Nova Estação: Capítulo 15

20170124_192900


| Rio Novo, Hospital, Quarto, Interior, Manhã

Solange se lembra de cada detalhe do que aconteceu com ela no banheiro enquanto sua mãe a olha. Solange abraça a mãe,  que está sentada ao seu lado tentando entender o que se passa.

SOLANGE: – A Érica me empurrou só pra ver a Carolina levar a culpa. Eu não cai, mãe, ela me empurrou.

FERNANDA: – Meu Deus, filha. Eu pensei até vocês fossem amigas.

SOLANGE: – A Érica não é amiga de ninguém, Mãe, agora eu vejo isso. Eu poderia ter morrido. – Ela fica cabisbaixa. – Eu devo ter prejudicado a vida da Carolina.

FERNANDA: – Se acalme, filha. Hoje mesmo vamos dar um jeito nisso tudo. E você vai ficar longe dessa Érica, por favor.

SOLANGE: – Eu não quero ver ela nunca mais na minha frente, mãe.

Fernanda volta a abraçar a filha, que chora.


|| Rio Novo, Colégio Nova Estação, Exterior, Manhã

Flávia e Guilherme saem do carro rapidamente, e um pouco distante da entrada do Colégio, Sérgio os observa.

SÉRGIO: – Quanto tempo perdi com meus filhos. Eu não deveria ter feito o que eu fiz, não deveria.

Guilherme pára na calçada enquanto Flávia entra no Colégio, ele sente que há alguém o observando, então ele procura ao redor, mas não consegue ver nada de suspeito.

GUILHERME: – Não deve ser nada. Tomara que não seja nada.

Guilherme entra no Colégio. Sérgio agora está dentro do carro, ele bate com as mãos no volante.

SÉRGIO: – Tenha coragem, tenha coragem! – Ele grita.


||| Rio Novo, Floresta, Avião, Exterior, Interior, Manhã

Carolina está desmaiada, o avião está destruído no chão entre algumas  árvores que caíram com o impacto da queda. Ela desperta e se lembra do que houve, mexe a cabeça com cuidado com medo de que tenha quebrado algo, mas constata que não sofreu nenhum ferimento grave além de um corte na cabeça. Carolina  olha para o lado e percebe que não há mais ninguém no avião além dela, tenta se levantar, mas sua perna dói, então passos são ouvidos.

CAROLINA (Desesperada): – Alguém aí?  Socorro!

Os passos se aproximam, e um homem surge e a pega no colo, é  o piloto da aeronave. O piloto a leva para fora, perto de onde estão as outras pessoas.

NORBERTO: – A última passageira está aqui, pessoal. Agora temos que esperar o resgate chegar.

CAROLINA: – É seguro ficar por aqui?

NORBERTO: – De dia é mais seguro do que a noite. Mas vamos  rezar e pedir que o resgate chegue logo.


|||| Rio Novo, Colégio Nova Estação, Cantina, Manhã

É hora do intervalo, Enrico e Eron tomam um refrigerante enquanto observam as notícias na televisão, os dois ficam espantados ao saber do acidente de avião que ocorreu em Rio Novo. Eron olha com espanto para Enrico.

ERON: – Não, não pode ser, espero que ela não tenha viajado nesse avião.

ENRICO: – De quem você está falando, Eron?

ERON: – A Carolina, ela viajou a noite passada, Enrico.

Enrico se choca ao saber disso.

ENRICO: – Mas vamos torcer para que ela não tenha viajado nesse avião, e vamos torcer pra que todos estejam bem.

Eron se senta em uma cadeira junto de uma mesa.

ERON: – Meu Deus, que ela não esteja nesse voo.

ENRICO: – Tente se acalmar, Eron.

ERON: – Eu não posso me acalmar quando a pessoa que eu gosto deve estar correndo perigo. Eu tenho que fazer  algo. – Ele diz enquanto pega o celular do bolso. – Meu pai vai me ajudar.


||||| Terra Vermelha, Casa dos pais de Carolina, Sala, Interior, Tarde

Rogério olha de forma constante para o telefone, está a espera de notícias sobre sua filha.

ROGÉRIO: – Ela vai estar bem.

Débora vem da cozinha e se senta ao lado do marido.

