Nova Estação: Capítulo 14

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| Terra Vermelha, Casa de Débora e Rogério, Sala, Interior, Manhã

Rogério coloca sua esposa no sofá. Débora logo desperta, e começa a chorar enquanto se lembra da notícia que recebeu, ela não consegue acreditar que tal coisa tenha acontecido com Carolina.

ROGÉRIO: – Quem foi que ligou, Débora? – Ele questiona desejoso de saber o que se passou no telefonema para que sua esposa tivesse desmaiado.

DÉBORA: – Me ligaram da companhia aérea. – Ela enxuga algumas lágrimas. – Aconteceu um acidente com nossa filha, Rogério. – Ela volta a chorar copiosamente enquanto  é abraçada por Rogério.

ROGÉRIO: – Não vamos perder a esperança, Débora. – Ele pede enquanto beija os cabelos de sua esposa. – Nossa filha estará bem, vamos ter fé de que ela estará bem.


|| Rio Novo, Casa de Guilherme, Sala, Interior, Manhã

Guilherme abre a porta e entra carregando uma pequena sacola com alguns pães, ele olha para Flávia, que está mexendo no notebook.

GUILHERME: – Acho que nem mesmo dará para tomarmos café, mana. Estamos atrasados.

Flávia deixa de olhar para a tela do notebook e olha diretamente para o irmão, e percebe que ele está um pouco ofegante.

FLÁVIA: – O que houve, Guilherme?

GUILHERME: – Não foi nada, minha irmã.

FLÁVIA: – Você não consegue me enganar, Guilherme, conte logo o que aconteceu para você estar assim.

Guilherme respira profundamente.

GUILHERME: – Acho que eu estava sendo seguido, não sei exatamente, por isso  vim correndo para casa.

FLÁVIA: – Meu Deus, será que tem alguém nos espionando?

GUILHERME: – Não deve ser nada, Flávia. Esquece que eu falei  isso.

Flávia se levanta.

FLÁVIA: – E se foi aqueles amigos do nosso pai? – Pergunta ela com medo.

Guilherme olha para a irmã com dúvida, pois teme que possa ser isso mesmo.


||| Rio Novo, Colégio Nova Estação,  Interior, Manhã

Enrico alcança Eron no corredor, os dois param enquanto outros estudantes cruzam.

ENRICO: – Descobriu algo sobre a Carolina, Eron?

ERON: – Só que ela retornou para a cidade dela, foi isso que a tua dela me disse.

ENRICO: – Isso é estranho, pois ela me pareceu decidida mesmo a estudar aqui. Será que houve algo grave  para que ela mudasse de ideia?

ERON: – Eu também gostaria de saber Enrico.

Érica que está por perto se aproxima dos dois sorrindo.

ÉRICA: – Então sua nova amiguinha já desistiu tão rápido? Bem feito, e espero que nunca mais volte.

ERON: – Era você quem deveria sair desse Colégio e nunca mais voltar, Érica.

Eron sai com Enrico de perto de Érica, que sorri.

ÉRICA: – Então a pobrezinha ficou com medo mesmo? Estou adorando tudo isso. – Diz ela sorrindo ao se lembrar do que fez para Carolina.


|||| Rio Novo, Hospital, Quarto, Interior, Manhã

Solange finalmente abre seus olhos, o que deixa sua mãe, Fernanda emocionada.

FERNANDA: – Filha, que bom que você acordou, eu pensei que você ficaria nessa cama… não, o que importa é que você está aqui.

SOLANGE: – Mãe, ela me empurrou, mãe. – Diz ela assustada se lembrando do que houve no banheiro.

FERNANDA: – Ela quem filha? – Pergunta espantada, pois desde o dia que a filha foi levada ao hospital, pensou que ela tivesse sofrido apenas uma queda, assim como Érica disse e a impestora confirmou.

CONTINUA

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