O Mago: Capítulo 4 (Segunda Temporada)


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O Lago da Vida e a Serpente da Morte


A noite é assombrosa para aqueles que não conhecem totalmente o lugar onde se está. Catro caminha  entre as árvores da floresta que circunda todo o condado de Nuvilus, a luz da lua ajuda, mas não o suficiente, ele olha para trás, estranhamente sente que está sendo perseguido por alguém ou alguma coisa, seus olhos se arregalam quando sente que não pode mais fugir, estava ali apenas para um encontro as escondidas com a pessoa que ele ama muito.

– Quem é você? -Pergunta Catro assustado-.

A pessoa sai da escuridão total e se deixa ser olhada pelo servo do rei.

– Eu sou Vibór e preciso muito de você.

Catro olha para os lados.

– Para quê a senhora precisa de mim?

– Para algo muito simples, meu caro, você vai me ajudar a derrubar o rei Alim do trono.

– A senhora só pode estar louca, eu amo o Milord assim como todos do Reino, ele é um rei justo, bom e generoso para com todos, nunca que eu o trairia dessa maneira.

Catro se vira para sair dalí.

– Muito bem, então não será por bem, eu queria que as coisas fossem um pouco mais fáceis, Crutota Aferubus pronuncia Vibór-.

Crato é atingido em cheio pelo feitiço e cai desacordado no chão, Vibór se aproxima com um cálice em suas mãos, o sorriso se faz constate em sua boca meio torta, seus olhos não tem indícios de misericórdia.

– Você será ideal para mim, pobre servo. Com você eu conseguirei tudo o que eu quero antes de ver Aron e Alim mortos, sem eles o caminho para a verdadeira magia estará enfim liberado, e aqueles que possuem tais dons poderão enfim mandarem naqueles que só possuem o dia e a noite.

Vibór olha para o cálice que até então estava totalmente vazio, mas que começa a se encher rapidamente.

Crutota Bronetriu Feris Trivo – Pronuncia Vibór-.

Catro abre a boca de forma involuntária, Vibór despeja boa parte do líquido do cálice na boca do servo, que começa a tossir, mas não chega a despertar.

– Você responderá aos meus comandos quando eu ordenar, e não queira ser mais forte que esse feitiço, pois tudo o que você fizer, será em vão.

Vibór faz com que o cálice desapareça, ela dá uma última olhada para Catro deitado no chão, e sorri antes de desaparecer.



Amanhece no Reino de Viturius, Galbo está aflito a procura de Catro, ele monta em seu cavalo e sai pela floresta, não demora muito e ele avista Catro caído no chão próximo da estrada que leva ao Castelo. Galbo desce apressadamente do cavalo, ele pega Catro nos braços, o servo começa a despertar.

– Ei, Catro, o que aconteceu?

Catro abre os olhos e sorri ao ver Galbo.

– Eu não sei o que houve comigo.

Catro passa a mão na cabeça.

– Talvez você tenha bebido demais na taverna.

Galbo coloca Catro no chão.

– Eu nem mesmo frequento aquele tipo de lugar, Galbo. Eu me lembro… me lembro de ter recebido um recado seu para nos encontrarmos aqui ontem a noite. Não foi você quem enviou?

Galbo levanta o queixo de Catro.

– Dessa vez não! Vem, vamos voltar ao castelo, precisamos ter certeza de que você está bem.

– Está bem!

– Você precisa ter mais cuidado, Catro.

– Prometo que terei.

Catro sorri, ele olha para o lado esquerdo, seus olhos ficam vermelhos.



Alim está em pé próximo ao seu trono, Aron está próximo de uma grande janela com vidraças coloridas, os dois se olham de forma intensa.

– Você acha mesmo que eu sou um bom rei, Aron?

– O melhor que essa terra já conheceu. Você tornou o Reino de Viturius um território com uma paz nunca vista nos outros tempos.

– Você também teve parte nisso, na verdade, a maioria.

– Nós dois, Alim. Você é um rei bondoso, justo e misericordioso, é o rei que toda Viturius sempre quis.

Alim caminha até Aron.

– Mas eu sinto que toda essa responsabilidade nos afasta um pouco.

Aron sorri.

– Deixe de bobagens, Sir Alim. Você está ao meu lado sempre, e juntos conseguiremos manter o equilíbrio de toda essa força que paira sobre nossas cabeças.

– Você deixa tudo menos complicado -Alim sorri-.

– E você gosta de complicar mais ainda!

– Não faço por mal, juro!

– Eu sei disso, Sir Alim.

Alim olha nos olhos do mago.

– Quando você vai parar de me chamar assim?

