Nova Estação: Capítulo 7


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| Rio Novo, Casa dos Magalhães, Cozinha, Interior, Manhã 

Eron olha surpreso para Carolina, que sorri. Algo que os dois jamais imaginaram que pudesse acontecer, agora acontece, estão novamente um de frente para o outro, porém agora sem a correria do primeiro esbarrão.

ERON (Sorrindo): – É muita coincidência.

SANDRA: – Vocês já se conhecem?

Diante da pergunta de Sandra, Eron deixa de encarar Carolina, que fica meio envergonhada.

ERON: – Nós trocamos os celulares no aeroporto.

Sandra olha para a sobrinha

SANDRA: – Então é ele?

CAROLINA: – Sim, tia.

Carolina olha rapidamente para Eron, que por sua vez volta a admirar a jovem  a sua frente.

SANDRA: – Vou deixar que vocês desfaçam a troca e vou fazer o meu serviço.

Sandra sai de perto dos dois. Eron retira o celular do bolso da calça e entrega para  Carolina, que também faz o mesmo com o aparelho em suas mãos.

ERON (Sorrindo): – Espero que a gente não se esbarre mais daquele jeito.

CAROLINA: – Será difícil disso acontecer, já que eu moro  com minha  tia do outro lado da cidade.

ERON: – Mas nunca se sabe. – Ele afirma enquanto olha diretamente nos olhos de Carolina.


|| Terra Vermelha, Delegacia, Interior, Manhã 

Sérgio, o braço direito de Glauco vai direto falar com Rogério, que também tem em sua companhia, Débora. Rogério encara Sérgio com muita raiva. Sérgio se senta na frente do casal.

SÉRGIO: – Eu vim em missão de paz.

ROGÉRIO: – Missão de paz depois do que você e o Glauco  fizeram?

SÉRGIO: – Ele está arrependido, acredite.

ROGÉRIO: – Alguém  deve  estar  pressionando ele pra que você tenha vindo até aqui.

DÉBORA: – Vocês destruíram a nossa vida.

Sérgio olha para Débora, que o encara com mais raiva  ainda.

SÉRGIO: – Acreditem, tudo vai se resolver.

Sérgio retira alguns documentos de sua pasta e entrega nas mãos de Rogério.

ROGÉRIO: – O que é isso?

SÉRGIO: – Sua liberdade.

Rogério e Débora se olham.


||| Rio Novo, Casa dos Magalhães, Cozinha/Varanda, Interior/ Exterior, Manhã

Eron continua a conversar com Carolina, que perde um pouquinho de sua timidez. Os dois  se olham, deixam a impressão de que querem dizer algo mais. Carolina se assusta ao ver o pai de Eron entrar na cozinha. Glauco olha para Carolina rapidamente.

GLAUCO: – Preciso falar com você, filho.

Eron encara o pai com certa raiva no olhar, Carolina percebe.

CAROLINA: – Vou ver se minha tia precisa de ajuda.

Eron segura na mão de Carolina a impedindo de sair de perto.

ERON: – Pode ficar, o que o doutor Glauco tem pra falar  não deve ser muito importante. O que  você quer, pai?

Carolina se lembra do nome do chefe de seu pai, ela olha para o enfrentamento de pai e de filho que acontece somente no olhar.

CAROLINA: – Vou deixar vocês a sós. – Diz ela já  seguindo  para a porta dos fundos da casa.

GLAUCO: – Eu sou ser humano, filho. Eu errei sim em fazer tudo isso, mas estou disposto a mudar.

ERON: – O senhor diz isso sempre, mas nunca muda. Você está ficando igual ao meu tio, pai.

GLAUCO: – Eu não vou ficar igual ao meu irmão, meu filho. Prometo que não ficarei que nem ele.

Glauco abraça o filho, uma atitude nunca vista por Eron.

Carolina respira profundamente, parece assustada. Sandra vê a sobrinha pensativa e procura saber o que aconteceu.

SANDRA: – O que aconteceu?

Carolina volta seu olhar para a tia ao ver que ela está ao seu lado.

CAROLINA: – Foi por causa dele, do Glauco que meu pai está na cadeia, Tia.

CONTINUA

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