A Jogada: Capítulo 11

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CENA 1: Maré Verde, Rua, Exterior, Manhã 

A ambulância logo chega, e com muito cuidado, os socorristas tiram Soraia do meio das ferragens e a colocam dentro da ambulância, que segue rapidamente em direção ao hospital depois de abrir caminho no trânsito por conta da grande quantidade de pessoas em volta.


CENA 2: Bairro Alto, Casa de Lucas, Sala, Interior, Manhã 

Lucas se prepara para sair quando ouve seu celular tocar de maneira insistente. Lucas atende a ligação e fica abismado ao saber do que aconteceu com Soraia. Ele encerra a ligação. Ariadna vem da cozinha e percebe o irmão meio pálido.

ARIADNA: – O que houve, Lucas? Quem ligou?

LUCAS: – Uma enfermeira. A Soraia sofreu um acidente e está em coma induzido.

ARIADNA: – Meu Deus!

LUCAS: – Eu vou para o hospital, quero estar ao lado dela, mana. Eu tenho certeza que ela vai se recuperar logo e não a deixarei por nada nesse mundo.


CENA 3: Bairro São Jorge, Casa de Teresa, Interior, Manhã 

O táxi em que Igor está pára em frente da casa de Teresa. Igor sai do carro depois de acertar com o motorista. Ele olha para a fachada da casa que está praticamente do mesmo jeito quando ele era adolescente, em sua mente vem a imagem de Dolores, o pai e ele sentados na sala. Igor toca a campainha com receio. A porta se abre e ele fica de frente para a mãe.

DOLORES (Surpresa): – Igor! O que faz aqui?

IGOR: – Eu queria falar com a Teresa, mãe.

DOLORES: – Ela não está agora, Igor. – Responde meio intrigada. – Por acaso você veio contar o que sabe?

IGOR: – Exatamente, mãe.

DOLORES: – Não entendo o motivo de você não ter contado tudo logo naquele dia em que ela foi procurar você.

IGOR: – Eu fui pego de surpresa, e também não queria deixar a Teresa abalada.

DOLORES: – Você se preocupando com as pessoas? O que está planejando dessa vez, Igor?

IGOR: – Eu só quero dizer a verdade, mãe. Não sei há tempo para que eu possa me redimir, mas vou tentar e começarei por aquilo que me atormenta desde sempre.

DOLORES: – Espero de coração que você tenha acordado para a vida e deixe esses seus negócios ilícitos para lá. Você tinha tudo  para ser diferente do seu pai. A Teresa vai estar aqui mais tarde, se quiser contar tudo para ela ainda, é só  aparecer.

IGOR: – A senhora nunca vai me perdoar não é mesmo?

DOLORES: – Não sei, você ainda não fez nada para merecer o meu perdão.

Mãe e filho se encaram enquanto relembram o passado de sofrimento, abandono e mágoas.


CENA 4: Centro, Casa de Estefano, Escritório, Interior, Manhã 

Estefano espera ansioso por notícias que sejam agradáveis aos seus ouvidos. O celular toca e ele atende a ligação tentando manter a ansiedade controlada.

ESTEFANO (Ao Celular): – Espero que tenha excelentes notícias.

HOMEM  (Do outro lado da linha): – Deu tudo  errado, senhor. Nada saiu como o senhor planejou.

Estefano deixa o celular cair após encerrar a ligação e ficar sabendo que Soraia estava com o carro de Lucas.


CENA 5: Hospital, Quarto, Interior, Tarde

Lucas abre a porta e vê Soraia deitada, imóvel na cama, ele deixa algumas lágrimas caírem enquanto observa com aflição o estado de sua amada. Lucas se aproxima de Soraia e segura sua mão.

LUCAS: – Sei que de alguma forma você pode me ouvir, então digo que não vou sair do seu lado, vou estar  aqui e também vou descobrir o que aconteceu para que acontecesse isso com você.

Nesse momento, a porta se abre e Estefano entra. Lucas solta a mão de Soraia e segue com tudo para cima de Estefano, que leva um soco.

LUCAS (Alterado): – Desgraçado! O que você acha que está fazendo aqui? Foi você, não foi? Claro que foi! O acidente, era para eu estar aqui, não era? Infeliz!


CENA 6: Bairro São Jorge, Casa de Teresa, Exterior, Noite 

Assim que Teresa sai do táxi, ela vê um homem parado próximo da árvore em frente a sua casa, de início fica com receio, mas assim que se aproxima um pouco mais vê que é Igor  quem  está  alí.

TERESA (Surpresa): – Igor!?

IGOR: – Eu quero muito falar com você, Teresa. É algo realmente muito importante.

TERESA: – É sobre meus pais verdadeiros?

Igor respira de forma profunda, parece buscar forças para o que está preste a fazer.

IGOR: – É sobre eles, sim,  Teresa. – Responde  ficando cabisbaixo.

CONTINUA

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