O Mago: Capítulo 2 (Segunda Temporada)


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Falso Mago 

Parte 2


 

O barco onde Aron está pára a beira do lago, ele sai de dentro, está bastante confuso, tem seus olhos marejados, não acredita na possiblidade que pensa. Ele olha uma última vez para o lago, o barco começa a retornar, lágrimas escorrem pela face de Aron.

Etropsnart Arapo Ragul Pronuncia Aron-.

As pupilas do mago que são castanhas passam a serem azuis, o corpo de Aron começa a desaparecer lentamente no ar.



Alim chega ao castelo com aquele que ele pensa ser Aron, os guardas se admiram por verem Aron novamente, eles ajudam o Rei a descer o mago do cavalo.

– Levem-o para o neu quarto, ele está muito debilitado, parece que foi atacado por alguém ou alguma coisa.

– Sim, Milord! -Diz um dos guardas-.

Àtalo que se passa por Aron sorri em pensamento.

– Tudo está perfeitamente bem, tudo!  -Àtalo pensa-.

O jovem rei desce de seu cavalo, ele olha ao redor, tem a impressão de estar sendo observado, mas logo desiste de encontrar a pessoa que tanto olha para ele. Catro, o servo do rei fica confuso ao ver outro Aron, ele passa a mão nos olhos, e não vê o que tinha visto. Alim segue para dentro do castelo. Galbo se aproxima de Catro, que se assusta.

– Assustado Catro? -Pergunta Galbo-.

– Um pouco, eu vi uma coisa que me pareceu loucura.

– O que foi que você viu?

Catro olha para Galbo.

– Eu vi o mago dos magos, mas ele estava sendo levado para os aposentos do Rei.

Galbo olha com uma expressão confusa para Catro,  que se fecha com medo de ser repreendido.

– Uma coisa é certa, uma coisa dessas não pode ser ignorada.

Galbo começa a caminhar na direção que Catro indicou, o servo vem logo atrás.

Aron,  o verdadeiro mago está escondido atrás de um barril, ele pensa  no que fazer, pensa nos ensinamentos apreendidos no Reino desconhecido, ele se levanta e fica de frente para Galbo.

– Aron?  -Galbo está surpreso- mas você estava com o rei agora  mesmo.

– Acredite, aquele lá não era eu! Minha  viagem ao reino desconhecido acabou, por isso  estou de volta.

Galbo olha para Aron, que se mantêm atento.

– Diga uma coisa que só você sabe sobre mim, Aron!

– Quer mesmo que eu diga? -Aron se aproxima de Galbo- você pode perder ele -Aron olha  para Catro-.

– O Rei está em perigo -Galbo olha para Catro- avise o Milord imediatamente, Catro!

– Você acha que ele vai acreditar em mim? Isso é um assunto muito íntimo, e eu trabalho há muito pouco tempo para ter tal liberdade.

Aron olha para Galbo.

– Ele tem total razão. Você é a pessoa ideal, Galbo, está ao lado dele quase o mesmo tempo que eu, então ele confiará no que você for dizer.

Galbo olha para Catro e para Aron.

– Você é você mesmo -sorri Galbo- só você enfrentaria um guarda do rei. Eu vou tentar abrir os olhos do rei.

Galbo passa por Catro,  que segura seu braço.

– Toma cuidado!

Galbo sorri e balbucia algo que só Catro entende. Galbo segue para dentro do Castelo. Aron se aproxima de Catro.

– Você não teria algo que me escondesse aí, teria?

Catro olha para Aron.

– Eu vou pegar rapidamente, e retorno!

Catro sai, Aron se esconde.



No quarto do rei, Àtalo que se passa por Aron repousa, sorri fartamente.

– Eu consegui! Finalmente estou dentro do Castelo de Viturius, dentro do quarto do rei, agora é só agir como planejei esse ano todo. Eu vou me vingar pela morte daqueles que dominavam a magia negra como ninguém.

A porta do quarto se abre, Alim entra e segue sorrindo até próximo da cama, ele se senta  e observa o que ele pensa ser Aron devida a magia empregada por Àtalo com a ajuda da pedra de Vin.

– Eu senti muito sua falta, Aron. Confesso que teve vezes que cheguei a duvidar de sua volta, cheguei  a duvidar que estaria aqui com você uma outra vez.

Alim segura as mãos de Aron e as sente diferente desde a última vez que nelas tocou.

– Eu também senti muito sua falta, Alim. Eu estou muito feliz de estar aqui novamente.

– Ficaremos juntos para sempre, nada mais vai nos separar, Aron, acredite! Eu…

Alim é interrompido pela entrada  de Galbo que parece apressado.

– Desculpe incomodar, meu rei,  mas tenho que lhe dizer algo muito importante, acredito que seja caso de vida ou morte.

Alim olha para o suposto Aron, que encara Galbo com uma certa raiva.

