O MAGO: Capítulo 15




Montanha Saltan

Acruna sobe em seu cavalo e sorri. Bomel a observa.

– Você sabe as consequências desse feitiço, Acruna, ainda está em tempo de desistir.

– Não vou desistir, Bomel. É minha oportunidade para deixar o Reino de Viturius em minhas mãos. Adeus, Bomel!

Acruna cavalga rapidamente.

– Tola, acha que não será atingida pelo feitiço.

Bomel retorna à água.

Reino de Viturius

Alim e Aron caminham lado a lado pelos corredores do Palácio. Aron para, Alim estranha.

– O que houve, Aron?

– Sinto alguma coisa estranha, não sei dizer o que é.

Alim se aproxima de Aron.

– Ei, não há de ser nada, talvez isso seja reflexo de tudo que nos aconteceu nesses dias que se passaram -Alim toca a face de Aron- estou aqui e não vou deixar nada de mal lhe acontecer.

Aron sorri e suspira.

– Você continua se achando que nem quando nos conhecemos.

– Você me via como?

– Como um rapaz mimado por ser o único filho do rei -Aron sorri-.

– Essa impressão já desapareceu?

– Um pouco. Agora eu só acho que você é um rei mimado.

Alim beija a face de Aron.

– Você continua o mesmo desafiador de sempre, pequeno.

Os dois rapazes voltam a andar e entram no salão principal. Alim abraça Aron.

– Eu não sei o que seria da minha vida sem você, Aron.  No início eu pensei que essa conexão nossa era coisa da minha cabeça, pois você chegou repentinamente, e eu simplesmente gostei de você desde o primeiro dia.

– Nós não nos separaremos mais.

Aron e Alim se olham de forma intensa.


Os guardas estão atentos fora do castelo, mas não o suficiente, pois Acruna consegue golpeá-los e entra no Castelo.

– Às vezes devemos poupar a magia um pouco -Acruna sorri-.

Acruna consegue tomar a forma de um dos guardas e adentra o Palácio sem ser incomodada, ela segue direto para a sala do trono.

Aron e Alim estranham a presença de tal mulher alí. Acruna olha para Aron.

– Finalmente eu estou de frente  ao grande mago, mas receio que não seja por muito tempo.

Alim se põe de pé.

– Quem é você?  – questiona Alim-.

– Uma velha amiga, me chamo Acruna.

Aron observa cada movimento de Acruna. Aron se aproxima da mulher.

– O que você quer, Acruna?

– Quero muitas coisas, grande mago, entre elas, destruir o seu precioso rei.

Acruna olha para Alim, que começa a se sentir sem ar.

Etsafa !  -Pronuncia Aron-.

Acruna e jogada com toda força contra a parede, ela cai.

– Saia daqui, Alim. Você não pode ficar aqui!

– Eu não vou te deixar, Aron, não vou.

– Prometo que tudo vai ficar bem! -Aron beija Alim-.

 – Não vou sair do seu lado, assim como você não saiu do meu. Eu amo você!

Acruna se levanta, ela sorri ao ver os dois abraçados.

– Que coisa nojenta esse negócio de amor, quem inventou essa coisa inútil? Chega!!! -Grita Acruna- Rativel Oxif !

Aron e Alim ficam suspensos no ar.

– Eu vou destruir tudo o que vocês construíram juntos, não haverá paz, não haverá equilíbrio em lugar nenhum desse Reino.

Os olhos de Acruna ficam totalmente vermelhos.

Enroter ! -Pronuncia Aron-.

Nada acontece, eles continuam suspensos no ar.

– Qual será o último desejo de vocês?  Espera! Vocês não terão, pois não irão se lembrar de nada. Só eu me lembrarei!

Arbeuq Odinab !  -Pronuncia Aron-.

Aron e Alim caem no chão. Aron se levanta rapidamente. Acruna olha para Aron e sorri.

– Esse feitiço é tão poderoso, que somente se vocês se reencontrarem  novamente, ele será quebrado.

Etrom Onrete ! -Pronuncia Aron-.

Acruna se defende do feitiço lançado por Aron, que se irrita. Alim acorda,  ele se levanta, saca a espada e fica ao lado de Aron.

Otnemiceuqse Oliuqad Atropmi ! -Pronuncia Acruna-.

Olucric Ratnemele !  -Pronuncia  Aron-.

