O Mago: Capítulo 12 (Segunda Temporada)

A Lealdade


Morgana olha pela janela da sala de seu trono do seu Castelo uma chuva tranquila cair, a bruxa mantém uma expressão de raiva.

– Faz alguns dias que você já se foi, e não recebi nenhuma notícia de como andam as coisas no Reino de Viturius, Catro. – Diz Morgana. – Será que terei de ir pessoalmente buscar tais notícias? – Morgana sorri. – Não, não posso. Seria arriscado demais estar no Reino de Viturius agora. – Diz Morgana saindo da beira da janela.  – Mas tenho que ir até lá  para saber se existe alguma novidade, sei que meu amigo Catro não me decepcionaria.

Morgana caminha até o centro do salão, seus olhos ficam totalmente violetas.

Erapa Orieto Varmonata ! – Pronuncia Morgana.

Morgana começa a se transformar em uma velha, ela segue até a frente de um espelho.

– Perfeito. O disfarce perfeito para uma bela de uma visita ai território inimigo. – Morgana sorri.

Arapato Ibarano Vitrameira ! – Pronuncia  Morgana enquanto desaparece  por completo.



Aron parece bastante preocupado, segue pelo corredor que leva até o salão principal do Castelo, ele abre a porta. Alim está conversando com alguns cavaleiros, ele se levanta ao ver Aron.

– Dispensados! Todos vocês estão dispensados. – Diz Alim para os cavaleiros.

– Sim Milord. – Diz um dos cavaleiros se reverenciando antes fe sair com os demais do salão.

Alim segue até Aron, que por sua vez olha para fora.

– Ele já fez contato? – Pergunta Aron.

– Não Aron, mas quando fizer,  estaremos prontos. – Responde Alim.

Aron fica de frente para Alim.

– Não me sinto bem tendo que ver o Catro se arriscar  desse modo, ele pode morrer. – Diz Aron.

– Vai dar tudo certo, Aron, pois assim que ela fizer contato, o Catro nos avisará  e faremos de tudo  para capturá-la. – Afirma Alim enquanto abraça Aron.

– Não a subestime Alim. – Adverte Aron.

– Eu sei disso, por isso  estamos tomando todo cuidado  possível, pequeno. – Alim beija Aron.

– Não quero  ver mais ninguém machucado. O Catro já entrou no lago da vida, e ele só cede uma vez para cada pessoa. – Comenta Aron abraçando Alim.

– Eu sei, mas não tente fazer nada, Aron, por favor! – Pede Alim.

Aron olha para Alim.

– Prometo, Alim.

– Agora tente ficar tranquilo, e qualquer coisa eu avisarei você. – Diz Alim enquanto afaga os cabelos de Aron.



Galbo e Lion caminham lado a lado por um dos corredores  do Castelo. O cavaleiro percebe que Lion está mais quieto do que o costume.

– O que você tem? – Questiona Galbo.

– Eu só estou pensando em algo que recebi ontem a noite. – Responde Lion.

– Deve ter sido algo muito surpreendente para lhe deixar dessa maneira, calado. – Comenta Galbo.

– Rei Hinor quer que eu esteja com ele, Galbo. – Diz Lion.

– E  Você irá? – Pergunta Galbo.

Lion para e fica olhando para Galbo.

– Eu tenho que pensar nessa proposta. – Responde Lion.

– Sua família está aqui, Lion, seu irmão. Você é importante para ele, não deveria ir.

Lion fica pensativo. Galbo se afasta um pouco e se encosta em uma pilastra, ele teme a ida de Lion, algumas lágrimas começam a cair. Lion se aproxima e percebe que Galbo chora, mas o cavaleiro disfarça ao notar a presença dele, evita manter contato olho no olho.

– Você estava chorando. – Afirma Lion ao se aproximar um pouco mais de Galbo.

– Impressão sua, Lion. – Diz Galbo  evitando olhar nos olhos de Lion. – Não tenho motivos para chorar. – Galbo tenta ser frio, mas  Verdade é que não suporta a ideia de ter Lion longe.

Lion finge acreditar em Galbo, que nem percebe que Lion lê sua mente.



Catro caminha pelo condado, tem nas mãos um cesto, de repente ele ouve um assobio, mas não consegue identificar de onde vem, olha para todos os lados, dá alguns passos, até perceber que uma velha o chama. Catro percebe se tratar de Morgana, ele se aproxima dela.

– O que você está fazendo aqui? É perigoso.

– Eu tinha que vir, afinal estou sem notícias há alguns dias. – Responde Morgana. – Alguma novidade para a sua amada senhora? – Questiona Morgana enquanto sorri.

– Nenhuma até agora, Morgana. – Responde Catro.

– Foi o que eu pensei. – Diz Morgana enquanto retira da manga de seu vestido, um frasco. – Faça o seguinte, dê duas gotas disso ao rei e teremos nossa vingança completa. – Ordena  Morgana.

– Somente duas gotas?  -Pergunta Catro.

– Duas gotas é o suficiente para que o rei Alim morra sem que ninguém descubra o que aconteceu, agora vá e me mantenha informada. – Diz Morgana.

