A Jogada: Capítulo 18


 

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CENA 1: Maré Verde, Casa de Estefano, Escritório, Interior, Tarde

Depois de matar Estefano, a pessoa se aproxima e deixa a arma em cima da mesa, é notória a utilização de uma luva preta pela pessoa, que sai do escritório como se nada demais tivesse acontecido.


CENA 2: Bairro Beira Mar, Casa de Eliza, Sala, Interior, Tarde

Eros vem do banheiro depois de tomar banho e estranha que Eliza não esteja na sala. Ele segue até o quarto  rapidamente e também não acha ninguém. Eros  volta para a sala e para próximo da janela, onde abre a cortina e vê que a noite se aproxima.

EROS: – Eu não acredito que ela tenha saído. – Diz voltando a fechar a cortina.


CENA 3: Bairro São Jorge, Casa de Teresa, Interior,  Sala, Tarde 

Teresa desperta e de imediato começa a se lembrar do telefonema, ela logo se inicia a chorar.

TERESA: – Ele está bem, não está, mãe?

DOLORES: – Eu queria poder dizer que sim, filha, mas até agora o Hugo não ligou de volta.

TERESA: – Eu sei que ele está bem, sinto isso. – Diz enquanto é abraçada por Dolores.

Igor observa tudo um pouco de longe, logo ele saca o celular e faz uma ligação. Igor se aproxima de Teresa e Dolores.

IGOR: – O que eu puder fazer para ajudar, vou fazer. – Diz olhando nos olhos de Teresa.


CENA 4: Maré Verde, Praia do Horizonte, Exterior, Tarde

Manoel olha para Enrique que espera por uma resposta, resposta essa que ele também não sabe, mas cogita a partir do momento em que tocou no rosto do outro.

MANOEL: – Não sei qual é a possibilidade, Enrique.

ENRIQUE: – Talvez isso seja bobagem. Você pode ser um sósia meu ou eu ser um sósia seu, quem sabe?

MANOEL: – 3 de Fevereiro de 1990. – Diz mantendo seu olhar amistoso sobre a cara de surpresa de Evrique.

ENRIQUE (Surpreso): – O que?

MANOEL: – A data em que eu nasci, Enrique.

Enrique se espanta mais uma vez com tal informação.

ENRIQUE: – Isso não é coincidência de maneira alguma. Eu também faço aniversário nesse mesmo dia, Manoel.

Os dois se olham surpresos enquanto o sol se põe praticamente. O horizonte está avermelhado.


CENA 5: Bairro Alto, Casa de Lucas, Sala, Interior, Noite 

Ariadna está sentada assistindo televisão quando Lucas entra. Ela olha para o irmão que parece estar ofegante.

ARIADNA: – Você já foi lá? O que houve?

LUCAS: – Não deu para ir a casa da namorada do Enrique,  mana. Acabaram roubando minha  moto na metade do caminho.

Ariadna se assusta.

ARIADNA: – E você está bem? Não machucaram você.

LUCAS: – Não, felizmente só  levaram a moto mesmo minha irmã. Essa cidade anda muito perigosa.

ARIADNA: – Depois vá a delegacia e faça o boletim, Lucas, quem sabe não encontram sua moto.

LUCAS: – É o que eu farei!

ARIADNA: – A Soraia esteve aqui, mas como eu não sabia onde é a casa desse seu amigo, não disse nada. Pedi para que ela esperasse, mas ela achou melhor não e prometeu voltar.

LUCAS: – Deus queira que ela tenha recuperado a memória, só assim pra ela ter vindo até aqui.


CENA 6: Bairro Beira Mar, Casa de Eliza, Sala, Interior, Noite

Eros espera por Eliza, que aparece assustada e trêmula. Assim que ela entra, Eros vai ao seu encontro, preocupado.

EROS: – Pra onde você foi,  Eliza? – Questiona ao abraçar ela. Ele percebe que Eliza está tremendo.  O que aconteceu? Você está tremendo. – Pergunta olhando nos olhos assustados dela.


CENA 7:  Praia do Horizonte, Exterior, Noite

Manoel encosta em algumas pedras, e Enrique observa a noite clara por causa da lua.

ENRIQUE: – Tenho certeza que a gente vai sair daqui, Manoel.

MANOEL: – Eu admiro tua persistência. Mas acho melhor nos prepararmos para o pior.

ENRIQUE: – Você sempre é tão pessimista assim?

MANOEL: – Nem sempre, só em situações como esta mesmo. Já tu és otimista a qualquer altura pelo que parece.

Enrique sorri de maneira farta.

ENRIQUE: – Esse otimismo e o amor que eu sinto por Teresa que me deu força para continuar vivo no tempo em que estive  na cadeia.

MANOEL: – O que fizeram contigo não tem perdão, Enrique.

ENRIQUE: – Destruíram uma boa parte da minha  vida e parece que ainda querem mais, querem destruir ela toda.

Enrique volta seu olhar para o mar e avista uma luz semelhante a de um farol. Ele se levanta e começa a correr na direção da praia próximo do mar e acena  de forma insistente. Manoel reúne suas últimas forças e se junta a Enrique, agora os dois acenam para o barco que já se faz visível.

MANOEL e HENRIQUE: – Aqui! Aqui! Estamos aqui. – Gritam enquanto balançam os braços.


CENA 8: Centro, Casa de Estefano, Sala /Escritório, Interior, Noite

A Polícia Internacional chega na casa de Estefano, eles entram assim que a empregada abre a porta.

DELEGADO: – O Estefano está, senhorita?

EMPREGADA: – Ele parece estar no escritório, senhor. – Responde observando os policiais.

O delegado segue direto para a porta do escritório acompanhado de três policiais, ele abre a porta enquanto os outros policiais  sacam suas armas. Todos se surpreendem ao verem Estefano morto  debruçado sobre a mesa.

CONTINUA

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