O Que o Tempo Levou: Últimas Semanas  (28)


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ANO DE 2010

CENA 1: PEDRA FINA | TRIBUNAL | SALA RESERVADA | INTERIOR | MANHà

Estela e Maurício se afastam após o beijo, sorrindo e tentando por alguns minutos que seja, afastar seus temores. Maurício volta a puxar Estela para um outro abraço, afagando os cabelos dela.

MAURÍCIO: – Estarei com você para sempre, Estela, pois te amo muito, te amo com todo meu coração, com toda minha alma. – Afirma, passando a mão de forma carinhosa pela face dela. – O tempo não vai levar nosso amor. – Conclui antes de sentí-la por um último momento.


CENA 2: PEDRA FINA | TRIBUNAL | INTERIOR | MANHà

Todos estão em seus devidos lugares. Estela entra acompanhada de uma policial, ela segue até o lugar reservado, ficando de frente para quase todos os presentes. Carmen chora, amedrontada pelo que possa ser a decisão dos jurados, Bianca abraça a mãe, acreditando também que a irmã mais nova será inocentada. O juiz dá início ao julgamento.


CENA 3: ONDAS DO PARAÍSO | BAIRRO ROMANO | CASA DOS FERREIRA | SALA | INTERIOR | FIM DA MANHà

Rosa está parada, olhando pela janela, pensa no julgamento de Estela. Seus olhos correm pelo pequeno jardim do lado de fora quando Clodoaldo se aproxima, pousando sua mão no ombro de sua esposa.

CLODOALDO: – O que você acha que vai acontecer? – Clodoaldo questiona, pensativo.

ROSA: – Eu realmente não sei, Clodoaldo. Mas espero que a verdade prevaleça, que o tempo não leve a liberdade de uma pessoa boa e que nada fez para merecer algo tão ruim. – Responde, cabisbaixa.


CENA 4: PEDRA FINA | TRIBUNAL | FIM DA TARDE

Com algumas paradas rápidas, o julgamento segue até o fim da tarde. Todos aguardam a decisão dos jurados. Maurício está parado próximo da porta, pensando em tudo quando Filipe se aproxima com uma expressão um tanto enigmática.

MAURÍCIO: – Ela está com muito medo, acho que todos nós da família estamos, todos que a conhecemos não queremos pensar no pior. A gente quer ela lá fora novamente. – Comenta, suspirando profundamente.

FILIPE: – Acredite… eu fiz de tudo o que estava ao meu alcance, Maurício.  Eu espero realmente que a verdadeira justiça seja feita. – Diz, pousando a mão no ombro dele. – Vamos confiar!

Assim que os principais retornam, todos se acomodam novamente nos devidos lugares. Estela se levanta à pedido do juiz, que também faz o mesmo. Bianca olha para mãe, que por sua vez olha com muita raiva para Frau Herta, que se mantêm de óculos escuros, tentando não olhar para o lado. Filipe também se mostra apreensivo diante do que possa acontecer.

Estela olha diretamente para todos que estão presentes, começa a se sentir meio tonta, coloca a mão na barriga. Maurício estranha. O juiz começa a falar. Estela se senta na cadeira, e fecha os olhos devagar, ouvindo o juiz dizer algumas palavras, ela desmaia, deixando seus familiares apreensivos.

Anos Depois 


ANO DE 2017

CENA 5: PEDRA FINA | PRESÍDIO | CELA| INTERIOR | MANHà

Estela, com os cabelos curtos, olha para uma carta recebida das mãos de Maurício, ela sorri ao ver um desenho peculiar de criança, seus olhos lacrimejam. Uma das outras duas detentas se aproxima.

LEIA: – Outra carta do bonitão? – Pergunta, se aproximando.

Estela balança a cabeça positivamente, sorrindo.

ESTELA: – Mas dessa vez também veio uma do meu filho. – Comenta, sem deixar de transparecer toda sua felicidade.

LEIA: – Como ele se chama?

Estela caminha devagar até a cama e se senta, pensativa.

ESTELA: – Ele se chama Téo. – Responde, voltando seu olhar  para o desenho.

A outra prisioneira as observa de forma atenta, sentada em sua cama. Estela fica pensativa, suspirando pausadamente, logo deixando algumas lágrimas caírem.

ESTELA: – Sete anos aqui já, e só por eles que eu suporto tudo isso. Se eu não os tivesse, com certeza já teria desistido. Meu coração se enche de alegria sempre que olho para as carta dele… e agora do meu filho. – Diz, cabisbaixa.

LEIA: – O que fizeram com você foi muita falta de humanidade Estela. Você foi acusada e condenada de um crime que não cometeu enquanto o verdadeiro culpado está lá fora. – Diz ao parar próxima da cama.

ESTELA: – Fizeram tudo bem feito, Leia. Aquele maldito jantar só era uma desculpa para fazer o que fizeram com o Manoel e depois me acusarem. – Ela se levanta. – Mas juro que o dia que eu sair daqui, não importa o tempo, vou atrás da verdade que as autoridades ignoraram.

Leia abraça Estela. A outra prisioneira se aproxima, antes com uma cara de poucos amigos, agora sorri.

BETH: – Assim que se fala, Estela. Não pode deixar que essa pessoa saía dessa sem sentir o que você sentiu. – Diz, se aproximando.

De repente, a carcereira bate destranca a porta, ficando parada observando as três.

CARCEREIRA: – Estela Belmonte… você tem visita. – Informa, deixando Estela feliz, mas ao mesmo tempo um tanto intrigada. – É o seu advogado. – Conclui.


CENA 6: PEDRA FINA | PRESÍDIO | INTERIOR | MANHà

Estela é conduzida pela agente penitenciária até a sala reservada para as visitas. Estela se senta na cadeira, sendo separada por uma tela com furos medianos, ela sorri ao ver Filipe.

FILIPE: – Eu achei que você iria recusar minha visita novamente. – Diz, sorrindo.

ESTELA: – Aquela fase já passou, Filipe. Mas o que o traz aqui? – Pergunta, curiosa e direta.

FILIPE: – Eu prometi pra você que não ia deixar isso tudo de lado, prometi que ia fazer de tudo para encontrar a verdade… e com a ajuda do Emílio. – Ele sorri. – E do Maurício, o mais interessado nisso tudo, nós enfim conseguimos encontrar a verdade, com provas está livre, Estela! – Informa, sorridente, deixando Estela paralisada e incrédula.


CENA 7: PEDRA FINA | CASA DE FRAU HERTA | INTERIOR | MANHà

Frau Herta ouve uma música clássica enquanto toma um bom vinho em sua taça de cristal, ela desce pela escada, entre sorrisos. Frau Herta beberica o conteúdo na taça até que sente um calafrio estranho e deixa a taça cair, quebrando e fazendo o vinho escorrer. Ela levanta o olhar e acredita estar vendo Manoel bem no pé da escada, então se agarra ao corrimão de madeira, assustada.

FRAU HERTA: – Não! Não… de novo não! Vá embora, vá embora! – Grita, desesperada.

A campainha toca, Frau Herta amedrontada não escuta, sua expressão é de aterrorizada.

CONTINUA

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