O Mago: Capítulo 14 (Terceira Temporada)


Destino 

Parte 2

S03E14


Reino de Saran 

Zaro jamais imaginou que iria ver seu sobrinho novamente, pois fizera de tudo para se ver livre de toda sua família, e agora se vê frente a frente com o primogênito de seu irmão. O rei usurpador analisa toda a expressão no rosto do jovem rapaz a sua frente, e debocha em pensamento.

– Ele nunca conseguirá ser um rei melhor do que eu, e muito menos darei essa oportunidade a ele. – Pensa Zaro esboçando um leve sorriso de satisfação, pois para ele tudo já estava bem encaminhado. Enquanto olha para seu sobrinho, ele planeja algo definitivo que faça com que Eran desapareça para sempre. – Eu sei muito bem o que eu farei.

Um guarda impede a passagem do jovem, mas o mesmo é repreendido por Zaro, que demonstra aceitar o retorno de Eran.

– Deixe que ele passe, Morion.  – Ordena o rei para o guarda real, que por sua vez solta o rapaz.

Zaro chega de maneira cautelosa perto de seu sobrinho, que não se intimida ou se assusta com a expressão estranha na face do homem a sua frente.

– Quem é o senhor? – Pergunta Eran ao também analisar o homem parado próximo dele.

– Eu sou seu tio, jovem Eran. – Responde Zaro avançando em seguida para tentar abraçar o jovem, que afasta e estende sua mão.

– Não se aproxime mais, senhor. – Diz Eran se mostrando arredio e muito desconfiado com os olhares do homem que se diz seu tio.

– Desculpa, eu não quis assustá-lo de maneira alguma. Eu sou Zaro, estive cuidando desse Reino desde que todos passamos acreditar que você estava morto. – Diz Zaro se afastando alguns  passos do rapaz. – Mas quando soube de seu retorno, e que está bem, fiquei enormemente feliz, não tenha medo, pois você está entre amigos. – Mente o homem para o sobrinho, que por sua vez parece acreditar nele e abaixa as mãos.

Eran ainda se mostra desconfiado, porém segue Zaro pelo Castelo. Seu tio lhe mostra muitas coisas, não todas, pois o Castelo de Saran assim como outros é extremamente grande em toda sua extensão. Romo observa de longe o verdadeiro rei  passar, e acha estar sendo discreto, porém Eran consegue perceber os olhares em cima dele, e se vira devagar para confirmar quem  o olha  com tanto interesse, mas não consegue ver, pois Romo se esconde a tempo. Zaro leva Eran até os aposentos que passariam a ser dele a partir desse momento, o jovem rapaz olha admirado o quarto onde ficará.

– Tudo isso será meu? – Questiona Eran olhando cada detalhe dos móveis e parede e voltando seu olhar para Zaro, que mantêm um sorriso discreto no rosto.

– Será, meu sobrinho, assim como sempre deveria ter sido. – Responde o rei se virando e seguindo em direção a porta. – Aproveite muito bem, Eran, logo pedirei que seu criado venha até você. – Diz ao voltar seu olhar misterioso para o sobrinho, que continua a olhar fascinado para tudo a sua volta.

Zaro sorri ao perceber o desligamento do sobrinho, então se movimenta para sair do quarto.

– Espere! – Pede Eran ao olhar para o tio. – Quero muito saber de uma coisa, e espero que o senhor tenha essa resposta para mim.

– Pergunte, Eran, prometo fazer o possível para responder tal pergunta. – Diz Zaro olhando o sobrinho, que parece estar ansioso.

– Diga-me, quem matou o meu pai, Zaro? – Pergunta olhando nos olhos de Zaro.

Zaro não imaginou ouvir tal pergunta tão cedo, ele engole seco diante do questionamento, pois sabe a verdadeira resposta, mas não é dessa resposta que seu sobrinho precisa.

– Não sei se é certo dizer, Eran, pois não tenho provas, nunca as consegui para acusar com clareza, então são somente suspeitas.

– Mesmo assim quero saber de suas suspeitas. Retiraram o meu pai de mim, não pude conviver com ele e ainda fiquei exilado contra a minha vontade, quem faria algo assim? – Pergunta Eran.

