Nova Estação: Capítulo 2

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| Rio Novo, Casa dos Magalhães, Sala, interior, Tarde

Silvia olha as notícias na televisão e se depara com a prisão de Rogério Fontes. Glauco entra nesse momento vindo direto da empresa. Sílvia olha com desgosto para o marido, e desliga a televisão em seguida. Glauco tenta se aproximar de Silvia, mas ela se afasta já seguindo  em direção a escada, ela pára enquanto segura no corrimão da escada.

SÍLVIA: – Não fale comigo enquanto você não parar com esses caprichos, Glauco. Você envolveu mais um inocente nos seus negócios sujos, e tenho para mim que você só vai parar quando for vítima dos seus próprios planos.

GLAUCO: – Eu só fiz isso por nossa família, para que continuemos tendo essa vida incrível que temos.

SÍLVIA: – Você fez isso por puro prazer de destruir os outros que começam a crescer na mesma área que você atua. Você não é mais aquele Glauco sonhador do começo de nosso casamento.  Você se tornou um destruidor de sonhos.

Silvia sobe para o segundo andar da casa, deixa Glauco pensativo enquanto se senta no sofá e retira o paletó.


|| Terra Vermelha, Casa de Carolina, Sala, Noite, Interior

Débora ajeita algumas malas enquanto vê Carolina se aproximar com duas pequenas malas.

DÉBORA: – Vai levar só isso, filha?

CAROLINA: – É o suficiente, mãe. Nunca fui de ter muita coisa, e isso me basta.

DÉBORA: – Você sentirá muita falta daqui, não é mesmo?

CAROLINA: – Não muita, só sentirei saudades do meu pai.

DÉBORA: – Amanhã antes de partirmos, passaremos para falar  com seu pai. Foi ele quem pediu para nos mudarmos, mas não queria deixá-lo assim.

CAROLINA: – Nós conseguiremos tirar meu pai daquele lugar, mãe.

Débora abraça a filha rapidamente.

DÉBORA: – Você é a melhor filha do mundo. – Ela afirma enquanto passa a mão no rosto de Carolina. – Você tem toda razão, nós onseguiremos, filha.

Carolina segue para perto da janela e vê o vidro dela molhando, chove fraco, logo uma curiosidade lhe toma por completo.

CAROLINA: – Quem era o chefe do meu pai, Mãe? – Ela questiona enquanto  olha para a chuva que começa  a se intensificar.

Débora fica pensativa, mas decide por dizer o nome do chefe de Rogério.

DÉBORA: – Glauco Magalhães,  filha. Esse é o nome dele.

Agora é Carolina que fica pensativa ao saber o nome do chefe do pai.


||| Rio Novo, Casa de Guilherme, Quarto, Interior, Noite

Eron olha a todo segundo para a notícia do celular,  tem os pensamentos perdidos em algo que o deixa fora de órbita. Guilherme, seu primo, o observa com cautela.

GUILHERME: – Talvez dessa vez seu pai não tenha culpa, Eron.  Você tem uma ideia de como são esses mundo dos negócios.

Eron volta em si ao ouvir Guilherme, ele encara o primo.

ERON: – Ele tem culpa, sim, eu sinto que tem. Como ele pode estragar a vida de mais uma pessoa? Como ele pode fazer isso e não ser descoberto?

GUILHERME: – Meu pai também era assim, Eron.

ERON: – Sim, e hoje o tio não está mais aqui. – Ele se levanta de onde está sentado e fica olhando para fora da janela. – Como eu queria  que meu pai não fosse desse jeito. Se eu pudesse, iria sumir no mundo.

GUILHERME: – Você não pode, Eron. Você é menor de idade ainda, e isso só iria complicar tudo.

ERON: – Eu sei disso, mas logo vou fazer meus 18 anos, vou reaver a herança que meu avô deixou para mim, e aí sim poderei viver longe de toda essa sujeira do doutor Magalhães.


|||| Rio Novo, Casa dos Magalhães, Sala, Interior, Manhã

Glauco está sentado no sofá enquanto vê as notícias da manhã, percebe Sílvia se aproximar e se sentar em outro sofá distante dele. Glauco olha de soslaio para a esposa.

GLAUCO: – Sabe do paradeiro de nosso filho?

Silvia encara o marido.

SÍLVIA: – Agora você quer saber do Eron? Ele está bem longe de você. Saiu ontem assim que descobriu o que você fez com aquela família de Terra Vermelha.

GLAUCO: – E você deixou?

SÍLVIA: – Deixei, pois tive a mesmíssima vontade que ele. Ele está na companhia do primo, que é um irmão para ele.

GLAUCO: – Melhor assim, menos uma preocupação.

Silvia se levanta do sofá.

SÍLVIA: – Está aí mais um motivo para o seu filho não querer estar perto de você.

Sílvia  sai da presença de Glauco e segue para a cozinha.


||||| Terra Vermelha, Casa de Carolina, Manhã, Exterior

Carolina sai de casa e entra em um táxi onde já está Débora.

DÉBORA: – Se você não quiser ir filha, passamos e falamos com seu pai e ficamos por aqui mesmo.

CAROLINA: – Se o pai quer assim, mãe, eu não vou constestá-lo, ele sempre soube o que é melhor pra nós duas.

DÉBORA: – Tudo bem, então vamos falar com ele antes de irmos.

Débora avisa ao motorista onde deseja ir, e o taxista segue na direção indicada.


|||||| Rio Novo, Casa de Guilherme, Quarto, Interior, Manhã

Eron desperta e vê o primo se arrumando, estranha pois até onfe sabe, Guilherme não trabalha, e sim vive do dinheiro que seu pai deixou.

ERON: – Você está trabalhando?

GUILHERME: – Não. – Ele sorri. – Vou buscar a Flávia no aeroporto, se você quiser voltar a dormir, tudo bem.

ERON: – Eu acho que vou com você, não quero ficar o dia inteiro aqui.

Eron sai do colchão ao lado da cama do primo, e segue para o banheiro.

GUILHERME: – Anda rápido então, a Flávia odeia esperar.

ERON: – E eu não sei como minha prima é.  – Ele grita de dentro do banheiro.


||||||| Terra Vermelha, Delegacia, Interior, Manhã

Carolina segue rapidamente acompanhada da mãe até a sala onde está seu pai. Carolina abraça fortemente seu pai assim que o vê. Rogério olha para Débora.

ROGÉRIO: – Eu disse para não trazer ela nesse ambiente, Débora.

CAROLINA: – Fui eu quem quis, pai. Eu queria ver você  antes de ir para Rio Novo.

ROGÉRIO: – Eu amo muito você, filha. Desculpa por fazer você é sua mãe passar por isso.

CAROLINA: – Eu também amo você, pai, e tenho certeza de que o senhor sairá logo daqui.

Rogério abraça forte Carolina.

ROGÉRIO: – Eles vão me levar para um presídio.

DÉBORA: – Não, isso não é possível, meu amor.

Carolina sai do abraço do pai. Débora abraça Rogério e o beija.

DÉBORA: – Eu não posso deixar você assim, Rogério.

ROGÉRIO: – Você precisa, Débora. A Carolina precisa mais de você do que eu.

CAROLINA: – Eu vou sozinha.

Rogério e Débora se olham, e em seguida olham para a filha a frente deles.

CONTINUA

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