Acruna lança o feitiço assim como Aron. Acruna é levada para dentro do círculo essencial enquanto o feitiço lançado por ela se espalha feito uma onda de energia. Acruna perde seu centro de magia e desaparece.

Aron se assusta, pois o feitiço que Acruna fez não desapareceu. Alim se aproxima de Aron.

– O que é isso, Aron?

– O feitiço da memória,  Alim.

Algumas lágrimas Aron deixa cair.

– O que vai acontecer?

– Todos nós vamos perder a memória. Eu queria impedir, achei que lhe tirando o poder, o feitiço cessaria.

– Você não tem culpa.

– Eu tenho que fazer alguma coisa. Não posso deixar isso acontecer, em três ou quatro horas nenhum de nós vai se reconhecer, seremos totalmente estranhos um para o outro.

Aron sai correndo, Alim vai atrás.

– Onde você vai, Aron?

– Vou atrás da fonte do feitiço, esse feitiço já estava preparado.

– Vamos juntos!

Alim e Aron vão até os cavalos e os selam, partem rapidamente.


Montanha Saltan

Rei e Mago cavalgam em seus cavalos o mais rápido que puderem, eles chegam a montanha. Adentram na mata  que só termina quando o lago está próximo, Aron e Alim descem de seus cavalos.

– Tem certeza de que é aqui, Aron?

– Absoluta, Alim.

Bomel sai da água e vai até os dois rapazes.

– O que vocês desejam?

– Queremos saber como destruir o feitiço da memória.

Alim segura na mão de Aron. Bomel sorri.

– Só existe uma maneira do feitiço desaparecer e vocês não perderem a memória.

– Diga! -Pede Aron-.

– Precisamos de um sacrifício.

– Não! -Diz Alim- não vamos  fazer isso.

– Tem certeza? Vai deixar que todos sofram com a falta de memória? Você não me parece um rei justo.

– Arranjaremos outra maneira de nos livrarmos desse feitiço -insiste Alim-.

Aron se aproxima um pouco mais de Bomel.

– Qual é o sacrifício?

Alim segura Aron.

– Não deixarei que você faça isso, Aron. Você significa muito para mim, é o amor da minha vida.

– Vocês tem pouco tempo para se decidirem -Alerta Bomel-.

Aron abraça Alim.

– Não posso deixar que esse feitiço vá pra frente.  O que seria de Viturius, Alim!?

– Eu não quero perder você -Alim chora-.

– Eu também não, mas será preciso. Você tem que governar o Reino, você tem que manter o equilíbrio, você, Alim.

– Pela primeira vez tenho dúvidas de que conseguirei ser um bom rei.

– Você já é um excelente rei -Aron beija Alim-.

O abraço é desfeito. Alim chora ao ver Aron se afastando aos poucos dele. Um barco surge a beira do lago.

– Eu te amo, Aron!

– Não fica triste. Isso é necessário! Quero sempre estar  em seu coração.

– Você sempre estará! -Alim chora-.

Aron entra dentro do barco.

– Tem certeza de que quer trocar sua vida pelo não acontecimento do feitiço?  -Pergunta Bomel-.

– Tenho, não quero deixar as pessoas sofrerem sem saberem quem são, não  quero deixá-las perdidas.

Alim observa Aron se afastar dentro do barco, que segue para o meio do lago, um lugar repleto de nevoeiro. Alim cai de joelhos no chão ao ver o barco desaparecer entre o nevoeiro.

– Eu não saberei ficar sem você!

Alim coloca as mãos no rosto e chora copiosamente. Bomel se aproxima do jovem rei.

– Quem sabe algum dia ele retorne para ficar ao seu lado, esse pode ter sido apenas um recomeço, jovem rei.

Alim tira as mãos do rosto, ele tem o olhar perdido no horizonte, em sua cabeça se passa muitas coisas, fatos importantes que o mantem esperançoso. O jovem rei se levanta,  continua olhando para o lago.

CONTINUA

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14 comentários sobre “O MAGO: Capítulo 15

  1. Amei as cenas deles juntos e gostei do final, é o gancho para a segunda parte da história, confesso que esse final me lembrou muito Piratas do Caribe (acho que o terceiro) quando will turer tem que ficar no barco amaldiçoado!!!! Gostei 🙂 🙂 Foi muito legal essa jornada até aqui, agora esperar para saber onde sua mente irá nos levar na continuação!

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