Coração de Pedra: Última Semana (17)

 

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| ROSA DO BARÃO, CASA DE HELENA, SALA, INTERIOR, MANHà

Demétrio olha para a caixa nas mãos de Eduardo e a reconhece, em seu pensamento se culpa por ter esquecido dela, e agora está bem a sua frente como no dia em que atirou em Venâncio. Eduardo olha diretamente nos olhos de Demétrio, que desvia o olhar para a caixa, mas não se dá por vencido.

DEMÉTRIO: – O que é isso, Eduardo?

EDUARDO: – Isso é a sua condenação, meu amigo! – Responde ao se aproximar um pouco mais de Demétrio, que se mantêm atento aos olhares dos outros.

DEMÉTRIO: – Não entendí!

EDUARDO: – Logo logo você vai entender, Demétrio. Eu confiei em você. Sempre achei que você fosse meu amigo, mas no fim você nunca foi, muito pelo contrário, sempre esteve armando para que eu ficasse naquela prisão, você me fez de idiota esse tempo todo. Eu sei de tudo!

DEMÉTRIO: – Confesso que não sei do que você está falando, Eduardo. Vou embora, pois vejo agora que você é um ingrato, depois de tudo o que eu fiz por você, você me acusa de uma barbaridade dessas. Nunca esperaria isso de você que eu sempre considerei como um grande irmão.

EDUARDO: – Deixa de ser mentiroso, pois eu nunca signifiquei nada pra você. Admita logo que foi você quem matou o Paulo, Demétrio. Admita! – Grita Eduardo ao jogar as coisas da caixa no chão aos pés de Demétrio.

Todos os presentes na casa de Helena se surpreendem com a chegada de Denis que ouve tudo o que Eduardo disse para Demétrio, e enfurecido partiu pra cima dele.

DENIS: – Então foi você, seu desgraçado! – Grita enquanto desfere um soco na face de Demétrio, que cai, mas se levanta rapidamente com um canto da boca sangrando.

Eduardo contém Denis ao segurá-lo.

EDUARDO: – Não faça isso, não suje sua mão por causa desse monstr. A justiça vai cuidar dele, Denis.

DENIS (para Demétrio): Tomara que você apodreça na cadeia, pois você sim merece passar o resto de seus dias atrás das grades, infeliz.

Demétrio fica mais enraivecido com isso tudo, e decide por deixar a máscara cair em definitivo. Ele limpa o pequeno corte no canto da boca,  e sorri.

DEMÉTRIO: – Quer saber? Eu fiz tudo isso mesmo e não me arrependo de nada. Na verdade me arrependo de ter aceitado o convite secreto de Emanuel pra ir pra Monte Verde naquele fatídico dia. O Paulo nos viu na cama, e eu não podia deixar que ele espalhasse aquilo e destruísse minha vida, por isso o calei pra sempre.

HELENA: – Você fez isso por um motivo tão mesquinho, Demétrio! Você é um monstro, um monstro que deve ficar enjaulado para sempre.

DEMÉTRIO: – Eu fiz o que tinha de ser feito pra não ter minha reputação manchada e nem a do Emanuel.

Helena caminha até próximo do telefone.

HELENA: – Chega! Eu vou ligar pra polícia agora. – Diz ela pegando o telefone na mão.

Demétrio encara Helena com muita raiva.

DEMÉTRIO: – Faça isso e você nunca mais verá o Felipe, seu filho. – Ele ameaça enquanto sorri. – Acho que você não vai querer que algo aconteça ao seu filho, Eduardo! Não estou de brincadeira! – Grita voltando seu olhar para Eduardo.

HELENA: – O que você fez com ele, desgraçado?

DEMÉTRIO: – Por enquanto, nada!

EDUARDO: – Deixe o Felipe em paz, Demétrio!

DEMÉTRIO: – Só deixo ele em paz se vocês esquecerem toda essa história.

DENIS: – É um canalha mesmo!

EDUARDO: – Eu sinto nojo de ter considerado você como um amigo, Demétrio.

DEMÉTRIO: – Nada do que você acha ou deixa de achar me interessa, Eduardo e decidam-se logo!

EDUARDO: – Tudo bem! Tudo bem! Nós não vamos entregá-lo para polícia, porém queremos o Felipe aqui o mais cedo possível!

DENIS: – É melhor você cumprir sua parte, Demétrio ou eu vou para a cadeia por acabar com sua vida, pois é o que você merece.


|| ROSA DO BARÃO, ZONA RURAL, CASEBRE, INTERIOR/EXTERIOR, MANHà

Feipe tenta ligar o celular novamente, mas sem sucesso, ele resolve esconder o celular quando um dos bandidos entra e cobre sua cabeça com um saco preto, assustado, ele não sabe o que fazer.

FELIPE: – Pra onde vocês estão me levando? Pra onde?

HOMEM: – Logo logo você saberá, garoto!

Colocam Felipe vendado e amarrado no banco traseiro do carro, e seguem com o garoto depois de receber a ligação de Demétrio. No meio do caminho, os bandidos mudam a rota depois de falarem ao celular com muita pressa.


||| ROSA DO BARÃO, CASA DE HELENA, EXTERIOR, MANHÃ

O clima está tenso. Demétrio recebe uma ligação rápida e pede para que todos fossem até o portão receber Felipe. Helena assim que sai vê Felipe com mais dois homens.

HELENA: – Soltem meu filho! – Ela grita em desespero.

Com um único gesto, Demétrio dá a ordem para que Felipe seja solto. Felipe caminha lentamente para os braços da mãe quando carros da polícia chegam e cercam a casa.

DEMÉTRIO  (para Eduardo):   – O que você fez?  – Ele grita para Eduardo.

HELENA: – Eu não fiz nada!

Demétrio tenta fugir, mas não adianta, pois é segurado por vários policiais assim como aqueles que sequestraram Felipe.

DEMÉTRIO: – Você me paga, Eduardo! Todos vocês vão me pagar. – Ele grita enquanto é colocado no carro da polícia.


|||| ROSA DO BARÃO, RUA, CARRO, INTERIOR,  MANHÃ

Alguns metros longe da casa de Helena há um carro parado e é Emanuel quem está dentro dele observando tudo e vê quando Demétrio é preso.

EMANUEL: – Eu te avisei, Demétrio! Não me ouviu e agora aconteceu isso.

CONTINUA

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