– Foi você quem pediu! -Aron sorri-.

– Tudo bem, eu não sei onde estava coma cabeça quando pedi algo assim. Nós nos conhecemos muito bem -Alim sorri- para nos tratarmos com tanta formalidade.

– Você é bem indeciso!

Aron toca o rosto de Alim.

– Para com isso.

Parar com o quê?

– Você está na minha mente de novo.

– Como você sabe?

– Esqueceu que temos uma ligação muito forte?

– Não estava lendo sua mente, estava apenas sentindo seu coração.

Aron coloca sua mão esquerda no peito de Alim.

– Vou estar com você, sempre, Aron -Diz Alim-.

– Eu também estarei com você.

Alim beija a testa de Aron que sorri.

A porta do salão principal se abre, Catro entra acompanhado de Galbo, os dois vão até o rei e o mago. Catro se aproxima com cautela.

– Desculpe o atraso, Milord! -Pede Catro enquanto se curva-.

– Você nem se atrasou tanto, Catro, mas nós ficamos preocupados, o que houve?

– Eu também não tenho uma explicação, Milord.

– Não tem importância, o que importa é que você está aqui!

– Eu vou aos seus aposentos fazer o que tem de ser feito -Diz Catro-.

– Se você não estiver bem, pode ir descansar!

– Eu estou bem, Milord.

Catro se vira caminha em direção a grande porta do salão. Galbo, Alim e principalmente Aron o observa. Aron sai de perto de Alim.

– Espere, Catro! -Pede Aron-.

Catro para.



Vibór caminha com um grande espelho em suas mãos, ela está em um castelo abandonado cercado por uma densa mata. Vibór segura o espelho.

– Agora é o momento certo para eu começar, para tudo começar a dar certo. Vribomila Refletu Vitronza -Pronuncia Vibór-.

O espelho começa a tremer, ela sorri ao ver o palácio de Viturius, logo o espelho mostra a ela o salão principal onde estão Catro, Aron, Alim e Galbo.

– Sim, é o momento, é mais do que o momento! -Gargalha Vibór-.

A feiticeira passa a mão no espelho que fica totalmente vermelho, assim como seus olhos.

Crutota Bronetriu Feris Irabulos Tromis Milaro – Pronuncia Vibór enquanto sorri- destrua todos, todos. Sem misericórdia, sem pena alguma!



No salão principal do Castelo, Aron se aproxima de  Catro que se afasta.

– O que você tem? Está com medo de mim? -Pergunta Aron-.

– Eu não, mago dos magos!

Aron tenta tocar Catro novamente, mas ele com uma rapidez impressionante segura a mão de Aron. Catro começa a encarar o mago que percebe os olhos do servo mudarem de cor.

– O que você fez com o Catro?

Catro tem sua voz completamente modificada, seu rosto começa a ficar espinhoso.

– Sai da minha frente!

Catro arremessa Aron longe. Alim empunha sua espada, e Galbo também. Galbo vai a frente do rei, ele para próximo de Catro.

– Você não é o Catro! -Diz Galbo-.

– Claro que não! Aquele verme não está mais aqui!

– Como assim?

– Esqueça dele, caro Guerreiro, ele não volta mais! Sai da mimha frente ou eu não pouparei sua vida.

Galbo se coloca em posição de ataque.

– Seja você quem for, eu não deixarei que faça mal ao meu rei!

Aron se levanta, está dolorido devido a queda, ele olha para Alim e em seguida para Galbo, que está chorando, e rapidamente desfere um golpe de espada em Catro, que cai. Galbo deixa sua espada cair, ele pega Catro nos braços, momento em que uma sombra sai de Catro e segue para perto de Alim.

Grifatu frobilus Crutota! -Pronuncia Aron-.

Antes que a sombra alcance Alim, ela é atingida pelo feitiço de Aron, e é destruída completamente. Aron corre até Galbo que olha para o mago.

– Isso tudo é culpa minha! Eu não devia ter deixado ele sozinho. -Galbo chora-.

– Me dá ele aqui, pois eu sei o que fazer!

– Você pode salvá-lo? -Pergunta Galbo, esperançoso-.

– Eu farei tudo que eu puder!

Alim se aproxima dos três. Aron pega Catro nos braços.

Etropsnart Arapo Ragul – Pronuncia Aron-.

Os quatro começam a desaparecer.



Logo os quatro reaparecem em uma ilha.

– Ilha de Adiv ? -Pergunta Alim-.

– Não há lugar melhor para restaurarmos a vida de quem amamos.

Eles estão próximos da entrada de uma caverna, não demoram muito e entram, fazem uma boa caminhada até chegarem no fundo da caverna. Galbo pega Catro dos braços de Aron.

