Filho da Neve: Capítulo 7 (Segunda Temporada)


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Ilon, preocupado com Marfel, se aproxima dele, que tenta a todo custo resistir ao poder do feitiço lançado por Ermeroc, que por sua vez mexe com os dedos de forma rápida intensificando o domínio da serpente de gelo.

– Não se aproxime! – Grita Marfel enquanto as veias de sua testa saltam de maneira impressionante. – Eu não quero machucar ninguém, me ouça, Ilon!

O rei não dá ouvidos aos pedidos de Marfel e se aproxima cada vez mais.

– Eu nunca vou deixá-lo, Marfel. Não sei o que está acontecendo, mas eu vou ajudar você. – Ilon diz a medida que se aproxima dele, que involuntariamente começa levantar o braço cujo a mão segura uma espada.

Longe do campo de visão de Ilon, Ermeroc sorri de maneira farta, comemora antecipadamente sua vitória ao ver Marfel levantando a espada.

– Isso mesmo, falta tão pouco, siga em frente, meu caro, não resista e acabe com essa dor que lhe consome por dentro,  se liberte desse sentimento que lhe aprisiona. – Ermeroc pensa. Ele se assusta ao ouvir um grito estridente e pára os movimentos da mão, atrás dele está Savo segurando o espelho.

– É você quem está fazendo isso esse tempo todo! – Savo acusa enquanto observa os movimentos dos dedos de Ermeroc.

Ilon ouve o que Savo e diz e olha rapidamente para Ermeroc, eles se encaram mais uma vez, o céu que estava lotado de estrelas, agora começa a ser encoberto por muitas nuvens espessas.

– Solte meu irmão imediatamente, Ermeroc. Seja lá o que você estiver fazendo, pare logo com isso! – Grita com raiva fazendo com que uma grande coluna de neve se erga e desapareça no ar muito rápido.

Ermeroc é resistente, ele se mantêm calado enquanto observa o sofrimento de Ilon e Marfel, aparenta não ter nenhuma sensibilidade, seus olhos são de um negro que parece estar perdido na maldade.

– Você terá que salvá-lo sozinho, Ilon de Felito. E me desculpe, mas não ficarei aqui para ver todo esse desenrolar. – Ermeroc se põe um pouco para o lado e olha para o céu.

– Você não vai a lugar algum, Ermeroc, não enquanto eu viver. – Ilon afirma com extrema raiva. – Eu nunca quis machucar alguém, nunca quis fazer meu reinado de mortes, mas indivíduos como você não me deixam escolhas. – Diz enquanto começa a fechar suas mãos devagar, a lentidão necessária para que toda sua magia seja reforçada.

As nuvens espessas do céu começam a tomar um tom mais claro, parecem possuir luz própria, Ilon se mantêm no mesmo lugar com as mãos fechadas, ele olha de forma fixa para Ermeroc que não pensa em recuar.

– Ninguém maltrata os meus! – Grita em um tom ligeiramente alterado. – Serfanzi Emarientro. – Pronuncia o rei. Uma nuvem em forma de funil surge de repente e parece engolir Ilon, que logo reaparece trajando uma armadura peculiar, toda de grossos cristais de gelo. – A extensão da magia  que abriga em mim é desconhecida até por mim, e não medirei  esforços para salvar todos os que são ameaçados.

Ermeroc dá um pequeno passo para trás e Savo o segura usando toda sua força, mas Ermeroc consegue se desvencilhar. Ermeroc apenas com o levantar de suas mãos consegue afastar Savo, que é violentamente jogado contra uma  das paredes do Castelo, o guerreiro sob o efeito do feitiço de Ermeroc, não consegue sair do lugar, ele bufa de raiva.


Morxa anda ao lado da sobrinha pelos corredores do Castelo, seus olhos brilham só por imaginar que logo Alva poderá ser rainha de tudo o que lhes cercam. A velha bruxa olha desconfiada para ver se há algum guarda por perto, ela sorri ao não ver nenhum, e faz sua sobrinha parar.

– Alva querida, acredito que seja o momento mais propício para que eu lhe dê uma coisa. – Morxa diz com um sorriso no rosto. – Assim que o rei Ilon retornar dessa missão tão importante, você estará aqui para recebê-lo como uma mais nova amiga, então você dará isso à ele. – Comunica enquanto retira da manga do vestido um vidro transparente contendo um líquido vermelho em seu interior.

Alva olha para o líquido como se estivesse hipnotizada, ela admira a beleza de tal produto desconhecido por ela. Morxa sorri com o que vê, acredita estar no caminho certo para conseguir sua vingança contra seu irmão.

– Quando ele retornar, dê a ele esse líquido em meio a um bom copo de vinho, isso será revigorante e o deixará muito mais disposto para absolutamente tudo. – Morxa continua enquanto volta a caminhar. Ela entrega o frasco para a sobrinha.


Longe do Reino de Felito, um homem tem os olhos repletos de raiva, ele olha pela janela que dá vista para o grande lago que fica do outro lado do muro do Palácio, ele volta seu olhar  para dentro do salão.

– Soberano irá atrás dela? – Um homem jovem questiona enquanto tem em mãos um papel enrugado.

– Tenho de ir atrás de minha filha, Ebreto. Não posso ficar parado aqui esperar que a aquela bruxa case ela com o rei de Felito. – O homem responde com certa mágoa e raiva.

– O Reino de Deran sofreu muito quando a princesa sumiu e agora  se ela retornar, a felicidade aqui com certeza será imensurável, soberano. – Ebreto comenta.

– Ela retornará, Ebreto, retornará e ocupará o lugar devido. E minha irmã irá pagar caro por ter roubado minha filha, mais caro ainda por ter me feito acreditar na morte dela. – O rei afirma com grande certeza.

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