Caminhos do Mar: Capítulo 6


James e Elizabeth aproveitam mais um dia juntos, longe de qualquer coisa que os impeça de ficar juntos, querem apenas se deliciarem com o momento que é só deles e de ninguém mais. Elizabeth sorri muito na companhia de James, um faz bem ao outro, um se conecta ao outro de maneira inexplicável em tão pouco tempo. James beija Elizabeth e entrega um pouco dos seus verdadeiros sentimentos em cada beijar, assim como a jovem que se sente livre desfrutando da companhia de James. Um homem estranho continua a observá-los de longe. Elizabeth em certos momentos tem a impressão de que está sendo observada, ela olha para trás, mas não consegue identificar quem seja, porém fica um pouco intrigada, mas nada que destrua o seu dia ao lado de quem a faz tão bem.


O homem que seguia o jovem casal pára e retorna, segue direto a cabine de Colin, que está se arrumando. Colin fica surpreso ao ver o homem a sua frente.

– Já descobriu alguma coisa? – Questiona Colin.

– Sim, senhor House, acho que o suficiente. – Afirma o homem que antes seguia James e Elizabeth.

– Então me diga de uma vez o que foi que descobriu. – Diz Colin ajeitando o penteado.

– Eles estão juntos, senhor House, mas não como primos, e sim como namorados. – Conta o homem.

Colin não expressa nenhuma reação diante do que ouviu.

– Descobriu alguma coisa sobre o James? O que ele é, o que ele faz, para onde ele vai , essas coisas. – Pergunta Colin.

– Ainda não senhor. – Responde o homem abaixando a cabeça.

– Então trate de descobrir logo, pois estou lhe pagando muito bem.

O homem sai da cabine de Colin, que por sua vez derruba algumas coisas em cima de uma pequena mesa, está enfurecido.

– Ninguém me engana dessa maneira! – Grita Colin olhando para o espelho a sua frente.


Sophia faz planos para o que acredita ser o casamento de sua filha com Colin, a senhora esbanja orgulhosa do feito, está feliz demais pensando que logo estaria no topo da sociedade novamente. Suas novas amigas sentem inveja por ela ter uma filha tão sortuda, afinal Elizabeth recebera  uma proposta de casamento de um dos homens mais ricos da época. Sophia se diverte às custas de algo que nem  ocorreu.


Capitão John e seus tripulantes estão felizes por estarem realizando uma viagem tranquila a bordo de um navio que leva muito sonhos, de pessoas de classes distintas. Um dos tripulantes se aproxima do capitão.

– Capitão, logo entraremos em águas mais geladas, o que sua experiência nos diz? – Pergunta o tripulante.

– Que devemos tomar cuidado primeiramente, mas não devemos nos preocupar de maneira excessiva. – Responde John sorrindo.

– Afinal esse navio ninguém pára! – Afirma outro tripulante.

Jonh, o capitão olha com certa desaprovação para o tripulante que afirmara tal coisa.

– Não repita uma coisa dessas. – Pede o capitão John. – Mas vamos deixar a tensão de lado e seguir essa viagem de forma tranquila.


Elizabeth sobe com James para o andar onde ela está, os dois caminham em direção a cabine dela.

– Sua mãe não está?  – Pergunta James.

– Ela passa o dia fora conversando com as novas amigas que fez, não se preocupe. – Responde Elizabeth sorrindo. – Temos muito tempo. – Afirma a moça entrando primeiro em sua cabine.

Elizabeth vê em cima de uma mesa uma caixa preta acompanhada de um cartão, logo ela constata ser de Colin. Ela abre a caixa e se depara com um belíssimo colar com uma joia digna de rainha como pingente, mas logo ela fecha a caixa.

James olha com fascínio  para Elizabeth.

– Eu tive uma ideia! – Diz James com um sorriso encantador.

– Qual seria essa ideia? – Pergunta Elizabeth já curiosa.

James caminha até Elizabeth, ele pega a caixa, retira o colar e ajuda colocá-lo no pescoço. James beija o pescoço da jovem que se arrepia, ele começa a despí-la. Elizabeth se deita em um sofá rústico com estampas convidativas, James pega o material que trouxera junto com ele, e começa a retratar sua musa. Ele a olha como se estivesse hipnotizado, os olhares de ambos se chocam, James  a retrata com excelência,  cada curva, cada expressão de um rosto angelical, os cabelos ruivos que dão  Elizabeth uma beleza extraordinária.


A noite logo se aproxima rapidamente. Colin está no convés principal quando o mesmo homem que lhe visitou mais cedo em sua cabine, aparece.

– Espero que tenha as informações que eu preciso. – Diz Colin depois de retirar o cigarro da boca.

– Trouxe todas as informações que o senhor precisa. James entrou nesse navio usando a passagem de Dalton, e fontes mais seguras me afirmaram que ele não passa de um surrupiador, um bandido de meia tigela. – Conta o homem.

– Então quer dizer que além de vigarista, o senhor James está de forma clandestina nesse navio. Amanhã mesmo ele terá o que merece. – Afirma Colin sorrindo antes de retornar com o cigarro a boca.


14 de Abril de 1912

August e James tomam café em uma caneca de lata, os dois sorriem, parecem estar felizes.

– Eu estou feliz por você, James. – Afirma August. – Agora você só tem de tomar cuidado com esse pretendente da Elizabeth, pois  pessoas como Colin House tem tudo  na palma da mão. – Adverte August antes de tomar mais um gole de café.

– Você já é um grande amigo, August. – Afirma James sorrindo. – Quando estivermos em terra firme espero manter nossa amizade.

August sorri.

– Manteremos, meu amigo.  – Afirma August.

James sai de sua cabine, está parado próximo da grade de proteção, ele fita o horizonte, a manhã é gelada. Dois guardas do navio se aproximam, e algemam  James, que fica paralisado sem entender.

– Não é necessário dizer nada, pois garanto que você sabe o motivo de estar sendo detido, e quando o navio aportar, você irá direto para prisão. – Diz um dos guardas.

August aparece e tenta intervir para que o amigo não vá preso.

– Deixe, August, mas só tente avisar a Elizabeth, por favor. – Pede James antes de ser levado pelos guardas.


Colin segue pelo corredor, um guarda o faz parar.

– Senhor Colin, o sujeito já está detido. – informa o guarda.

– Excelente notícia! Se possível jogue a chave no mar para que esse infeliz não tenha a possibilidade de tentar  fugir. – Diz Colin enquanto sorri.

O guarda vai embora, Colin segue para o Convés onde acaba encontrando Elizabeth.

– Parece que nossos destinos se cruzaram mais uma vez. – Diz Colin tentando ser galanteador.

Elizabeth sorri tentando ser educada para não levantar suspeitas. Colin beija a mão da moça.

– Recebeu o meu presente? – Pergunta Colin.

– Sim, é uma joia fascinante, mas não posso aceitar, senhor Colin. – Responde Elizabeth.

– Não vejo motivos para recusa, afinal você terá muito mais quando nos casarmos. – Diz Colin.

CONTINUA

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7 comentários sobre “Caminhos do Mar: Capítulo 6

  1. Migo, tenho que confessar novamente, que você adaptou e compactou a história de forma brilhante, está muito bom e você focou mais no romance, eu amei, estou adorando, pena que o próximo já o último capítulo! Parabéns migo!

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