Catro sai de onde está com Morgana, ele olha para o portão do Castelo e depois volta olhar para onde estava com a bruxa e não a vê mais. Catro segue rapidamente para o Castelo.


Alim se levanta rapidamente do trono ao ver Catro entrando no salão principal com uma certa pressa.

– Ela fez contato, Milord! – Diz Catro ao rei.

– Ela está aqui ainda? – Questiona Alim.

– Sim, Milord! Está no condado. – Conta Catro.

– Obrigado, Catro! – Agradece Alim.

– Milord, ela me deu isso. – Diz Catro enquanto entrega um pequeno frasco nas mãos do rei.

Alim sai às pressas pela porta, e logo encontra Galbo.

– Ela está no reino, Galbo. Temos que pegá-la!

– Sim, Milord! Avisarei aos outros. – Afirma Galbo ao se afastar do rei e seguir para fora do palácio.



Alim segue para o quarto, ele entra e vê Aron parado em frente a janela.

– Ela está aqui, não está?  – Pergunta Aron.

Alim se aproxima de Aron.

– Está sim, pequeno, e hoje acredito que conseguiremos pegar ela, Aron.

– Estou preocupado, Alim. Talvez os guardas não possam capturá-la. – Teme Aron.

– Vai dar tudo certo, Aron. – Diz Alim abraçando o Mago. – Não fique assustado desse jeito. – Alim beija Aron, que se mostra um pouco mais seguro.



Morgana caminha por entre as ruas, não tem muita força, está cansada  devido ao feitiço de envelhecimento, alguns guardas a veem e com a descrição dada por Galbo, eles vão atrás dela, que tenta se esconder, mas se vê sem saída. Os guardas a cercam.

Arapato Ibarano Ipiniora ! – Pronuncia Morgana desaparecendo em seguida.

Morgana não vai muito longe, e acaba indo parar no corredor que leva ao quarto do rei, ela se esconde atrás de duas pilastras ao ver que os guardas se aproximam.

– Traidor, eu devia saber que não é mais seguro confiar em ninguém sem magia. – Diz Morgana enraivecida.

Morgana sai de onde está escondida e segue para o quarto do rei, ela olha para ver se há alguém, entra em seguida. A bruxa  caminha até próximo de uma pequena mesa ao lado da cama de Alim, ela pega uma taça de prata nas mãos.

– Terei que fazer o serviço eu mesma, afinal já que estou aqui. – Diz Morgana retirando um frasco da manga do vestido.

Morgana abre o frasco e despeja todo o conteúdo na taça de prata que começa a brilhar, logo esse brilho desaparece, ela coloca a taça novamente sobre a mesa ao lado da cama de Alim.

Aron entra no quarto e se surpreende.

– Morgana!!! – Grita Aron.

Morgana olha para o Mago.

Fremeto Ressema Brivomota ! – Pronuncia Aron. 

O feitiço de Aron é rápido, Morgana tenta escapar, mas sua magia não a defende por completo, o rosto dela sangra. Morgana volta a ser jovem novamente.

– Você vai pagar por isso, Aron! Eu não vou deixar você em paz! – Promete Morgana. – Arapato Ibarano Catenora ! – Pronuncia Morgana desaparecendo em seguida.

Alim entra no quarto junto de Galbo.

– Ela é muito poderosa, Alim. Eu não pude fazer muita coisa. – Lamenta Aron.

– Tudo bem, você tentou, Aron. Nós conseguiremos pegar ela, cedo ou tarde. – Diz Alim.

Catro entra no quarto e se aproxima de Galbo.

– Ela fugiu? – Pergunta Catro.

Galbo encara Catro.

– Infelizmente, Catro. – Responde Galbo.

Catro fica nervoso, tem medo de que Morgana retorne para matá-lo. Catro segue para perto da mesa ao lado da cama de Alim, ele pega a jarra de alumínio contendo água, segura a taça de prata e a enche. Catro leva a taça até a boca.

Aron olha para Catro e sente algo muito forte.

Ropetaro Deparoto  Motala– Pronuncia Aron.

A taça de prata cai no chão e se desfaz por completo, mas já é tarde demais para Catro, ele bebera a água na taça envenenada. Galbo corre e segura Catro nos braços.

– Obrigado por tudo isso, Galbo. Eu amo você. – Diz Catro tentando manter os olhos abertos.

Galbo beija Catro, que fecha os olhos e morre.

– Não, não,  Catro!!! – Grita Galbo desesperado enquanto abraça o corpo de Catro.

Aron sai correndo do quarto. Alim corre atrás dele até que o alcança.

– Eu devia ter matado ela, Alim. Ela envenenou a taça. – Diz Aron chorando.

– Não tinha como você saber que ela estava envenenada. Você não tem culpa. – Tenta Alim acalmar Aron.

– Nem que seja a última coisa, mas a Morgana não fará mal a ninguém mais. – Promete Aron.

Alim abraça Aron que chora em seu ombro.



O corpo de Catro é colocado dentro de um pequeno barco que começa a se distanciar da margem do lago da floresta branca.  Galbo segura nas mãos um arco com uma flecha que tem em sua ponta uma chama, ele chora ao disparar a flecha. O barco se incendeia. Lion se aproxima de Galbo com receio , mas Galbo o abraça forte e chora.

CONTINUA

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