A Jogada: Capítulo 14

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CENA 1: Maré Verde, Hospital, Quarto, Interior, Noite

Lucas olha para Soraia que continua com seu olhar perdido. Ele toca sua mão, mas ela sem memória, e com medo, recua.

SORAIA: – Eu não conheço você.

LUCAS: – Eu sou o Lucas, Soraia. Não se lembra de quem eu sou?

Soraia balança a cabeça negativamente e abaixa o olhar em seguida. Lucas olha pela janela.

LUCAS: – Meu Deus! Isso não pode estar acontecendo. – Diz colocando as mãos na cabeça. Ele volta o olhar para Soraia, que continua a olhar para o teto.


CENA 2: Maré Verde 

As ruas da cidade ficam praticamente vazias, a madrugada chega. O sol logo aponta no horizonte, a multidão ocupa as calçadas e a frota de veículos preenchem as avenidas. O dia passa rapidamente, logo o sol se põe e a noite se aproxima chuvosa.


DIAS DEPOIS

CENA 3: Bairro Alto, Casa de Lucas, Sala, Interior, Manhã 

Lucas toma seu café e parece estar desanimado, algo que Ariadna, sua irmã nota assim que entra na cozinha.

ARIADNA: – Você está assim por causa da Soraia, não é? – Pergunta já se sentando na cadeira.

LUCAS: – Eu achei que teríamos uma vida juntos, mas não. Depois do acidente parece que sou menor do que um grão de areia, ela não me enxerga.

ARIADNA: – Dê tempo, meu irmão, logo ela recupera a memória sobre você é então poderão ser feliz.

LUCAS: – Ela lá com o pai dela, isso é improvável, pois tenho certeza que o Estefano vai manipular ela.


CENA 4: Bairro São Jorge, Casa de Teresa, Sala, Interior, Manhã

Enrique está sentado ao lado de Teresa, ele segura sua mão e olha com compreensão para seu amor, que está cabisbaixa depois do que aconteceu.

ENRIQUE: – Tenho certeza que logo você vai encontar outro emprego, Teresa.

TERESA: – Espero que sim, Enrique. Mas isso não vai ficar  assim, ele me demitiu por nada, por nada.

ENRIQUE: – Você deveria estar preparada, ele deve ter descoberto que você é minha namorada e como sou filho do Eros, com certeza fez por vingança. Isso é culpa minha.

TERESA: – Não. Se há um culpado, é o Estefano por achar que pode fazer de tudo com as pessoas.

ENRIQUE: – Veja pelo lado bom, pois agora você não terá que aturar ele. Sei que a Soraia além de ter sido sua patroa, era uma grande amiga, e só vale ficar triste por causa dela.

TERESA: – Eu amo você. Obrigada por estar aqui me aturando. – Diz encostando a cabeça  no peito de Enrique.

Enrique afagaos cabelos de Teresa. Ela esboça um sorriso, logo Enrique a beija apaixonadamente.

ENRIQUE: – Tenho uma surpresa para você, mas só vou poder dizer hoje a noite. – Diz depois de afastar sua boca da boca de Teresa.

TERESA: – Já estou curiosa, não me deixe assim.

ENRIQUE: – Prometo que sua curiosidade não vai durar muito, meu amor.


CENA 5: Centro, Casa de Estefano, Quarto de Rebeca/Sala, Interior, Manhã

Rebeca desperta e vira para o lado esquerdo a procura de Manoel,  mas não o vê, ela então se levanta rapidamente, e olha pela janela, mas não vê o carro dele, veste um roupão e segue para sala. Rebeca chega na sala e encontra Estefano sentado no sofá.

REBECA: – Você  não foi trabalhar hoje, pai?

ESTEFANO: – Hoje vou descansar mais um pouco, filha. Aproveitar a sua companhia e da sua irmã.

REBECA: – Que estranho!

ESTEFANO:  – O que é estranho, filha?

REBECA: – O Manoel não está no quarto.

ESTEFANO: – Ele deve ter ido fazer algo para mim. Ontem eu acho que pedi para que ele fosse averiguar algo no Porto. Não se preocupe, logo ele vai estar aí.

Rebeca parece ter ficado mais aliviada, pois desde que namora Manoel, ele nunca a deixou sozinha, por isso o espanto.


CENA 6: Estrada, Interior/Exterior, Manhã 

O carro em que Manoel está é perseguido por outros dois veículos. Manoel acelera cada vez mais.

MANOEL: – Não vão me pegar nem morto.

Manoel faz uma ligação.

MANOEL  (Ao Celular): – Estou a enviar tudo o que precisas para destruir o Império do Estefano.

HOMEM (Do outro lado da linha): – O que está acontecer aí, Manel?

MANOEL (Ao Celular): – O que eu já previa,  Mano. Se algo acontecer comigo, faça justiça em meu nome, e agora preciso desligar.

Manoel dá por encerrada a ligação. Os outros carros se aproximam com perigo do carro de Manoel. Manoel desvia da estrada principal e acelera muito indo em direção ao mirante, ele escreve uma mensagem e envia para Rebeca. O veículo em que Manoel está decola rumo ao mar.


CENA 7: Edifício Samir, Apartamento  de Igor, Sala, Interior, Manhã 

Igor olha para uma foto tirada de Teresa, ele analisa cada detalhe da mulher. Ele se levanta de repente do sofá, parece assustado.