– Eu vou contar a você sobre minhas suspeitas, mas só depois que você descansar, não seria justo encher você com tantas coisas em um único tempo. Descanse um pouco, e depois conversamos melhor.


Reino de Viturius 

Aron olha para a água quase congelada do lago, não se importa com o frio que faz, só quer estar um pouco sozinho com seus pensamentos.

– Um lago não seria um lago caso não houvesse água. – Diz Aron olhando fixamente para o lago a sua frente. – Eu não sou um mago sem minha magia, não sirvo para muita coisa sem o que me compõe. – Conclui se levantado, e sente um mão pousar sobre seu ombro, então se vira e fica  de frente para o rei, que o olha de forma intensa.

– Você serve, não é pelo fato de ter ou não ter magia é que você é essa  pessoa incrível, Aron. Você com magia ou sem sempre será o que eu preciso, sempre terá aquilo que me faz tão bem. – Afirma Alim  pegando nas mãos de Aron, que esboça um sorriso. – Você está gelado, vamos sair daqui. – Diz o rei após sentir  a pele gelada de seu amado.

Os dois seguem uma curta distância a cavalo,  e logo se aproximam da Vila que fica ao redor do castelo, eles descem rapidamente e passam a ir a pé enquanto puxam seus cavalos.

– Talvez não seja de todo ruim ficar sem magia. – Comenta Aron.

– Quem sabe, vou poder enfim protegê-lo a minha maneira. – Diz Alim passando a mão em sua espada. – Mas também tenho impressão de que isso não vai durar muito, Aron. Acredito que haja uma maneira de fazê-lo possuir magia novamente, pois ela não foi retirada pela sua vontade, e sim contra, sem que você tenha feito nada para merecer isso.

– Você é um rei sábio. Temos sorte de tê-lo. – Afirma Aron encarando o rei.

– Sou eu quem tenho sorte de tê-lo. – Diz o rei votando seu olhar para Aron.


Montanha Saltan

O céu encoberto deixa Galbo e Lion preocupados, pois a qualquer momento pode chover e eles não possuem um abrigo, estão parado olhando para o lago da montanha Saltan. O cavaleiro caminha inquieto de um lado para o outro há alguns minutos enquanto o jovem feiticeiro se concentra um pouco mais.

– Levanta daí, Lion, já chega. – Diz Galbo impaciente. – Estamos aqui há horas e nada do Bomel ouvir o seu chamado.

– Tenha paciência, Galbo, por favor, é só o que eu peço. – Diz Lion  olhando para o Cavaleiro. – Você não me parece aquele guerreiro paciente que  espera horas e mais horas para o início de uma batalha.

– Acontece que não estamos em uma batalha, Sir Lion, estamos aqui para uma coisa que deveria ser simples, muito mais simples do que uma batalha.

Galbo pára de resmungar após ouvir um barulho vindo da água do lago, ele se arma com sua espada para evitar surpresas. Lion sorri ao ver Galbo pronto para atacar.

– Pelo menos o seu reflexo você ainda não perdeu, mas isso realmente não é necessário. – Comenta Lion voltando seu olhar para a água do lago e ver Bomel surgir rapidamente.

Bomel olha para Galbo e Lion rapidamente e deixa que seus pés toquem no chão.

– O que traz vocês aqui? – Pergunta Bomel se mostrando interessado em tal visita.

– Desculpe incomodar, Bomel, mas não estaríamos aqui se realmente não fosse importante para todos nós. – Responde Lion.

– Fala como seu irmão, jovem rapaz, e isso me deixa profundamente feliz, pois vejo que Aron está aperfeiçoando o que eu lhe ensinei. – Diz Bomel olhando atentamente para Lion. – E vejo que a magia dele repousa, por isso  é que estão aqui.

– Ele realmente perdeu a magia Bomel? – Questiona Lion preocupado com a condição do irmão.

– Tolo rapaz, vejo que há muito para você aprender. Na hora certa, quando a esperança parecer escapar de todos,  a magia crescerá novamente como nunca antes,  mas não pense que ela esteve perdida ou que se acabou, meu caro, pois o que sempre foi nosso, nem o mais maligno dos feitiços consegue conter. – Responde Bomel antes de desaparecer.

Galbo olha de forma séria para Lion, que sorri.