– Você sabe?

– Minha mãe sempre me contou sobre  esse lugar, mas confesso que achava fantasioso.

– Acredite Galbo, não é fantasia! -Diz Alim-.

Eles se aproximam de um gigantesco lago escondido no fundo da caverna.

– O lago da vida! -Sorri Aron- entre com ele e não duvide um minuto sequer de que tudo dará certo, Galbo.

– Obrigado, Aron!

Galbo começa sua caminhada até o meio do lago. Aron e Alim o observam, estão confiantes. As pupilas dos olhos do mago ficam totalmente azuis.

Forinadulos Carrelus Avid Imersu -Pronuncia Aron-.

O feitiço que Aron faz transforma o dia em noite, a lua surge brilhante, e por uma pequena abertura no teto da caverna, um de seus raios começa a iluminar todo o lago, que se revela ser de um azul fascinante. Galbo mergulha junto com Crato, e segundo depois, os dois retornam a superfície. Crato é abraçado por Galbo, que não segura e nem pretende segurar seus sentimentos e o beija em meio ao lago, a luz da lua se vai e logo o dia retorna.

Os quatro saem juntos da caverna, e se assustam ao verem Vibór sorrindo.

– Então vocês conseguiram se livrar de um feitiço poderoso como esse. De novo você no meu caminho, mago Aron, eu sabia que deveria tê-lo matado quando você era uma criança, mas seu pai não deixou, ele era um fraco emocionalmente, não conseguia colocar a razão no lugar do coração.

– O que você quer Vibór? -Pergunta Aron-.

– Não dá para ver o que eu quero? Eu quero sua morte, a morte desse rei, e de hoje não passa, esperei muito por esse momento!

– Você não vai conseguir o que quer, eu não vou deixar.

– Vamos ver! Crinamtis Respeli -Pronuncia Vibór-.

Aron e os outros são aremessados e caem com violência no chão. Galbo e Catro estão desacordados, Alim tenta se levantar, mas Vibór impede que ele se levante.

– Rei Alim, seu reinado vai durar tão pouco tempo, só espero que seu pai não se chateie com isso, mas não se preocupe, pois logo você e seu amado mago estarão juntos na morte.

Aron que também havia desmaiado durante a realização do feitiço de Vibór, abre os olhos.

– Eu não vou deixar que isso aconteça, não vou deixar. Eu não posso ver quem eu mais amo, morrer -Pensa Aron-.

Algumas lágrimas escorrem pelos cantos dos olhos de Aron, que se vê sem saída.

– Eu não vou deixar! -Grita Aron-.

Vibór olha para Aron e se impressiona ao vê-lo se levantar.

– Eu cometi o erro de lhe subestimar, mas eu darei um jeito nisso.

– Eu darei um jeito nisso, Vibór!

Os olhos de Aron ficam violetas, Vibór recua alguns passos, o medo é visível em seus olhos.

– Você é o bem e o mal, você é o amor e o ódio!

– E você não é mais nada!

Aron olha diretamente para Vibór.

Vroterus Etrom refiris Obreduca -Pronuncia Aron-.

Vibór tenta fugir usando um de seus feitiços, mas é tarde, pois o feitiço de Aron é mais forte e atinge em cheio, a feiticeira desaparece por completo. Aron cai de joelhos no chão, Alim se arrasta até ele e o abraça.

– Eu não sei o que habita em mim, Alim, eu não sei! -Aron chora-.

– Habita em você, amor e mais amor, Aron. Você fez o que tinha de ser feito, pequeno, não se torture dessa maneira. Você protegeu quem você ama, o mundo que você ajuda a cuidar.

– Eu… -Aron é interrompido por Alim-.

– Não diga mais nada!

Alim beija Aron, que se entrega ao momento que Alim consegue construir, o mago se acalma com o beijo do rei. Catro e Galbo despertam, eles se olham e olham para Alim e Aron, que se levantam.

– Vamos pra casa? -Pergunta Alim-.

Todos olham para Aron.

– Sim, vamos! -Responde Aron-.

Aron abraça Alim. Catro e Galbo se aproximam dos dois.

– Etropsnart Arapo Ragul ! -Pronuncia Aron-.

Os quatro começam a desaparecer. Assim que  desaparecem, uma cobra se aproxima do local em que eles estavam, logo a serpente começa se transformar em uma pessoa, um homem.

– Não há controle. Então, se o controle não existe, tenho a chance de manipular a situação ao meu favor -Sorri o homem-.

O homem se deita no chão e logo é possível vê-lo transformar novamente em uma serpente.

CONTINUA 

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