A Jogada: Penúltimo Capítulo (25)

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CENA 1: Hospital, Quarto, Interior, Manhã 

A ligação se encerra de forma misteriosa, Enrique fica extremamente preocupado com que o pode estar acontecendo com Teresa. Manoel percebe a preocupação de Enrique e vai até ele.

MANOEL: – Você estava falando com a Teresa. O que aconteceu?

ENRIQUE: – Nem eu sei o que aconteceu direito, Manoel. Eu estava falando com ela quando de repente parece que ela largou o celular.

MANOEL: – Isso é estranho. Ela não estava dentro do carro? Como é que ela poderia ter saído?

ENRIQUE: – O que você acha que pode ter acontecido, Manoel?

Manoel fica pensativo por alguns segundos enquanto seu irmão  o encara a espera de uma resposta. Enrique fica com medo da resposta.

MANOEL: – Ela pode ter sido sequestrada, Enrique ou algo do tipo. A Teresa agora é dona de uma das maiores fortunas do país e não deveria andar desprotegida por aí.

ENRIQUE: – Será que foi isso? Se foi eu tenho que avisar a polícia. Deus queira que não tenha sido isso.

MANOEL: – Vamos torcer, mas em todo caso é melhor avisar a polícia, só por garantia. Eu faço isso, tenho alguns amigos na polícia do Brasil.


CENA 2: Maré Verde 

Teresa é colocada no banco detrás de um carro, está desacordada. Dois homens vão na frente  e um ao seu lado. O veículo sai em alta velocidade pela outra pista não congestionada.


CENA 3: Delegacia, Sala do Delegado, Interior, Manhã 

Ramiro entra na sala e assim que senta em sua cadeira, o telefone toca de forma insistente, ele atende.

RAMIRO (Ao Telefone): – Delegado Ramiro, pode falar.

MANOEL  (Do outro lado da linha): – Ramiro, aqui é o Manoel.

Ramiro fica surpreso e feliz ao saber que Manoel está vivo.  Manoel explica o que acredita ter acabado de acontecer com a namorada do irmão e Ramiro se põe a disposição do seu amigo.


CENA 4: Edifício Samir, Apartamento  de Igor, Interior, Manhã 

Igor se encontra com um certo receio, ele abre a porta sobre o olhar de Ariadna. Igor respira um pouco aliviado após ver que não é a polícia, e sim, Pacheco.

PACHECO: – O que eu tenho para dizer é urgente.

IGOR: – O que é Pacheco?

PACHECO: – Se lembra que você me mandou ficar atento aos passos do Eugênio?

IGOR: – Me lembro.

PACHECO: – Pois então.  O Eugênio tem um plano para tirar toda fortuna das mãos da Teresa, não sei direito o que ele tem em mente.

IGOR: – Aquele verme não desiste mesmo.

PACHECO: – Eu temo que ele já esteja agindo, Igor.

IGOR: – Então eu tenho de fazer algo. Esse maldito é capaz de tudo  para conseguir o que quer.

Ariadna se aproxima de Igor, que a abraça. Igor percebe sua preocupação.

IGOR: – Vai ficar tudo bem, prometo! – Diz antes de beijá-la. – Eu vou voltar, mas tenho que fazer isso, é necessário, Ariadna.

ARIADNA: – Eu vou esperar por você aqui.


CENA 5: Bairro Alto, Casa de Lucas, Interior, Manhã 

Lucas está sentado no sofá abraçado a Soraia, os dois se beijam de vez em quando, estão felizes por finalmente terem conseguido ficar juntos.

LUCAS: – Nunca  mais vamos nos separar.

SORAIA: – Nunca mais, meu amor.

LUCAS: – Sua irmã será solta?

SORAIA: – Tentamos de tudo, mas ela será julgada pelo morte do pai. Tenho medo que ela vá presa e não se recupere. A Eliza passou tanto tempo longe de nos contra a vontade dela, e agora isso parece que vai se repetir.

