Coração de Pedra: Última Semana (19)


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| ROSA DO BARÃO, CASA DE HELENA, SALA, INTERIOR, MANHà

Helena fica feliz em ver Eduardo alí novamente, os dois se olham por um curto período.

HELENA: –  Veio vê-lo?

EDUARDO: – Sim! Ele dormiu bem?

HELENA: – Sim, ele estava precisando muito! Pode subir, ele já está acordado. – Diz abraçando Eduardo. – Desculpa por tudo!

EDUARDO: – Eu já lhe desculpei, Helena.


|| ROSA DO BARÃO, CASA DE HELENA, QUARTO DE FELIPE, INTERIOR, MANHÃ

Eduardo sobe até o quarto do seu filho e não sabe o que esperar de tudo o que aconteceu. Ele abre a porta de maneira discreta, e se surpreende ao ver Felipe indo em sua direção.

FELIPE: – Pai!  – Diz abraçando Eduardo. – Eu sei que tudo isso é muito diferente, pai, mas eu estou feliz que esteja aqui comigo.

EDUARDO:  – Eu também, meu filho! Nunca imaginei que eu tinha um filho, que tiraram essa alegria de ter visto você crescer, mas o que importa agora é que estamos aqui.

Felipe não consegue conter a alegria de ter o pai ao lado dele, e Helena que acompanha tudo em pé próximo da porta, se emociona com a cena de pai e filho abraçados.


||| ROSA DO BARÃO, CASA DE EMANUEL, SALA, INTERIOR, MANHÃ

Emanuel está arrumando as malas para fugir do país quando tocam a campainha. Ele olha de forma assustada para  a porta.

EMANUEL: – Isaque? – Diz ao abrir a porta.

ISAQUE: – Sim, sou eu! Não me esperava aqui, não é mesmo?

EMANUEL: – Sim, ainda mais depois de tudo!

ISAQUE: – Deixa de ser ordinário, Emanuel. Eu vim aqui saber toda a verdade, o que  Demétrio planeja?

EMANUEL: – Não sei do que você está falando, Isaque!

ISAQUE: – Olha aqui. – Diz ao apontar um revólver para Emanuel.    – Deixa de conversa e me conte o que o Demétrio tem a ver com o Ricardo?

EMANUEL: – Tudo bem! Eu falo, mas abaixa essa arma, por favor.

ISAQUE: – Comece a falar!

Isaque abaixa a arma.

EMANUEL: – O Ricardo sempre soube que o irmão era inocente, mas se aproveitou disso e ajudou o Demétrio na incriminação de Eduardo. O Ricardo sabia de tudo desde o início das investigações.

ISAQUE: –  Não  posso  acreditar  nisso!

EMANUEL: – Pois acredite! O Ricardo sempre soube do irmão, e agora acredito eu que ele esteja querendo tirar o Eduardo do caminho de novo.

ISAQUE: – Preciso avisá-lo!


|||| ROSA DO BARÃO, DELEGACIA, INTERIOR, MANHÃ

Demétrio se espanta mais uma vez quando vê Ricardo na sua frente, e deduz logo o que ele tem pra dizer.

DEMÉTRIO: – Eu já sei o que você quer.

RICARDO: – Não me surpreendo que você já saiba!

DEMÉTRIO: – Você quer o Eduardo morto, não quer?

RICARDO: – Isso mesmo! O mais rápido possível. Sei que logo logo você sairá dessa prisão e acertará o nosso trato.

DEMÉTRIO (Sorrindo): – Fique tranquilo! Tudo sairá perfeitamente bem!


||||| ROSA DO BARÃO

A polícia encontra o corpo de Venâncio enterrado nos fundos da casa dele, e avisam a Eduardo do ocorrido. Eduardo fica abalado com a notícia , mas não se surpreende quando Lauro diz ter certeza de que é Demétrio quem o matou.


|||||| ROSA DO BARÃO, CASA DE EDUARDO, VARANDA, EXTERIOR, TARDE

Eduardo retorna da delegacia quando Isaque consegue alcançá-lo assim que ele sai de dentro do carro. Os dois seguem até a varanda da casa de Eduardo.

EDUARDO: – O que houve?

ISAQUE: – Preciso falar urgentemente com você.

Isaque se senta em uma banqueta, assim como Eduardo, ele conta ao amigo o que descobriu.

ISAQUE: – Você não se surpreendeu?

EDUARDO: – Confesso que não, Isaque, eu realmente já esperava isso dele.

ISAQUE: – E você não tem medo, amigo?

EDUARDO: – Não. Felizmente não!

ISAQUE: – O que você precisar, eu te ajudarei, Eduardo.

EDUARDO: – Muito obrigado, Isaque, é muito bom contar com uma pessoa como você!


||||||| ROSA DO BARÃO, CASA DE HELENA, SALA/ESCRITÓRIO, INTERIOR, TARDE

Ricardo chega cedo da empresa , e isso não é comum, e Helena estranha quando percebe que a porta do escritório está trancada.

HELENA:   – Você está aí, Ricardo?

RICARDO: – Vá embora, Helena! Me deixa em paz.

Helena prefere não insistir mais e sobe para o quarto.

Ricardo tendo a certeza que Helena não o incomodaria mais, abre uma gaveta, a qual ele tem a chave e de lá retira uma pasta com algumas fotos e alguns documentos.

RICARDO: – Ninguém pode saber desse segredo, ninguém. Eu preciso me livrar disso tudo o mais rápido possível.

Nesse exato momento Eduardo entra na sala alterado. Ricardo sai do escritório ao ouvir seu nome ser chamado.

RICARDO: – O que está acontecendo aqui?

EDUARDO: – É com você mesmo que eu queria falar, seu canalha!– Diz segurando Ricardo pelo colarinho.

Os dois seguem para o escritório, e Ricardo se desvencilha de Eduardo lembrando que se esqueceu de esconder a pasta, porém já é tarde.

EDUARDO: – O que você esconde aí, Ricardo?

RICARDO: – Nada que seja de sua conta, Eduardo!

EDUARDO: – Pois é da minha conta, sim!    – Diz tomando a pasta das mãos de Ricardo.

Assim que Eduardo bate os olhos na foto que se sobressaía, reconhece Demétrio e Ricardo ainda pequenos, mas não entende o que os dois faziam juntos na foto.

EDUARDO: –  O que significa isso, Ricardo? – Ele pergunta segurando a foto e mostrando para Ricardo.

RICARDO: – Não é da sua conta, já disse! – Ele grita.  – Me Devolva!

Eduardo vê duas certidões de nascimento e se surpreende com a informação contida alí. Ele olha para Ricardo que coloca as mãos na cabeça e arregala os olhos.

EDUARDO: – Você e o Demétrio… são irmãos?

CONTINUA

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