Nova Estação: Capítulo 11

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| Rio Novo, Colégio Nova Estação, Banheiro feminino, Interior, Manhã 

Carolina olha com medo para Érica, que sorri com a expressão da garota do interior.

CAROLINA: – Você vai dizer que fui eu quem empurrou ela?

ÉRICA: – Só vou fazer isso se você continuar nesse Colégio.

CAROLINA: – Você é doentia, garota.

ÉRICA: – Não quero saber o que você pensa de mim, eu quero que você saia desse Colégio pro seu próprio bem, não tem lugar pra você aqui. Vai sair por bem ou por mal?

Solange continua desacordada. Carolina olha para ela deitada no piso do banheiro, e teme que Érica possa mesmo mentir que foi ela quem empurrou Solange.

CAROLINA: – Eu vou, não quero estar em um lugar onde não me querem bem.

Carolina se abaixa e sente o pulso de Solange, que só está desmaiada realmente, ela respira aliviada e sai do banheiro. Assim que Carolina deixa o banheiro, a impestora entra e avista Solange caída e Érica ao seu lado.

VÂNIA: – O que houve com ela?

ÉRICA: – Ela escorregou e caiu, dona Vânia.

Vânia se abaixa. Solange começa a despertar, ela olha para Érica.

VÂNIA: – Tudo bem com você?

SOLANGE: – Sim, eu só estou com uma baita dor de cabeça.

VÂNIA: – Vou levar você até a enfermaria.

Érica observa Solange sair do Banheiro apoiada pela inspetora Vânia. Érica olha para o espelho.

ÉRICA: – Mais uma fora do meu caminho, finalmente e nem levou tanto tempo assim.


|| Rio Novo, Colégio Nova Estação, Corredor, Manhã

Eron observa Carolina passar rapidamente no corredor, pensa que ela entrará na sala, mas ele segue reto. Eron sai da sala e chama por Carolina, que finge não escutar, e segue em direção a saída.

CAROLINA: – Esse lugar não é pra mim. – Ela afirma enquanto chora.

Enrico sai da sala também e fica  ao lado de Eron.

ENRICO: – O que será que houve com ela?

ERON: – Eu queria muito saber.


||| Rio Novo, Praça, Exterior, Manhã 

Carolina anda pela Praça. Chora encostada em uma árvore.

CAROLINA: – Eu não devia ter vindo para cá. Devia ter ficado com meu pai e com minha  mãe.

O celular de Carolina toca, ela atende ao ver até é sua mãe.

CAROLINA (ao celular): – Oi mãe. – Ela enxuga as lágrimas.

DÉBORA (do outro lado da linha): – Tudo bem, filha?

CAROLINA (ao celular): – Sim, mas explicarei melhor quando eu voltar pra Terra Vermelha.

DÉBORA (do outro lado da linha): – Você vai voltar, filha?

CAROLINA (ao celular): – Vou, mãe. Esse lugar aqui não é pra mim.


|||| Rio Novo, Casa dos Magalhães, Sala,  Interior, Tarde

Glauco entra em casa, deixa sua maleta em cima do sofá. Sílvia  desce pela escada e segue  em direção do marido.

SÍLVIA: – Resolveu tudo, meu amor?

GLAUCO: – Graças a Deus, sim.

SÍLVIA: – Tomara que o Sérgio tome  conta direito dessa vez da parte financeira da vida dele.

GLAUCO: – Acredito que ele não vai cometer o mesmo erro do passado outra vez, Sílvia.

Eron desce pela escada sem ser notado por seus pais.

SÍLVIA: – O Sérgio tem de dizer logo de uma vez quem ele é para os filhos. O Guilherme e a Flávia não podem ficar achando que ele está morto.

Eron arregala os olhos diante de tal revelação.

ERON: – Meu tio não está morto?

Glauco e Sílvia olham para o filho, só agora se dão conta de que Eron estava por alí.  Eron encara seus pais.

CONTINUA

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