O Que o Tempo Levou: Capítulo 15


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Ano de 2009

CENA 1: ONDAS DO PARAÍSO | BAIRRO ROMANO | CASA DOS FERREIRA | SALA | INTERIOR | TARDE 

Maurício está baixado próximo do corpo de Bianca. Rosa sai do escritório junto de Clodoaldo, Maurício levanta o olhar. Rosa se aproxima do filho.

ROSA: – Quem é essa mulher e o que aconteceu com ela, filho?  – Pergunta um tanto assustada.

MAURÍCIO: – Ela é irmã da Estela, mãe… Eu não sei, mas parece que ela se jogou da escada, eu nem mesmo toquei nela. – Responde voltando a olhar para Bianca que continua desacordada. – Liga para a ambulância, pai. Ela precisa. – Pede, nervoso.

Clodoaldo volta rapidamente para o escritório. Maurício fica perto da mãe, os dois temem que o pior possa acontecer. Clodoaldo retorna e traz boas notícias. Cerca de 10 minutos é o Tempo que a ambulância demora para chegar já que estava por perto quando Clodoaldo ligou.

MAURÍCIO: – Eu preciso avisar a Estela do que aconteceu aqui, mãe. Eu tenho que fazer isso pessoalmente. – Diz enquanto observa Bianca despertando na maca, mas não se mexendo. – Essa mulher é doente.

ROSA: – Por quê? – Pergunta, intrigada.

MAURÍCIO: – Ela disse que me ama, mãe. Ela é irmã da mulher que eu amo, não poderia agir dessa maneira. – Responde visivelmente embaraçado.


CENA 2: PEDRA FINA | TARDE

As montanhas e morros que cercam a cidade dão uma beleza sem igual para a cidade de Pedra Fina. As ruas da cidade estão movimentadas. Pessoas vem e vão pelas calçadas. Alguns veículos passam em frente a casa de Manoel.


CENA 3: PEDRA FINA | CASA DE MANOEL | SALA | INTERIOR | TARDE

Frau Herta está sentada no sofá, ela olha para o celular e depois encara o quadro de sua irmã na parede. Frau Herta se levanta e para próxima do quadro.

FRAU HERTA: – Não vai adiantar de nada, irmã querida… você não me deixou sua fortuna, mas eu vou conseguir arrancar de seu filho. – Diz, sorridente. – Essa casa toda será minha, tudo que era seu será meu, e você não vai poder fazer nada pra me impedir de agir. Frau Herta caminha pela belíssima sala, só para quando a campainha toca. Ela não espera que a empregada venha atender.

FRAU HERTA: – Que bom que você veio! – Diz depois de abrir a porta. – Entre! – Ela se afasta para o lado permitindo a passagem de Márcia.

Márcia passa por Frau Herta, que volta a fechar a porta.

MÁRCIA: – Eu confesso que fiquei curiosa com seu telefonema.

FRAU HERTA: – Tenho certeza de que você vai gostar do que tenho para lhe dizer, minha querida. Fique tranquila pois é de seu interesse também, tenho grande certeza. – Afirma, sorridente.


CENA 4: ONDAS DO PARAÍSO | TARDE

As ondas batem no paredão de pedra e espirra água para muitos lados. Pescadores em Alto mar lançam suas redes. Algumas pessoas passam à pé em frente da casa dos Belmonte.


CENA 5: ONDAS DO PARAÍSO | BAIRRO COSTEIRO | CASA DOS BELMONTE | EXTERIOR | TARDE

Maurício toca a campainha e não demora muito para que Estela apareça, ficando um pouco surpresa ao vê-lo ali. Maurício se perde por uns minutos enquanto observa seu grande amor, mas logo volta a si.

ESTELA: – O que você está fazendo aqui? – Pergunta, surpresa.

MAURÍCIO: – Aconteceu uma coisa, Estela. Sua irmã foi me procurar, eu não sei o porquê. Ela acabou sofrendo um acidente. – Conta, temeroso.

Estela fica visivelmente assustada, ela olha para dentro de casa, preocupada com a mãe.

ESTELA: – E onde a minha irmã está, Maurício? – Questiona com grande preocupação.

MAURÍCIO: – Ela foi para um hospital aqui perto, Estela. Se quiser, eu levo você até lá. – Responde.

ESTELA: – Não será um incômodo? Eu posso chamar um táxi.

MAURÍCIO: – De maneira alguma, Estela. Eu levo você até lá, faço questão.

Estela entra rapidamente dentro de casa e sai com sua bolsa. Ela e Maurício entram no carro, que segue para o hospital.


CENA 6: PEDRA FINA | CASA DE MANOEL | SALA | INTERIOR | TARDE

Márcia agora está em pé, ela olha pela janela enquanto é observada por Frau Herta.

MÁRCIA : – Eu não sei de onde a senhora tirou essa ideia, mas eu não gosto do seu sobrinho como a senhora pensa.

FRAU HERTA: – Quem você quer enganar, Márcia? Até um cego vê que você nutre um desejoso grande pelo meu sobrinho. Admita e aceite o que eu acabei de propor, olha que é melhor me ter a seu favor do que ao contrário. – Diz, sorrindo de maneira maliciosa.

Márcia fica pensativa enquanto continua sendo observada pela tia de Manoel. Márcia volta seu olhar para Frau Herta, as duas se encaram.

MÁRCIA: – Eu aceito! – Diz tentando não demostrar toda sua felicidade.

Frau Herta se levanta do sofá e caminha até Márcia.

FRAU HERTA: – É o início de uma excelente parceira, minha cara. – Afirma, sorridente.


CENA 7: ONDAS DO PARAÍSO 

O sol se põe de forma belíssima. Algumas pessoas caminham e outras correm na orla da praia. O movimento dos veículos é mediano nas avenidas e ruas. Uma ambulância deixa o hospital.


CENA 8: ONDAS DO PARAÍSO | HOSPITAL | INTERIOR | NOITE

Estela caminha de um lado para o outro na sala de espera, olha constantemente para o relógio de parede. Maurício se aproxima dela e a abraça com grande carinho.

MAURÍCIO: – Vamos pensar positivo, Estela. Sua irmã vai ficar bem, acredite! – Diz enquanto afaga os cabelos de Estela.

Assim que vê o médico entrando na sala, Estela sai do abraço de Maurício, está ansiosa por notícias da irmã mais velha. O médico a olha com uma cara não muito boa, parece ser portador de más notícias.

ESTELA: – Como ela está, doutor ? – Questiona, intensamente preocupada.

CONTINUA 

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