Nova Estação: Capítulo 13


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| Rio Novo, Avião, Interior, Noite 

Carolina está sentada na poltrona próximo da janela, ela olha para a foto de seus pais em seu celular antes de desligar o aparelho. Assim que a jovem desliga o celular, o avião começa a decolar com destino ao interior.

CAROLINA: – Logo eu estarei com vocês, meus pais. – Carolina afirma enquanto olha para fora do avião já no céu. 

Carolina pensa em Eron, abre um sorriso com a imagem do jovem em sua mente.

CAROLINA: – Espero que você se lembre de mim, assim como vou me lembrar de você.

O avião já percorre uma boa distância, está agora em cima de uma floresta na divisa de Rio Novo, então começa uma forte turbulência. Carolina olha pela janela e vê tudo ficando escuro, uma tempestade se inicia, logo o avião começa a tremer novamente e perde altitude considerável, as luzes se apagam, gritos de pavor são ouvidos.


|| Rio Novo, Casa dos Magalhães, Quarto de Eron, Interior, Manhã

Eron está pronto para ir ao Colégio, sua mochila está em cima da cama, assim como seu celular. Ele olha pela janela do quarto que dá vista para uma pequena floresta.

ERON: – O que será que houve? – Ele se pergunta enquanto pensa em Carolina.

A porta do quarto de Eron se abre, Sandra entra e observa Eron bastante distraído enquanto olha para fora.

SANDRA: – Está tudo bem, Eron? – Ela pergunta ao abrir o armário e começar a organizar.

Só agora Eron nota a presença de Sandra em seu quarto, e deixa os pensamentos um pouco de lado.

ERON: – Estou meio incomodado com alguma coisa.

SANDRA: – Tem algo a ver com o Colégio?

ERON: – Mais ou menos, dona Sandra. – Diz ele ao pegar a mochila de cima da cama. – Sua sobrinha está bem?

Sandra deixa cair uma caixa, e quase cai, mas Eron  corre e a segura.

SANDRA: – Obrigada, Eron. – Ela agradece enquanto se senta em uma poltrona.

ERON: – O que houve? A senhora se desequilibrou de repente.

SANDRA: – Eu senti algo estranho, me deu uma tontura,  mas não há de ser nada, já passou.

ERON: – Tomara que sim, dona Sandra.


||| Terra Vermelha, Casa de Débora e Rogério, Sala, Interior, Manhã 

Rogério olha pela janela da sala, uma chuva fina cai lá fora, ele está apreensivo pela demora de sua filha.

ROGÉRIO: – Vou ter que ligar para a Sandra, descobrir se ela embarcou ou não.

Débora se aproxima depois de bocejar um pouco ao vir do quarto.

DÉBORA: – Você não dormiu nada, não é mesmo?

ROGÉRIO: – Estou extremamente preocupado com a demora de nossa filha. Era pra ela ter chegado essa madrugada.

DÉBORA: – Talvez o voo dela tenha atrasado, Rogério. Em todo caso, vou ligar para a Sandra. – Diz ela seguindo para perto do telefone.

Assim que Débora se aproxima do telefone, o aparelho toca, ela olha antes para o marido e atende em seguida. Débora ouve atentamente o que é dito do  outro lado da  linha, e assim que a ligação se encerra, ela desmaia, mas Rogério consegue segurá-la.

CONTINUA

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