OBSCURO: Dois Lados


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Do platônico ao correspondido existe apenas um muro os separando, e muitos repousam em cima desse muro querendo pular para o outro lado e não tendo forças para tal coisa que parece ser arriscado  demais. Há aqueles do outro lado,  no local onde o amor é correspondido que ficam olhando para ver quem será o próximo a desfrutar de uma plenitude quase fantástica. Do lado do platônico há aqueles que ainda habitam no interior tentando empurrar , não deixar que os limites do muro sejam ultrapassados, soprando fortemente para que haja a queda sobre os espinhos de verdades doloridas.

Quem dera se pudéssemos destruir esse muro de uma vez por todas, mas isso é improvável de acontecer, veja bem, é improvável e não impossível. Quando saímos de cima do muro  e voltamos a inércia do amor platônico, vemos a necessidade de criar coragem para ultrapassarmos, mas quando estamos lá em cima novamente, coragem é algo que falha como um velho relógio dado de presente para nosso pai pelo avô dele. A verdade é que esses que estão do lado do sentimento platônico necessitam apenas de um vento quando estiverem sobre o muro, um vento que será revestido de coragem e que os atingirá em cheio.

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3 comentários sobre “OBSCURO: Dois Lados

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