DÉBORA (Nervosa): – Não ligaram ainda?

ROGÉRIO: – Ainda não, mas não vou perder esperança.

DÉBORA: – Nós não vamos perder a esperança. Nossa filha, assim como todos do avião estarão bem.

Débora abraça Rogério na tentativa de fazê-lo se  acalmar.


|||||| Rio Novo, Casa dos Magalhães, Escritório, Interior, Tarde

 Glauco analisa alguns papéis sobre o Colégio com muita atenção, e só deixa de olhar quando sente um forte vento entrar pela janela. Glauco se levanta para fechar a janela e leva um susto ao ver seu irmão.

GLAUCO: – Que mania idiota, Sérgio.

Sérgio se aproxima um pouco da mesa do irmão.

SÉRGIO: – Não quero que me vejam ainda.

GLAUCO: – O que você veio fazer aqui?

SÉRGIO: – Estou cansado de me esconder. Quero que meus filhos saibam que estou vivo, que quero estar ao lado deles. Hoje eu vi eles entrando no seu Colégio.

GLAUCO: – Eles trabalham lá, meu irmão.

SÉRGIO: – Eu fico muito feliz por isso. Obrigado por ter cuidado deles por mim, Glauco.

GLAUCO: – Era meu dever de certa forma, meu irmão. Quando você pretende revelar que está vivo?

SÉRGIO: – O mais breve possível.

GLAUCO: – É a melhor coisa que você vai fazer, Sérgio. Vai dar tudo certo, acredite.


||||||| Rio Novo, Floresta, Tarde

Algumas pessoas se afastam do avião com medo de que ele exploda, mas Norberto tenta tranquizá-los. Carolina  olha para  O céu entre as copas das árvores.

CAROLINA (Pensando): – Deus vai nos ajudar.

O sol está começando a se pôr quando todos se assustam ao verem uma chama no avião, eles se afastam cada vez mais e se protegem da maneira que podem. Carolina com a perna machucada se protege segundos antes do avião explodir.

A explosão do avião é vista pela equipe de busca que sobrevoa o local. Dois helicópteros pousam um pouco distante do local da explosão e seguem por terra em busca do paradeiro dos passageiros do avião.

NORBERTO (Grita): – Aqui, Aqui! Estamos aqui! – Ele Grita ao ver uma equipe se aproximar.

A equipe de resgate segue até onde está o piloto e os passageiros, que choram e comemoram por terem sido encontrados rapidamente.


|||||||| Terra Vermelha, Casa dos Pais de Carolina, Sala, Interior, Noite

Rogério continua com seu olhar insistente para o telefone, até que o aparelho toca, e ele de forma ansiosa e preocupada atende o telefone. Débora vem rápido do quarto ao também ouvir o telefone tocando. Rogério coloca o telefone no ouvido, então começa a chorar. Débora coloca a mão na  boca  com medo do que possa ter ocorrido, uma aflição que dirá até Rogério desligar e colocar o telefone no gancho.

DÉBORA (Aflita): – O que houve, Rogério?

Rogério abraça Débora, está emocionado.

ROGÉRIO: – Ela está bem, meu amor, nossa filha está bem. – Ele afirma enquanto  chora de emoção e alívio no ombro de sua esposa.


||||||||| Rio Novo, Colégio Nova Estação, Sala do Diretor, Manhã

Érica entra junto de seu pai, Mário, na sala do  diretor Matias, são os primeiros a chegar no Colégio.  Mário estranha toda a situação. Matias  encara os dois com certo desconforto.

MÁRIO: – Bom, estamos aqui como o senhor nos pediu ontem a noite, diretor. Aconteceu alguma coisa?

Matias se levanta de sua cadeira e segue até próximo da janela, depois olha para pai e filha. O diretor volta até sua mesa e pega um papel.

MATIAS: – Aconteceu algo muito grave, senhor Mário. – Ele olha para Érica que continua  calada. – Sua filha foi acusada por uma colega de tê-la empurrado no banheiro, um ato que felizmente não teve uma consequência mais grave, e por isso, sua filha está sendo convidada a se retirar dessa instituição.

Mário encara a filha.

CONTINUA

Anúncios

Então, o que você achou? Deixe sua resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s