– É bom que seja importante mesmo, Galbo!  -Alim se levanta-.

– Não estou brincando, meu rei!

Alim olha para quem ele acredita ser Aron.

– Voltarei logo, prometo. -Diz Alim-.



Catro leva uma capa para Aron, que a veste e acompanha o servo do rei pelas escadas do Castelo.

– Eu irei ao quarto do rei, tenho que resolver isso de uma vez por todas, não posso deixar que firam o Alim, seja lá  quem for que estiver por trás disso.

– Boa sorte, Aron!

Aron e Catro se despedem. O Mago segue para o quarto do rei. Aron consegue passar pelos guardas, ele entra  no quarto  de Alim, e fica perplexo  com o que vê. Àtalo se levanta rapidamente da cama ao ver o verdadeiro Aron na sua frente.

– Pedra de Vin, eu deveria saber! Quem é você, afinal? -indaga Aron-.

– Ora! Eu sou você, não reconhece?  -Debocha Àtalo-.

– Deixe de graças, sabemos que você não sou eu! Eu fiquei um ano desaparecido, de certa forma, e acredite, nem você sabe onde eu estive.

– Mas eu saberei logo! Ratnoc -Pronuncia Àtalo-.

Ehlapse Enroter! -Pronuncia Aron-.

O feitiço de Àtalo retorna para ele mesmo.

A porta do quarto se abre, Alim entra com a espada em punho, ele fica confuso ao ver dois Aron. O verdadeiro Aron tenta se aproximar de Alim, mas ele o ameaça com a espada.

– Você continua o mesmo, Alim.

– Já você, mudou. Mudou tanto que agora tem dois de você mesmo.

– Aquele alí -Aron aponta para Àtalo- um impostor.

– Como posso saber que você não é o impostor?

– Eu poderia contar da vez em que nós dois quase fomos pegos por seu pai, você teve muito medo naquele dia, ficou trêmulo.

– Em que quarto estávamos?

– Nesse mesmo quarto, Alim, por isso quase que nos flagraram.

Àtalo quebra o feitiço, seus olhos estão completamente vermelhos, ele fecha as mãos, Alim começa a ser sufocado, Aron olha de maneira fixa para Àtalo.

– Eu esperei muito por esse momento, gostaria que durasse muito mais, mas não devemos deixar para depois essa oportunidade, excelente oportunidade de ver o Rei morrer.

– Isso não vai acontecer, Àtalo!

– E quem vai me impedir? Você?  Fiquei sabendo que você não tem total domínio de sua magia.

– Isso foi antes!

As pupilas dos olhos de Aron ficam azuis, elas se delatam.

Nogrobi rapna lipura ! -Pronuncia Aron-.

Àtalo é arremessado com grande força contra a parede onde fica preso sem poder sem mexer.

– Não tente fazer mal a quem eu amo, pois as consequências serão as mais desagradáveis possíveis.

Alim vai cair no chão, mas Aron faz com que ele comece a levitar.

– O que você vai fazer comigo, Aron?

Os olhos de Àtalo demonstram o medo que ele sente.

– Diferente do  que você pensa, não vou destruí-lo por completo, mas sua magia não existirá mais, você está banido do reino para sempre, Etropsnart Arapo Ragul odinab onrete -Pronuncia Aron-.

O corpo de Àtalo começa a se desfazer, logo não há mais vestígio da presença do feiticeiro.

– Para onde você o mandou?  -Pergunta Alim-.

Aron se aproxima de Alim.

– Para um lugar onde a magia passou a ser inofensiva.

Os olhos de Aron tornam a ficar azuis, Alim é colocado de pé. O rei olha para Aron, que sorri.

– Você de volta é o que eu mais desejava.

Alim começa a andar na direção de Aron, que começa a dar passos para trás enquanto sorri. Aron perde o equilíbrio e cai em cima da cama, Alim o tem rapidamente sob seu corpo.

– Não é hora pra isso, Alim -Aron sorri-.

– Não existe momento certo, Aron.

Alim beija o pescoço de Aron, que se arrepia.

– Para! -Pede Aron-.

A porta do quarto se abre, Galbo entra e fica envergonhado.

– Desculpa, Milord! É que eu vim saber se correu tudo bem!

Galbo se vira de costas para a cama do Rei Alim, e sai do quarto mais depressa que um raio, Alim se deita ao lado de Aron, os dois começam a rir um para o outro.

– Precisamos continuar de onde paramos -Diz Alim-.

– Há um ano ou agora? -Aron sorri-.

– Você escolhe!

– Mas você é o Rei!

– Pra você eu sou uma pessoa livre de títulos, apenas  Sir Alim.

– Vou me lembrar disso, Sir Alim!

Os dois abrem um sorriso enquanto ficam um de frente para o outro. Os olhares de ambos se cruzam, é algo mágico, eles se beijam como há tempos não  faziam.

CONTINUA

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