Lembranças Alheias



O dia estava chuvoso, ele tremia em cima da cama com as pernas encolhidas, ficava ouvindo o barulho da chuva no telhado e de vez em quando o clarão na janela anunciava o trovão, e ele se encolhia mais -Como se tivesse jeito- Ele fechava os olhos e pedia para que Deus o protegesse.

Ele odiava ficar sozinho em casa em tempo de chuva como aquele,  se segurava para não chorar, queria ser forte e enfrentar o medo que tanto tinha, mas não conseguia. Os trovões deram uma pequena trégua, um tempo suficiente para que ele pegasse no sono e dormisse profundamente.

Acordou duas horas depois com a luz do sol que ainda resistia naquela tarde entrando pela janela, ele sorriu, levantou as mãos para o céu e agradeceu a proteção que havia pedido na hora em que seu medo lhe cobrira totalmente.

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4 comentários sobre “Lembranças Alheias

  1. Nossa, amei Jair, texto sensacional! E assim como as tempestades, temos que ter fé que tudo que é ruim, uma hora passa e de alguma forma seremos felizes. Não que temos de ficar à espera de um milagre, mas não devemos pensar que viveremos em eterno sofrimento, assim como a tempestade tudo passa. Demais! Gostei de ler!

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