O Que o Tempo Levou: Capítulo 10


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Ano de 2009

CENA 1: ONDAS DO PARAÍSO | RODOVIA | EXTERIOR | NOITE 

O táxi em que Estela está bate em um monte de terra e pedras, decolando antes de descer pelo barranco e capotar algumas vezes. O que se vê em seguida é a explosão do veículo. As chamas parecem consumir todo o carro, de longe é possível ver as chamas, que desaparecem aos poucos por causa da chuva.


CENA 2: ONDAS DO PARAÍSO | NOITE

Uma chuva forte cai sobre toda a cidade de Ondas do Paraíso e seu entorno. Ao longe, alguns raios caem no mar. Algumas pessoas passam correndo em frente da casa dos Belmonte, fogem da chuva.


CENA 3: ONDAS DO PARAÍSO | BAIRRO COSTEIRO | CASA DOS BELMONTE | SALA | IMTERIOR | NOITE

Carmen está em pé próxima da janela quando começa a sentir algo esquisito, uma sensação estranha lhe invade de repente, ela sente uma forte tontura e se apoia no sofá. Bianca vem da cozinha, acordou depois de tudo que viu e ouviu.

BIANCA: – O que houve, mãe? – Pergunta ao se aproximar da mãe e ajudá-la a se sentar.

CARMEN: – Não sei filha, eu tive uma sensação esquisita, eu não sei direito.

BIANCA: – Vou buscar uma água para a senhora. – Diz enquanto se encaminha para a cozinha.

Carmen pensa na filha mais nova, ela volta a ter a mesma sensação esquisita.


CENA 4: ONDAS DO PARAÍSO | RODOVIA 

A chuva continua forte, um homem, morador de um sítio próximo dali, chega com sua carroça, ele viu o acidente de onde mora. Ele sai da carroça e segue com cuidado pela encosta, quando ele olha para o lado, vê uma moça ensanguentada, porém se mexendo com certa dificuldade. O homem se aproxima da moça, que se revela ser Estela.

THEO: – Moça, moça! – Ele chama enquanto observa o estado dela.

Estela movimenta um pouquinho a cabeça, mas sente uma forte dor, o homem vê que ela está muito ferida.

THEO: – Eu vou chamar ajuda, moça! – Diz, saindo preocupado com ela.


CENA 5: ONDAS DO PARAÍSO | RODOVIA | NOITE

Maurício é obrigado a parar, pois a rodovia foi fechada, alguns agentes informam do ocorrido. Maurício olha para Manoel, que bate no volante com certa raiva.

MAURÍCIO: – Droga! Agora vou ter que retornar para a cidade, assim não vai dar para continuar. – Diz, olhando para Manoel.

MANOEL: – Não há nada para se fazer, Maurício, parece que houve um deslizamento de barreira.

MAURÍCIO: – Eu perdi ela, eu perdi ela, Manoel.

MANOEL: – Não perdeu, Maurício. Você vai até a casa da mãe dela e descobre para onde ela foi, em que local está parando. Você não perdeu ela, meu amigo.

Maurício observa a placa de sinalização impedindo o tráfego, a chuva deixa de ser intensa, mas uma garoa perdura.


CENA 6: ONDAS DO PARAÍSO 

A noite passa com a garoa fina deixando um pouco mais frio a temperatura. Carmen está no quarto, não consegue pregar os olhos. Maurício retornou para casa e está sentado no escritório enquanto olha para a foto de Estela em seu celular. Estela é retirada daquele local com a ajuda de Theo e de outras pessoas que a levam com cuidado para um pequeno hospital de Pedra Fina. A madrugada avança e logo o clarear do dia se aproxima rapidamente. Alguns carros passam em frente da casa dos Ferreira.


CENA 7: ONDAS DO PARAÍSO | BAIRRO ROMANO | CASA DOS FERREIRA | ESCRITÓRIO | INTERIOR | MANHà

Rosa adentra o escritório com uma bandeja em mãos, ela coloca a bandeja em cima da mesa e se aproxima do filho.