– Vamos, pois já terminamos o que viemos aqui fazer. – Diz Lion estendendo a mão para o cavaleiro, que a segura, desaparecendo em seguida.


Reino de Viturius 

Assim que retornam ao Castelo, Lion conta a novidade para Moran, Perion e Oniria, que se alegram com a possiblidade real de ter o mago dos magos de volta de forma plena. A neve volta a cair no fim do dia que se aproxima rapidamente.

Alim analisa alguns documentos ao lado de Aron, que se demonstra atento e ajuda o seu amado rei da melhor forma que pode sem o uso da magia, um sorri constantemente para o outro e não veem a hora passar, e quando percebe já se faz noite.

– Esse trabalho fica menos cansativo com você ao meu lado. – Afirma o rei tocando nos cabelos de Aron, que está sentado ao seu lado também admirando a figura apaixonante que é Alim.

A porta se abre e um dos sete cavaleiros de confiança e da segurança principal do rei se aproxima com certa  rapidez.

– Milord, desculpa incomodá-lo, mas é algo muito importante que descobri ainda no dia de hoje. – Diz o Cavaleiro reverenciando Alim.

– Não atrapalha, Sir Milano, diga, o que descobriu, parece um pouco aflito. – Diz o rei percebendo a aflição na face de seu cavaleiro.

– Milord, descobri que o príncipe de Saran, aquele que todos achavam ter sido devorado pelos fgigantes do sul, retornou para o Reino. – Conta Milano  ao rei.

– Tudo bem, agora  pode ir, e muito  obrigado por vir me contar isso.

Milano sai da presença do Rei, que por sua vez volta seu olhar para Aron, que percebe o olhar de preocupação. Alim que se levantou para ouvir Sir Milano, agora se senta novamente e coloca uma das mãos na cabeça, preocupado.

– O que o retorno desse Príncipe significa, Alim? – Pergunta Aron se mostrando curioso e desejoso por entender tal história.

Alim olha para Aron, que aguarda por uma resposta, e sabe que há de ser algo muito sério, pois nunca viu seu rei de forma tão dura.

– O pai de Eran foi morto na batalha dos gigantes contra Saran, e meu pai sempre desconfiou do irmão de Ezo, Zaro, que tivesse  planejado tudo  isso, mas nunca conseguiu provar, e um pouco antes de eu lhe conhecer, Zaro prometeu  ao meu pai que Viturius também seria dele, e que ele nada poderia fazer para defender o povo dele. – Conta o rei com preocupação.

– Você tem medo de que Zaro aproveite o retorno de Eran para usá-lo, não é mesmo? – Questiona Aron.

– É o que eu temo, pequeno, pois Eran não  é um príncipe comum, ele possui magia dada pelos próprios conselheiros após Ezo ter arriscado sua própria vida para salvar a morada dos superiores em magia. – Responde Alim segurando a mão de Aron.

– Então temos de avisar esse príncipe da verdade que o rodeia. – Diz Aron.

– Não sei se seria prudente fazer isso, Aron. – Diz Alim com receio.

– E vamos deixar que Zaro o manipule a seu  desejo para que venha atacar Viturius de surpresa? – Pergunta Aron já desejoso ds batalhar.

Alim pensa enquanto observa o desejo de Aron nos olhos, pois mesmo sem magia percebe que seu amado não perdeu a coragem, o ânimo pelas batalhas. Alim se levanta, e Aron o segue, os dois param próximo da janela. O rei olha para Aron.

– Você tem razão, não podemos ficar a espera de surpresas. – Afirma Alim antes de sorrir. – Vamos seguir até Saran o mais cedo possível.


Reino de Saran 

Romo abre a porta do quarto onde Eran está e o encontra totalmente nu. Os dois se olham  demoradamente, até que Romo abaixa a cabeça, envergonhado.

– Desculpe, senhor, eu deveria ter batido na porta antes de entrar. – O servo se desculpa deixando a roupa de seu amo em cima da cama. – Esses são seus trajes, Milord Zaro pediu que eu trouxesse. – Diz Romo se virando para ir embora, mas sente Eran o segurar.

– Seus olhos, era você quem me olhava assim que eu passei pelo corredor. – Afirma Eran tentando manter uma visão dos olhos do Servo.

