O Que o Tempo Levou: Capítulo 11


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Ano de 2009

CENA 1: PEDRA FINA | HOSPITAL | INTERIOR | TARDE 

Jorge entra no quarto onde Estela está. Estela ainda está com o rosto enfatizado. Jorge se aproxima da paciente sem desconfiar que seja sua sobrinha mais nova.

JORGE: – Eu sou o médico que está cuidando de você. Você está em Pedra Fina, por acaso se lembra do seu nome?

Estela ao ouvir a pergunta parece ficar com um olhar bastante perdido, é possível ver que seus olhos se enchem de lágrimas.

ESTELA: – Eu… me chamo… Estela, doutor. – Responde, voltando seu olhar para o médico a sua frente. Estela então olha de forma mais atenta e reconhece quem está alí. – Tio… tio jorge – Diz, olhando diretamente para Jorge.

Jorge se espanta um pouco, olha de forma desconfiada para a paciente na cama.

JORGE: – Do que você me chamou? – Pergunta, um tanto intrigado.

ESTELA: – De tio… eu me lembro do senhor. – Responde olhando diretamente para ele.  – Eu estava vindo para cá quando tudo aconteceu, tio. Eu só me lembro do carro decolando e depois só me lembro de um homem dizendo que levaria ajuda. – conta enquanto a cena vem em sua mente.

Jorge fica impressionado com a veracidade dos fatos e olha de certa forma admirado para Estela.

JORGE: – Então eu tenho de avisar sua mãe, Estela. Não posso deixar você aqui sozinha.

Estela começa a pensar em Maurício, a imagem da mulher o beijando ainda está nítida em sua mente mesmo depois de tudo que aconteceu.

ESTELA: – Não, tio. Não diga nada a minha, mãe, por favor. – Pede, chorando. – Eu não quero que ninguém saiba que estou aqui, eu não quero mais voltar para lá, não quero, quero. – Diz, nervosa.

JORGE: – Se acalma, Estela, se acalma. Depois a gente conversa sobre isso, o que importa agora é que você fique bem.

Estela fecha os olhos, ela deixa as lágrimas escorrerem enquanto se lembra do motivo que a levou estar alí. Ela luta contra os pensamentos que se reportam aos dias felizes que passou ao lado de Maurício.


CENA 2: ONDAS DO PARAÍSO | TARDE

O movimento dos veículos é um pouco intenso. Pessoas vem e vão pelas calçadas. As ondas do mar invadem um pouco da faixa de areia e logo retornam para o mar. Uma ambulância chega no hospital de Ondas do Paraíso.


CENA 3: ONDAS DO PARAÍSO | HOSPITAL | INTERIOR | TARDE

Bianca sai do quarto onde a mãe está internada e segue para a sala de espera, ela se depara com Maurício ainda alí sentado parecendo nervoso com tudo aquilo. Assim que Maurício vê Bianca, ele se levanta.

MAURÍCIO: – Então, como a dona Carmen está? – Pergunta, preocupado.

BIANCA: – Ela terá que ficar alguns dias em observação, Maurício. – Responde enquanto se senta ao lado de Maurício no sofá. – Obrigada por ter me ajudado, por ter ajudado minha mãe. – Agradece, cabisbaixa.

MAURÍCIO: – Era o mínimo que eu podia fazer, Bianca. Não precisa agradecer. – Diz, compreensivo. – Agora, será que você pode me contar o que houve para que sua mãe sofresse um mal desses? – Pergunta, bastante curioso.

BIANCA: – Eu realmente não sei uma forma de dizer isso de maneira que não machuque ou que deixe danos, Maurício. – Responde, temerosa.

MAURÍCIO: – É algo com sua irmã, Bianca? Aconteceu alguma coisa com a Estela? – Questiona já bastante aflito.

Bianca o olha com o semblante caído e balança positivamente a cabeça.


CENA 4: ONDAS DO PARAÍSO | BAIRRO ROMANO | CASA DOS FERREIRA | EXTERIOR | TARDE 

Alguns carros e também pessoas passam em frente da casa dos Ferreira. Um jardineiro cuida do jardim enquanto Manoel, Rosa e Clodoaldo param próximo da porta.

MANOEL: – Muito obrigado mesmo por essa acolhida tão rápida, senhor Clodoaldo e senhora Rosa. – Diz sorridente.

CLODOALDO: – Você já é de casa, Manoel, sempre que quiser voltar, pode vir.

ROSA: – E prometemos que o próximo aniversário de nosso filho  vai se sem muitas confusões. – Ela diz, sorridente.

MANOEL: – Não  se preocupem com isso. Deixo meu abraço para o meu amigo e que tudo corra bem. – Diz, apertando a mão dos pais de Maurício.

ROSA: – Vai com Deus, Manoel. – Diz, simpática.

MANOEL: – Fiquem com ele e até uma próxima. – Ele sorri em seguida.

Assim que Manoel termina de se despedir, um táxi para em frente a casa, ele segue até o veículo sob o olhar de Rosa e Clodoaldo.


CENA 5: ONDAS DO PARAÍSO | TARDE 

O táxi no qual Manoel está segue pela avenida até entrar na rodovia e sair do perímetro urbano. Alguns surfistas pegam ondas, fazem suas manobras com grande beleza. Algumas pessoas entram no hospital da cidade.


CENA 6: ONDAS DO PARAÍSO | HOSPITAL | INTERIOR | TARDE

Maurício caminha de um lado para o outro, acabara de saber do que possivelmente aconteceu com sua amada, ele não consegue acreditar, pensa em Estela ao parar próximo da janela.

MAURÍCIO: – Isso não aconteceu, não aconteceu! – Diz, incrédulo. – Eu não posso ter perdido ela, não para sempre. – Continua, deixando toda sua emoção transparecer. – Eu tenho certeza que ela está bem, eu sinto que ela não se foi.

Bianca então se aproxima um pouco de Maurício.

BIANCA: – Eu também queria que isso fosse verdade, Maurício. Mas tudo leva a crer que ela realmente partiu.

Maurício se vira bruscamente.

MAURÍCIO: – Não, não, ela não morreu. Não repita isso… eu sei que ela não morreu, não pode ter morrido! – Exclama visivelmente tocado e emocionado. – Meu amor não morreu, ela não morreu. – Afirma, chorando.


|||Amanhã no CAPÍTULO ESPECIAL|||

Mesmo contra a vontade de Estela, seu tio avisa a família de que ela está bem. Carmen segue para Pedra Fina. Bianca esconde a verdade de Maurício.


CONTINUA 

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