Nova Estação: Capítulo 12


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| Rio Novo, Casa  dos Magalhães, Sala, Interior, Tarde

Eron continua mantendo seus pais sob seu olhar de reprovação. Sílvia se aproxima do filho, que se desvia e segue para perto da janela.

ERON: – Meu tio então nunca morreu e vocês sabiam disso isso tempo todo.

SÍLVIA: – Ele fez isso para proteger os filhos dele, meu filho.

ERON: – Não há nada que justifique uma coisa dessas, mãe. O Guilherme e a Flávia sofreram por uma morte que nem ao menos existiu de verdade.

GLAUCO: – Você é muito jovem para entender isso, filho.

Eron encara o pai.

ERON: – Essa é sua palavra de sempre, sou jovem pra entender as coisas, jovem demais. Mas o senhor esquece que tenho somente 8 meses para completar 18 anos. Vocês e  o tio, alguém tem que contar tudo para o Guilherme e a Flávia.

GLAUCO: – Essa é uma decisão do seu tio, apenas, Eron, tente entender.

ERON: – Eu não vou fazer parte disso. – Ele afirma enquanto se dirige a porta e sai de casa.


|| Rio Novo, Casa  de Guilherme, Sala, Interior, Noite

Flávia entra e se senta no sofá, sente um cheiro de comida.

FLÁVIA: – Sua comida tem o mesmo cheiro da comida que nossa mãe fazia.

Guilherme aparece na porta da cozinha sorrindo.

GUILHERME: – Talvez por ter sido ela quem me ensinou a cozinhar. – Ele sorri. – Conseguiu oficializar sua participação no quadro de professores do Colégio?

FLÁVIA: – Felizmente sim, mas confesso que não estou muito animada.

GUILHERME: – Por qual motivo?

FLÁVIA: – Os alunos não me pareceram muito interessados em arte, em dança, e tudo que envolve esse mundo.

GUILHERME: – Eles também não eram interessados em canto, mas agora estão maravilhosamente bem.

FLÁVIA: – Você fala com tanto entusiasmo, e nem parece que deixou sua carreira parar para entrar em um colégio, meu irmão.

GUILHERME: – Foi necessário, Flávia, e não vamos tocar nesse assunto que já deu o que tinha que dar. Agora estou feliz onde estou.

FLÁVIA: – Você que sabe, mas eu assim que me reestabelecer financeiramente vou voltar para a Europa.


||| Rio Novo, Casa de Sandra, Sala, Interior, Noite

Sandra olha para as malas que sua sobrinha acabou de arrumar e fica emocionada.

SANDRA: – Foram poucos dias, mas adorei sua presença aqui, Carolina. Eu só queria entender essa sua mudança repentina.

CAROLINA: – Não há nada demais para entender, tia. Esse lugar aqui, essa cidade não é para mim, e saiba que também adorei passar esse tempo com a senhora.

SANDRA: – Promete que volta mais vezes para me ver?

CAROLINA: – Prometo voltar, sim, tia.

Sandra e Carolina se abraçam emocionadas.

SANDRA: – Essa casa sempre terá um lugarzinho pra você é pro seus pais, agora vá com Deus, e seja o que tiver acontecido, não tenha mágoa da vida.

CAROLINA: – Não terei mágoa da vida, prometo, tia.


|||| Terra Vermelha, Casa de Débora e Rogério, Sala, Interior, Noite

Rogério caminha de um lado para o outro na sala de casa, está preocupado com a filha. Débora se aproxima do marido.

ROGÉRIO: – Algo muito grave deve ter acontecido pra que ela decidisse voltar assim.

DÉBORA: – Ela vai nos dizer quando chegar aqui, meu amor.

ROGÉRIO: – Estou com um pressentimento ruim. – Diz ele encarando a esposa.

CONTINUA

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