– Era eu sim, senhor, desculpe se eu cheguei a lhe chatear. – Romo confirma enquanto sente o calor da respiração de Eran perto dele.

– Não estou chateado. – Afirma antes de sorrir. – Obrigado pelas roupas. – Agradece soltando o braço de Romo, que levanta seu olhar e encontra com o sorriso encantador do outro. – Quando vir, não é necessário bater na porta, mas a feche depois de sair. – Diz Eran.

Romo sai do quarto e fecha a porta sobre o olhar devorador de Eran, que se vira e olha pars o grande espelho.

– Obrigado, Ornobo, obrigado por me fazer ver quem são as pessoas realmente, e não vou ser manipulado com facilidade,  isso eu lhe garanto. – Afirma Eran vendo  O gigante no espelho.

– Você não deve confiar no Zaro, Eran, nunca faça isso, pois até mesmo uma pedra diz mais verdades do que ele, e eu não pude deixá-lo sem tal informação assim que soube o que ele quer lhe contar. – Diz Ornobo no espelho. – Espere a chegada de Aron e Alim para que você receba a ajuda necessária para então destruir todo o mal que se instalou nesse Reino com Zaro assumindo o trono, mas não deixe que seu tio perceba que você sabe de toda a verdade, meu caro. – Alerta o gigante. – Agora vá, pois ele já o espera no salão principal. – Diz Ornobo desaparecendo.

Eran se veste devidamente para o jantar com seu tio, e segue para o salão principal. Zaro recebe o sobrinho com uma falsa alegria e entusiasmo forjado na mentira, eles se sentam em uma gigantesca mesa e se põem a saborear os pratos e vinhos servidos.

– Bom, meu sobrinho, não esqueci do que você me perguntou. Você ainda quer saber quem foi o responsável pela morte de seu pai? – Pergunta Zaro depois de concluir seu vinho.

– É o que eu mais quero, tio. – Responde Eran com total certeza.

Romo se aproxima e serve um pouco mais de vinho para Zaro, que esbarra na garrafa que o servo segura, e a mesma cai das mãos dele se quebrando em mil pedaços a espalhar o vinho  pelo chão.

– Inútil, inútil! – Grita Zaro para Romo que é pego de surpresa por um tapa em sua face. – Limpe de imediato essa sujeira que você fez.

A marca da mão fica na face de Romo, que se abaixa começa a colher os cacos de vidro espalhados pelo chão. Fora do campo de visão de Zaro, Eran olha com ódio para ele, que sai da mesa e segue para perto da janela, então Eran o acompanha, mas não deixa de se preocupar com Romo, que continua a limpar toda  a sujeira.

– Um rei precisa ser firme com os seus, Eran, não deve admitir erros tão grotescos, mas agora vamos falar do que você quer saber. – Comenta Zaro. – Seu pai acreditou que pai de Alim fosse amigo, mas isso nunca foi verdade, e foi ele o responsável por toda a desgraça que lhe acometeu. – Revela Zaro.

– Realmente como Ornobo me disse. – Pensa Eran.

– Com você de volta, com você no Reino, nós vamos conseguir ter nossa vingança, fazer com que toda Viturius sofra pelo que fizeram você eu sofrermos. – Afirma o rei olhando para o sobrinho.

– Sim, juntos vamos vingar meu pai, o seu irmão, aquele que deu a vida por  mim, pelo Reino de Saran. – Diz Eran.


Reino de Viturius 

[Alguns Dias Depois]

Aron e Alim planejam a viagem ao Reino de Saran junto de seus amigos, que se mostram centrados no novo objetivo. Todos estão reunidos  no salão principal do castelo de Viturius diante do rei.

– Partiremos hoje para a viagem que pode definir nosso Destino, meus amigos, pois só o que sabemos que nos espera é o ódio e a mentira, mas nós temos mais do que isso, temos a verdade, a luz e o amor, e vamos batalhar para que nada aconteça  com os nossos. – Diz Alim para todos os reunidos.

Galbo se aproxima do rei, que por sua vez entrega o selo real para seu fiel amigo e cavaleiro.

– Continua do mesmo jeito se eu faltar, meu amigo.

– Você retornará, Alim, tenho certeza.  – Afirma Galbo ao segurar o selo dado por Alim.