ROSA: – Eu vi você chegar tarde ontem, filho. – Comenta. – Conseguiu falar com ela?

MAURÍCIO: – Ela viajou, mãe. Eu tentei ir atrás dela, mas não consegui. – Responde com os olhos marejados. – Mas eu não vou desistir, não mesmo, não vou desistir desse amor assim.

Maurício se levanta da cadeira e segue para a porta do escritório.

ROSA: – Não vai comer nada, filho? – Pergunta, preocupada.

MAURÍCIO: – Eu vou tomar um banho, mãe, depois eu vejo se como alguma coisa. Desculpa! – Responde antes de sair e se encaminhar para o quarto.

Rosa fica pensativa.


CENA 8: ONDAS DO PARAÍSO | MANHà

O ônibus para em um ponto e uma grande quantidade de pessoas embarcam. Algumas pessoas caminham pela orla da praia, o céu está encoberto, mas isso não impede de alguns surfistas pegarem algumas ondas. Pessoas passam na calçada da casa dos Belmonte.


CENA 9: ONDAS DO PARAÍSO | BAIRRO COSTEIRO | CASA DOS BELMONTE | COZINHA | INTERIOR | MANHà

Carmen prepara um café enquanto pensa na filha mais nova, ainda está angustiada pela noite anterior. Bianca entra na cozinha e se preocupa ao ver a mãe levar a mão no peito depois de terminar de preparar o café.

BIANCA: – Ei, mãe, vai estar tudo bem com ela, a senhora vai ver. Daqui a pouco o tio liga e vai dizer que ela já chegou.

CARMEN: – Deus te ouça, Bianca, Deus te ouça. – Diz enquanto se senta na cadeira.

De repente o telefone na sala toca, Carmen ameaça se levantar.

BIANCA: – Deixe que eu atendo, mãe. – Diz ao se dirigir para a sala. Ela atende a ligação. Carmen fica um tanto apreensiva.

Bianca retorna para a cozinha com o telefone em mãos, ela parece um pouco chocada, Carmen estranha.

CARMEN: – Quem foi que ligou, filha? – Pergunta, aflita depois de ver Bianca um tanto assustada.

BIANCA: – A polícia ligou, mãe. A Estela… – Gagueja, nervosa. – A Estela sofreu um acidente. – Responde.

CARMEN: – E como ela está? Como ela está ? – Pergunta, assustada. – Diga, Bianca! – Ela pede, temerosa.

BIANCA: – Ela morreu, mãe… foi o que me disseram, mãe. – Responde com a voz embargada.

Carmen se levanta com a resposta, mas acaba desmaiando depois de sentir uma forte tontura, o que leva Bianca a ficar desesperada. A campainha toca, Bianca grita por ajuda, então a porta é aberta e Maurício entra rapidamente. Bianca tenta ligar para o socorro, mas seu nervosismo não permite. Maurício pega o telefone das mãos de Bianca e liga para a ambulância.


CENA 10: PEDRA FINA | HOSPITAL | INTERIOR | MANHà

Um homem caminha pelo corredor que leva até o quarto, ele entra em um desses quartos com um prontuário em mãos , no seu jaleco é possível ver que está escrito “Doutor Jorge”. O Doutor se aproxima de uma enfermeira que termina de enfaixar o rosto da paciente.

JORGE: – Como ela está?

ENFERMEIRA: – Ela acordou rapidinho, não disse coisa com coisa e voltou a dormir devido aos efeitos dos remédios.

Jorge se aproxima da cama onde está a paciente.

JORGE: – Se aqueles homens não a tivessem trazido em tempo, ela poderia não estar mais entre nós agora.

ENFERMEIRA: – Aquelas pessoas foram verdadeiros anjos, doutor Jorge.

JORGE: – Tenho certeza que sim. – Afirma enquanto volta a observar sua paciente sem se dar conta de quem se trata realmente.


|||AMANHÃ|||

Jorge recebe um estranho pedido de sua paciente. Carmen, Maurício e Bianca choram a ‘morte’ de Estela. 


CONTINUA

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