esses que estão por aí e que chegarão, sejam muito melhor do que nós fomos para com tudo isso que nos rodeia… e que eles consigam recuperar a simplicidade das coisas, simplicidade essa que faz tão bem.

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