Lion se aproxima de Galbo assim que Alim deixa o trono e segue para perto de Aron,  Perion, e Oniria. Oniria ergue sua espada para o alto, uma luz que começa a emanar do instrumento os suga  fazendo desaparecer todos. Galbo sente a tensão de Lion, então o abraça, Moran fica a olhar para o feixe de luz que desaparece.

– O Destino será alcançado ou perdido para sempre. – Diz Moran.


Reino de Saran

Eran está de frente para o espelho de seu quarto, ele desvia o olhar para a janela, que deixa o sol entrar. O jovem estende sua mão em direção ao espelho.

Dresaria Irte Venzo Arrap. – Pronuncia  Eran fazendo com que o objeto comece a tremer, e logo Ornobo aparece.

– Eu já iria fazer contato, meu caro. – Diz Ornobo. – Os que vão te ajudar no seu Destino já estão a caminho.

– Eu já estava achando que não iriam vir mais, pois já fazem dias que estou aqui tendo que concordar com tudo que o meu tio fala, vendo ele maltratar os outros, estou sendo o que não sou. – Diz Eran pensando em Romo.

– Eu sou conhecedor de seu sofrimento, meu amigo, e tudo isso logo cessará, toda essa maldade terá um fim. – Afirma Ornobo.

Eran se assusta ao ver o espelho rachar por completo, então perde o contato com Ornobo, ele então olha para a porta e vê seu tio sorrindo enquanto segura um cajado que nele há duas serpentes enroladas.

– Você é um tolo e achou que poderia me enganar por tanto tempo, meu sobrinho querido, mas eu  gostaria de saber como você possui magia, isso é algo misterioso, pois não me lembro do seu pai ou sua mãe possuí-la. – Diz Zaro se aproximando do sobrinho, que não recua e se mantêm  firme.

Zaro dá vida às serpentes em seu cajado com um único toque, e sorri ao ver o olhar de medo de Eran.

– Ataquem! – Ordena Zaro para as serpentes.

Retrapo Isarimo Corpa. – Pronuncia Eran parando o ataque das serpentes, que não conseguem atravessar o campo de energia criado pelo feitiço.

Romo entra pela porta correndo, em sua mão, uma espada. O servo desfere um único golpe nas serpentes, que perdem a cabeça. Zaro olha com raiva para o servo.

– Eu sempre soube que você é um traidor, Romo. – Diz Zaro antes de sorrir. – Você não terá a mesma sorte que Eran, frágil servo. –Ergozan Orna. – Pronuncia o bruxo fazendo com que Romo comece a enforcar a si mesmo.

– Deixa ele em paz, Zaro! – Grita Eran desfazendo o feitiço que o protegia até então. – É a mim que você quer, então deixe que ele vá. – Diz o jovem vendo o sofrimento de Romo.

– Você trocará sua vida pela vida de um simples servo? Se é assim que você quer. – Diz Zaro abaixando o cajado e deixando Romo livre.

– Vá, Romo, por mim. – Pede Eran ao servo.

A contragosto, Romo deixa o quarto. Zaro sorri para o sobrinho.

– Depois de ter seu poder em minhas mãos, seu destino para mim, vou adorar  ver toda essa gente aos meus pés, e não vou poupar ninguém de um futuro onde eu serei um Deus. – Diz Zaro encarando o sobrinho. – E isso será tão fácil de conseguir, o seu retorno só adiantou tudo. – Afirma levantando o cajado.

Deran Etrom irocta. – Pronuncia Eran reduzindo a pó o cajado de seu tio com o feitiço.

Os dois se olham com raiva. Eran vê um sorriso brotar em Zaro, que se aproxima rapidamente sem dar tempo para o jovem se defender. O bruxo segura Eran pelo pescoço e o levanta do chão.

– Minha magia não vem do cajado, seu tolo. Agora você terá o mesmo  destino que seu pai teve. – Afirma olhando nos olhos de Eran. – Mas aqui não é um bom lugar para se morrer. – Sorri de forma enigmática enquanto olha para a janela e avista o pátio. –Sovri Focu Enra Irobraqueba. – Pronuncia o bruxo.

Uma fogueira é construída rapidamente aos olhos de todos. Zaro gargalha enquanto sai do quarto com Eran amarrado.

CONTINUA

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