IGOR: – Não, eu não posso estar pensando isso. Ela seria como uma irmã pra mim, não posso pensar nisso jamais.

Igor sai da galeria de fotos no momento em que seu celular toca, ele vê que é Ariadna, e não atende.

IGOR: – Eu também queria insistir, mas não posso. Agora tenho que focar em como vou conseguir derrubar o Estefano, não posso desviar meu foco agora.


CENA 8: Lancha, Mar, Exterior, Interior, Manhã 

Enrique segue na lancha de Hugo que também está com ele. Dois turistas estão na parte de trás curtindo o sol.

HUGO:  – Você está me parecendo bastante ansioso, amigo.

ENRIQUE: – Você acha?

HUGO: – Dá para notar de longe. O que está pegando?

ENRIQUE: – É que hoje finalmente vou pedir a Teresa em casamento. Já adiei demais esse dia.

HUGO: – Então está explicado essa sua ansiedade. Fique tranquilo, pois assim que a gente  terminar aqui, você  vai estar liberado. E felicidades, pois você merece, amigo.

Hugo sai de perto de Enrique, que por sua vez  pega o celular no exato momento em que ele toca.

ENRIQUE (Ao Celular): – Lucas?

LUCAS (Do outro lado da linha): – Desculpa não ter feito contato antes, Enrique. Mas  eu tenho  uma boa notícia para dar.

ENRIQUE (Ao Celular): – O que foi? Me diz.

LUCAS (Do outro lado da linha): – A gente vai ter nossa justiça, amigo.


CENA 9: Centro, Casa de Estefano, Escritório, Interior, Manhã 

Estefano está sentado se frente para a janela, olha de forma fixa para fora, e esboça um sorriso enigmático no rosto.

ESTEFANO: – Se isso fosse um jogo de xadrez, esse seria meu xeque mate. Tudo está perfeito, tudo está do jeito que eu quero que esteja.

Estefano retira o celular do bolso da calça e faz uma ligação.

ESTEFANO (Ao Celular): – Se você errar dessa vez, o erro pode custar a sua vida.

HOMEM ( Do outro lado da linha): – Eu não erro duas vezes, senhor.

ESTEFANO (Ao Celular): – Acho bom mesmo. – Diz antes de desligar.

Estefano se levanta da cadeira e fica próximo da janela.

ESTEFANO: – É só questão de tempo para que a vitória completa seja minha.


CENA 10: Bairro São Jorge, Casa de Teresa, Cozinha, Interior, Manhã 

Teresa lava louças quando começa a sentir um mal estar estranho. Dolores nota que a filha ficou meio pálida e a faz se sentar.

DOLORES: – O que houve, filha?

TERESA: – Eu não sei, mãe. Me deu um mal estar de repente. Eu estava pensando no que poderia ser a surpresa de Enrique para hoje a noite  e me veio essa tontura. – Responde enquanto se senta.

DOLORES: – Não há de ser nada, filha. Deixe que eu termine as louças, e enquanto isso você vai tomar  um ar fresco.

Teresa fica pensativa enquanto sua mãe termina de lavar as louças.


CENA 11: Casa de Estefano, Quarto de Rebeca, Interior, Manhã 

Rebeca olha de forma constante para o celular, pensa em Manoel, espera  que ele ligue logo como faz todos os dias mesmo estando perto. O sinal de alerta de mensagem toca e Rebeca verifica.

REBECA (Assustada): – O quê? Não, isso não pode ser verdade. – Grita bastante assustada depois de ler a mensagem.


CENA 12: Edifício Samir, Apartamento de Igor, Sala, Interior, Manhã 

Igor pega o celular e as chaves do carro e segue para a porta com rapidez.

IGOR: – Isso está me atormentando muito. Preciso ter certeza do que realmente quero, preciso me libertar ou me aprisionar logo de uma vez.

Igor sai do apartamento apressado.


CENA 13: Lancha, Mar, Exterior, Manhã 

Hugo anda de um lado para o outro sob o olhar de Enrique e os outros turistas.

HUGO: – Como isso foi acontecer? Isso não podia ter acontecido.

ENRIQUE: – Isso acontece, Hugo, não adianta se culpar. Quando a outra lancha chegar, você vai com eles e  compra o que vai fazer ela voltar a funcionar novamente. Eu fico  aqui pra você.

HUGO: – Tem certeza, Enrique?

ENRIQUE: – Absoluta! – Responde observando a chegada de outra lancha. – Agora vai e não se preocupe.

HUGO: – Obrigado, Enrique e prometo que volto o mais rápido possível.

O outro iate encosta. Hugo e os outros dois vão a bordo. Enrique observa o iate se afastar. Enrique entra no interior do iate, e volta trazendo consigo um sanduíche, ele se senta na parte de trás.

ENRIQUE: – Espero que não demore tanto. – Diz antes de abocanhar um pedaço do sanduíche.

Enrique termina de comer o sanduíche,  olha para o Horizonte e vê uma Ilha. Ele pega uma caixinha preta no bolso da bermuda que usa e abre, então retira um anel de dentro dela. Enrique olha para o anel e sorri.

ENRIQUE: – Eu te amo muito Teresa!  – Diz ao imaginar se casando com Teresa.

Enrique ouve um barulho estranho, e guarda o anel, quando dá  a volta no iate, ele vê chamas saindo do interior. Uma grande explosão acontece.

CONTINUA

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