OBSCURO: Cortante


saida


A lâmina não corta somente os pulsos da sanidade, que lutou para não cair na tentação e persistiu, continuou para não deixar morrer o coração, corta também o pescoço do querer e faz jorrar o sangue da desesperança que um dia foi esperança a bradar com enorme vontade, matando assim lentamente todo aquele desejo de lutar um pouco mais, todo aquele desejo de simplesmente não desistir, apagando lentamente com uma certa quantidade controlada de água, a chama que um dia se acendeu graças a faísca dos olhares. Ajoelha-se e estende a mão tentando agarrar a luz que somente a visão liberta da ilusão consegue ver, são os últimos minutos antes das forças, resquícios de forças acabarem. É hora de olhar para trás, mas não consegue fazer tal coisa, pois o fim se aproxima com o vento gelado que traz a calmaria ou a tempestade eterna. Tenta pegar o último trem que passa com rumo a estação do Adeus.

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