Nova Estação: Capítulo 4


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| Rio Novo, Aeroporto, Interior, Manhã 

Eron ajuda Carolina a ficar de pé, os dois trocam olhares intensos e sorrisos de certa timidez. Carolina se abaixa assim como Eron, e começam a juntar os celulares desmontados. Os dois terminam de remontar os celulares, e se levantam.

ERON: – Desculpa por esse esbarrão.

CAROLINA: – A culpa foi minha também, eu estava distraída com o celular.

ERON: – Assim como eu.

CAROLINA: – Obrigada por não me deixar cair.

ERON: – Foi um prazer… quer dizer, foi um prazer segurar você, não deixar você cair. – Ele se perde nas  palavras diante do olhar meigo de Carolina.

Carolina sorri antes de sair da presença de Eron, que fica admirando ela se distanciar. Guilherme se aproxima do primo.

GUILHERME: – Quem era ela?

ERON: – Era um anjo.

Guilherme sorri diante da resposta de Eron.

Eron liga o celular que caiu no esbarrão que ele deu na moça, e vê que não é o aparelho dele.

ERON: – Nós trocamos de aparelhos sem perceber.

Eron olha para a frente, mas não vê mais a moça. Ele olha para Guilherme que também fica sem saber o que fazer.


|| Rio Novo, Casa dos Magalhães, Quarto, Interior, Manhã

Glauco encara a mulher com um misto de raiva e surpresa. Ele olha para. Sílvia que se mantêm séria.

GLAUCO: – Como assim você quer o divórcio?

SÍLVIA: – Sim, eu quero e o mais rápido possível. Cansei de fazer nosso filho passar  vergonha, pois querendo ou não, eu também tenho culpa nisso tudo.

GLAUCO: – Eu não darei divórcio nenhum para você, Silvia. Eu amo você.

SÍLVIA: – Então demonstre!

GLAUCO: – Como você quer que eu faça isso. Eu faço tudo o que você quiser.

SÍLVIA: – Arranje um jeito de tirar aquele inocente da prisão, só assim eu vou poder perdoar você.

GLAUCO: – Tudo bem, eu vou fazer o que você quer.

Sílvia olha diretamente nos olhos de Glauco, que por sua vez abaixa a cabeça.

SÍLVIA: – Como eu queria que você fosse sempre assim.

Sílvia abraça Glauco.

GLAUCO: – Desculpa por tudo.


||| Rio Novo, Casa de Sandra, Varanda/Sala, Exterior/Interior, Manhã 

Carolina sai do táxi em frente o endereço da casa de sua tia Sandra, que a espera na varanda.

SANDRA: – Quem bom que você veio, Carolina. Sua mãe acabou de me ligar.

Sandra abraça a sobrinha.

CAROLINA: – Como a senhora está tia?

SANDRA: – Estou bem, minha querida. E não se preocupe, pois tenho certeza de  que tudo vai se resolver com seu pai.

CAROLINA: – Tenho certeza que Sim, tia. Obrigado por me deixar ficar aqui.

SANDRA: – Pode ficar aqui o tempo que for preciso, Carolina.

As duas entram na sala. Carolina deixa suas malas próximo do sofá, e se senta, assim como sua tia.

SANDRA: – Assim que eu soube de sua vinda, tomei a liberdade de pedir para o meu patrão, uma bolsa de estudo pra você no colégio Nova Estação, e assim que as aulas começarem, você terminará seus estudos lá.

CAROLINA: – Eu não sei como agradecer, tia.

SANDRA: – Me agradeça sorrindo. Não desanima, Carolina, sei que é difícil tudo isso que você, sua mãe e seu pai estão passando, mas logo isso vai passar.

Sandra se levanta e segue para a cozinha. Carolina liga o celular e vê que não é o seu, então pensa no momento em que recolhia do chão o aparelho.

CAROLINA: – Nós trocamos os aparelhos. – Afirma ela enquanto olha para a foto de papel de parede do celular.

CONTINUA

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