A Jogada: Capítulo 19


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CENA 1: Maré Verde, Centro, Casa de Estefano, Escritório/Sala, Interior, Noite

O delegado Ramiro acompanha o trabalho da perícia, que entra pela noite. A empregada acompanha de longe, horrorizada. Ramiro a libera. Um dos peritos se aproxima do delegado.

PERITO: – Ele foi executado, Delegado Ramiro. – Informa com a certeza, experiência de anos, além da investigação que mesmo no início, já se mostra avançada.

Ramiro continua a olhar para o perito.

RAMIRO: – Cheguei a pensar que ele poderia ter se matado. Então agora temos um assassino, melhor, um justiceiro que tirou a vida dele a solta. Esse trabalho vai ser mais difícil do que imaginei.

PERITO: – Sim, pois todos sabemos que Estefano tinha inimigos até mesmo em Marte.

RAMIRO: – Quem não teria depois de tudo que ele fez. – Diz olhando para o corpo de Estefano sendo enrolado em um saco negro.


CENA 2: Praia do Horizonte, Exterior, Noite

O barco para e dois socorristas descem. Manoel desmaia, e Enrique consegue segurá-lo.

ENRIQUE: – Vai ficar tudo bem, Manoel.

Enrique e Manoel são levados a bordo da lancha da Guarda costeira. Um dos guardas olha para e depois para o outro e fica confuso.

GUARDA: – Recebemos informações só de um desaparecido.

ENRIQUE: – Eu encontrei ele na praia também.

GUARDA: – Ele não estava com você na lancha que explodiu?

ENRIQUE: – Não, na lancha só estava eu.

GUARDA: – Tudo bem, vamos averiguar isso tudo depois, agora a prioridade é levar vocês para o hospital.

A lancha da Guarda costeira parte. Enrique respira aliviado por estar indo para casa novamente.


CENA 3: Edifício Samir, Apartamento de Rebeca, Sala, Interior, Noite

Rebeca se encontra sentada no sofá quando ouve a porta se abrir, ela vira e vê sua irmã entrando. Rebeca sai do sofá ao perceber que sua irmã está estranha.

REBECA: – Soraia! Onde você foi, minha irmã?

Soraia olha para Rebeca por poucos instantes.

SORAIA: – Fui falar com o Lucas, mas não encontrei ele, Rebeca.

REBECA: – E o que você fico fazendo? Esperando ele?

SORAIA: – Comecei a andar pela cidade, queria esquecer tudo isso que aconteceu. Estou um trapo de tanto bater perna por aí.

REBECA: – Estou mais aliviada. Afirma dando um abraço na irmã.


CENA 4: Bairro São Jorge, Casa de Teresa, Sala, Interior/Exterior, Noite

Teresa agora está um pouco melhor, porém sua preocupação com seu amado não diminuiu em nada. Ela olha a todo momento para o celular, espera por boas notícias quanto a Enrique. Todos assistem o noticiário e se deparam com a notícia do assassinato de Estefano.

REPÓRTER (Televisão): – Estamos aqui em frente a casa do empresário Estefano  Ribeiro, que nessa tarde foi assassinado no escritório de sua casa. A polícia já trabalha intensamente para elucidar o caso. Estefano tinha 50 anos de idade, veio para o Brasil há 20 anos e por aqui construiu uma sólida carreira no ramo de portos. Mais  informações a qualquer momento na nossa programação.

Igor, Teresa e Dolores ficam atônitos com tal notícia que para eles se faz inacreditável. Igor se levanta do sofá e segue até próximo da janela.

IGOR: – Eu preciso ir.  – Diz ao olhar para Teresa e Dolores.

Dolores acompanha Igor até o lado de fora. Mãe e filho ficam frente a frente.

DOLORES: – Espero pelo seu bem que você não tenha nada a ver com isso que acabou de ser noticiado na Tv.

IGOR: – Eu não tenho nada a ver com que aconteceu com o Estefano, juro. Mas aquele homem estava procurando isso há muito tempo, mãe.


CENA 5: Bairro Alto, Casa de Lucas, Sala , Interior, Noite

Lucas está parado próximo do sofá e vê a notícia da morte de Estefano, paralisado. Ariadna olha para o irmão que não desperta nenhuma reação.

ARIADNA: – Tenho certeza que muitos serão os suspeitos.

LUCAS: – Sim, mana. – Afirma depois de despertar do seu assombro. – O Estefano não era bem querido por muita gente.

ARIADNA: – Do jeito que é,  sempre quando é um empresário, descobrem rapidamente e amanhã já é provável que já saibam quem é o assassino.

LUCAS: – Você tem razão. Mas tudo isso ainda é muito misterioso. Acredito que esse assassinato vai dar trabalho para polícia, a não ser que o assassino queira ser descoberto facilmente e deixou algo que ajude, mas isso é improvável.


CENA 6: Bairro Beira Mar, Casa de Eliza, Sala, Interior, Noite

Eliza se encontra abraçada a Eros, que a consola sentindo suas lágrimas molharem sua camisa. Eliza de vez em quando levanta a cabeça, procura o olhar de Eros, que se faz repleto de compreensão.

ELIZA: – Eu não sei como vou fazer para continuar a viver, Eros. Eu não sei como vou seguir em frente.

EROS: – Eu vou ajudar você, Eliza, assim como fiz nesses anos todos. Não irei deixar você agora. Não deixarei você jamais. – Diz beijando o rosto dela.

ELIZA: – Eu achei que você teria ódio de mim, Eros.

EROS: – Jamais! Você teve a coragem que eu não tive durante esses anos todos.


CENA 7: Bairro São Jorge, Casa de Teresa, Sala, Interior, Noite

Teresa continua a olhar de forma insistente para o celular. Dolores está preocupada com a filha, que por sua vez pensa nos bons momentos que passou ao lado de Enrique. Teresa se assusta quando o celular toca, ela vê que é Hugo, e atende.

TERESA (Ao Celular): – Me dê uma boa notícia, Hugo, por favor.

HUGO (Do outro lado da linha): – Encontraram ele Teresa, encontraram o Enrique.

Teresa sorri ao ouvir tal notícia.

CONTINUA

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