Máscaras & Verdades: Capítulo 4



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2016

CENA 1: MONTES ALTOS | FÁBRICA DESEJO | ESTACIONAMENTO | EXTERIOR | FIM DE TARDE

O estranho homem olha diretamente para Diego, que por sua vez desperta do transe repentino. Diego pensa em Augusto Dalmon, o homem que conheceu como sendo seu pai.

DIEGO: – Não há nada pra você dizer sobre ele que eu não saiba! – Diz, abrindo a porta do carro. Ele entra e fecha a porta.

O homem se apoia na janela, sorrindo.

HOMEM: – Você não sabe nada mesmo! – Diz, jogando um cartão dentro do carro de Diego. – Quando quiser saber, me liga! – Ele se afasta, deixando Diego muito mais intrigado.

Diego pega o cartão e fica um tempo olhando para o número, estranhamente se arrepia.


CENA 2: MONTES ALTOS | GALERIA | INTERIOR | FIM DE TARDE 

Juliana está sorrindo à toa depois de ter contado tudo para sua melhor amiga, que parece analisá-la atentamente. Daiana segura na mão de Juliana, que por sua vez à encara.

DAIANA: – Parece que alguém conseguiu encontrar a chave certa pro seu coração, Juliana. – Comenta, sorridente. – O jeito que você fala desse momento, de tudo que ocorreu, está mais que na cara que você está apaixonada. – Continua, sorrindo.

JULIANA: – Isso é bobagem, Daiana… não estou apaixonada por um desconhecido. – Afirma, tentando sair do assunto.

DAIANA: – Desconhecido nada! Você até já tem o nome dele. – Diz, soltando a mão da amiga. – Essa tempestade veio ajudar de certa forma.

JULIANA: – Não estou apaixonada, Daiana. Esquece esse assunto, eu só queria desabafar mesmo, isso estava apertando aqui dentro, então só desabafei. – Diz, seguindo para o ateliê, deixando Daiana sozinha.

DAIANA: – Sei! Eu conheço muito bem esse olhar, minha amiga e é de gente apaixonada. – Afirma, sorrindo.


CENA 3: MONTES ALTOS | CASA DE ISAQUE | QUARTO  | EXTERIOR | NOITE 

Isaque está sentado em uma poltrona bem em frente à sua cama, mexendo no notebook. De repente ele parece se lembrar de algo muito importante, então se levanta, deixando o aparelho encima da poltrona. Isaque segue até a cômoda, pegando o celular, ele digita o número que parece se lembrar com muita eficiência.

ISAQUE  (Ao Celular): – Quero fazer um convite… na verdade estou intimando você a aparecer aqui em casa ainda hoje. – Diz, sorrindo. – Espero que você não tenha mais nada  de importante pra fazer.

MULHER (Do Outro Lado da Linha): – Pra você estou sempre disponível. Não demoro, logo chego aí… beijos bem molhados.

ISAQUE  (Ao Celular): – Garanto que não vai se arrepender! – Diz, confiante antes de dar por encerrada a ligação.

Isaque segue até a janela, sorridente.


CENA 4: MONTES ALTOS | EDIFÍCIO PORTAL | APARTAMENTO DE MARCELO | QUARTO DE JÚLIO | INTERIOR | NOITE

Júlio, deitado em sua cama, mexe no celular, constatando várias ligações perdidas de Yana, sua namorada. Ele se assusta assim que a porta se abre. Júlio se levanta rapidamente da cama.

YANA: – Já que você não me atendia, tive que vir aqui. – Ela diz, se aproximando do namorado. – O que aconteceu com você?

JÚLIO: – Você não precisava fazer isso, Yana… eu só estava cansado e queria descansar um pouco.

Yana se aproxima um pouco mais de Júlio, colocando os braços em volta do pescoço dele, o abraçando de maneira sensual.

YANA: – Eu fiquei com saudades de você, Júlio. Você podia dar mais atenção para a sua namorada aqui, me deixou sozinha na universidade, fiquei procurando por você meu amor. – Diz, dengosa, tentando beijar Júlio.

Júlio se afasta de Yana assim que sente o beijo dela no lábio inferior. Ele fica de frente para o espelho, olhando meio atordoado.


CENA 5: MONTES ALTOS | CASA DE ALBERTA | SALA| INTERIOR | NOITE 

Diego olha para o quadro de Augusto colocado na parede da sala próximo da escada, ele parece estar um tanto hipnotizado. Alberta se aproxima devagar do filho, que sente  a presença da mãe. Diego volta seu olhar para Alberta.

DIEGO: – Hoje aconteceu algo estranho, mãe! – Diz, pensativo.

ALBERTA: – Estranho? Como assim, filho? – Pergunta, curiosa.

DIEGO: – Um homem se aproximou de mim, dizendo que precisava falar algo sobre meu  pai… eu não fiquei para ouvir, pois não me interessou. – Responde, olhando para o quadro na parede.

ALBERTA: – Como era esse homem, filho?! – Indaga, intrigada com o assunto.

Diego volta a olhar para a mãe. Ele descreve o homem que o abordou com detalhes riquíssimos. Alberta arregala os olhos enquanto ouve a descrição, ela começa a andar em direção ao sofá, apoiando nas coisas, sentindo uma estranha tontura.

ALBERTA (Pensando): – Não! Ele não.

Alberta parece perplexa, amedrontada. Diego se aproxima da mãe, preocupado. Ela olha para o filho com um certo temor no olhar.

Seu rosto congela em uma cor vermelho fosco, a imagem se parte em diversos pedaços.

CONTINUA

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