Caminhos do Mar: Capítulo 3



James se aproxima com cautela de onde a moça está , receia que ela possa pular, e ele não quer isso,  não quer vê-la destruir a vida por alguma bobagem.

– Não faça isso, nada do que tenha ocorrido, vale a pena você querer acabar com sua vida. Há tanto para ser vivido. – Diz James se aproximando cada vez mais da grade.

– O que você entende? Você deve ter uma vida longe de qualquer pressão ou há alguém lhe pressionando?

– Minha vida é uma verdadeira pressão, e nem por isso estou tentando me jogar de um navio em movimento.

Elizabeth olha para o horizonte escuro, sente medo, olha para o estranho que tenta convencê-la a não pular, ela decide por voltar, realmente viu que não valeria a pena. James  segura a mão de Elizabeth no momento em que o pé dela escapa de uma das Barras da grade. Elizabeth olha com medo para James, que por sua vez consegue puxar ela, os dois caem no convés. Elizabeth fica por cima de James.

– Obrigado! – Agradece Elizabeth sorrindo enquanto deixa sua cabeça sobre o peito de James.

Elizabeth sente o coração de James bater forte, ela sorri.

– Você estava com medo! – Diz Elizabeth ao se levantar.

– Estava com medo de vê-la se jogar. – Afirma James sentado olhando para ela. – O que deu em você? – Questiona James.

– Desespero, eu acho. Não suporto mais ter obedecer minha mãe em tudo. – Elizabeth suspira. – Eu a amo, mas ela controla demais minha vida.

James se levanta.

– Você pode ser livre, acredite, mas não é preciso se jogar daqui de cima. – Sorri James.

Elizabeth sorri para James.

– Elizabeth! – Diz ela ao estender a mão para James.

James segura a mão de Elizabeth e a beija, ela sente um arrepio ao sentir o beijo de James em sua mão.

– James, senhorita! Foi um prazer imenso salvá-la. – James sorri.

– Elizabeth, minha filha! – Sophia chama por sua filha.

– É minha mãe, preciso ir. – Diz Elizabeth sorrindo ao se afastar de James.

– Caso queira saber como é ser livre, me encontre aqui amanhã de manhã. – Grita James para Elizabeth.

Elizabeth sorri e acena positivamente com a cabeça. Elizabeth segue de volta para o salão principal do navio, está distraída, pensa em James. Sophia aparece na frente da filha.

– Onde a senhorita estava? – Questiona Sophia com uma expressão de poucos amigos.

– Fui tomar um ar, minha mãe. – Diz Elizabeth com um pequeno sorriso de canto de boca.

– Volte para o lado do senhor House agora, filha. – Ordena Sophia.

Elizabeth olha diretamente para a mãe.

– Não vou pelo fato da senhora estar ordenando, mas sim pela educação ainda correr em mim. – Diz Elizabeth seguindo para a mesa.

A noite corre, Elizabeth ouve os assuntos chatos sobre navegação que Colin conversa com os outros homens, às vezes ela tem vontade de levantar e deixar sua mãe e Colin a ver navios. Elizabeth sorri para Colin apenas por educação, e ele por sua vez imagina que a jovem esteja lhe admirando.


August se aproxima de James.

– Conseguiu vê-la?  – Pergunta August.

– Foi o melhor encontro não encontro que eu já consegui em toda a minha vida August. – Responde James. – Ela é diferente das outras moças, tenho certeza. – Afirma James.

– É, meu amigo, parece que você se apaixonou pela ruiva. Ela lhe disse o nome pelo menos?

James olha para o horizonte escuro.

– Elizabeth, August. O nome dela é Elizabeth. – Responde James com muito entusiasmo. – E acredito que amanhã mesmo teremos um novo encontro, novos momentos. – Afirma o jovem apaixonado.

August sorri.

– Pelos menos não lhe falta confiança, James! – Augusto bate levemente no ombro direito de James. – Agora vou dormir, pois amanhã há muito trabalho. Boa noite, James.

James olha para August.

– Boa noite, August e mais uma vez obrigado por ter me ajudado. – Deseja James depois de agradecer ao novo amigo que conseguira.


11 de Abril de 1912

Elizabeth se levanta da cama e não vê a mãe, ela se impressiona, pois Sophia nunca fora de despertar tão cedo, diferente de Elizabeth que sempre acordara antes de todos. Elizabeth vê na mesa próximo da porta da cabine algumas rosas e um cartão, ela se aproxima e estranhamente começa a pensar em James, a moça sorri enquanto pega o cartão nas mãos. Elizabeth abre o cartão, e não se surpreende muito ao ver que é de Colin.

– Deveria saber onde minha mãe foi tão cedo, mas vou aproveitar de que estou sozinha para me arrumar, e ver se encontro James. -Diz Elizabeth deixando o cartão novamente em cima da mesa e indo se trocar.

Elizabeth sai da cabine olhando para os lados para ter a certeza de que sua mãe não está por perto, ela acaba se distraindo e esbarrando em Colin.

– Senhorita! – Diz Colin a cumprimentando. – Está mais bela do que ontem. – Colin sorri. – Recebera as rosas que lhe enviei? – Pergunta Colin.

Elizabeth sorri.

– Recebi, senhor House, elas são adoráveis. – Responde Elizabeth.

– Não são mais adoráveis do que você, Elizabeth, e aproveito para lhe convidar para mais um jantar, porém dessa vez só entre eu e você, ficarei honrado. – Diz Colin beijando a mão de Elizabeth. – Amanhã às oito lhe espero.

Colin sai, Elizabeth fica um tempo raciocinando até voltar a andar. Os pensamentos com o convite que acabara de receber se vão assim que ela avista James  no mesmo local em que se conheceram na noite anterior, um sorri para o outro.

CONTINUA

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