LUCAS: – E se ela não tivesse parado seu pai, ele com certeza tentaria matar eu, o Enrique e até mesmo vocês se rebelassem contra ele.

SORAIA: – Meu pai era um monstro, isso sim, e não quero nem imaginar do que mais ele seria capaz.

LUCAS: – De certa forma, desculpa, mas eu agradeço por esse pesadelo ter acabado em tempo.

Soraia recosta a cabeça no peito de Lucas, que por sua vez afaga seus cabelos.


CENA 6: Hospital, Estacionamento/Carro, Exterior/Interior, Manhã 

Hugo guia os gêmeos pelo estacionamento até seu carro. Os três entram no veículo e se acomodam.

HUGO: – Vou levar vocês para a casa da Dona Dolores.

ENRIQUE: – Tenho medo de como ela vai ficar  quando souber do desaparecimento da Teresa.

HUGO: – Ela vai ficar arrasada, Enrique, mas temos que contar logo é manter a fé de que ela será encontrada bem pela polícia.

MANOEL: – Dizer a verdade sempre é a melhor opção.

ENRIQUE: – Tudo bem! Vamos para lá.


CENA 7: Bairro São Jorge, Casa de Teresa, Exterior, Manhã

Dolores está na varanda a espera da chegada de sua filha com Enrique, e estranha ao ver um carro de Polícia parar bem em frente a sua casa. O Delegado Ramiro sai do veículo com mais dois policiais.

RAMIRO: – A senhora é Dolores? – Pergunta ao se aproximar da casa.

DOLORES: – Sou eu sim, senhor. – Responde, Intrigada. – Aconteceu alguma coisa? – Pergunta, aflita.

RAMIRO: – Infelizmente sim, mas nós já estamos trabalhando para resolver tudo e trazer sua filha em segurança para casa.

DOLORES: – Meu Deus! – Diz colocando a mão na boca.

Eles não percebem, mas Igor estaciona o carro e sai junto com Pacheco, os dois caminham até a casa de Dolores, e escutam o Delegado.

IGOR: – Eu sei como ajudar, Delegado.

O Delegado se vira e fica  surpreso assim como Dolores.

DOLORES: – Como você pode ajudar, Igor?

IGOR: – Eu sei quem está por trás desse sequestro da Teresa. – Responde convicto do que sabe.

Igor começa a contar tudo o que sabe com muitos detalhes, Pacheco confirma tudo.

RAMIRO: – Então temos de ir rapidamente, pois é muito provável que ele mate ela depois que conseguir o que quer.

Hugo pára o carro e os outros saem, estranham a movimentação, mas logo ficam a par de tudo. Enrique encara Igor com raiva e precisa ser contido por Manoel para que não vá para cima dele.

ENRIQUE: – Você colocou a mulher que eu amo em perigo, Igor.

IGOR: – Desculpa, Enrique! Eu realmente não sabia  que o Eugênio não iria desistir, e só queria contar toda a verdade para a Teresa.

ENRIQUE: – Isso não livra a sua cara, seu canalha.

RAMIRO: – Vamos parar vocês dois, pois agora temos a vida de uma  pessoa em risco… – Enrique interrompe.

ENRIQUE:  – Duas pessoas, Delegado. A Teresa  está esperando um filho meu.

RAMIRO: – Temos que agir de imediato, então.


CENA 8: Zona Rural de Maré Verde, Sítio, Casa, Interior, Tarde 

Teresa se encontra com as mãos amarradas, desperta vagarosamente, e a visão volta ao normal aos  poucos, não sabe onde está, logo se lembra do que ocorreu quando  estava no táxi.

TERESA: – Onde estou? – Pergunta ainda atordoada .

São ouvidos passos no piso e logo um homem pára a sua frente e se revela ser Eugênio,  que sorri.

EUGÊNIO: – Vamos terminar com tudo isso de uma vez. – Diz estendendo um papel para Teresa.

CONTINUA

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