Parando para Pensar: Dia do Poeta


São tantos os poetas que admiro, que busco inspiração, que me fazem rir, chorar, pensar, acreditar, ressurgir, encontrar, etc, em suas vastas poesias e poemas com uma profundidade enriquecedora que tocam a alma daqueles que possuem um coração, que gostam de um poema, de uma poesia, que gostam das palavras voando e brincando as voltas de seus ouvidos. Não poderia deixar esse dia passar em branco.

Apreciem sem moderação esse poema de Manuel Bandeira.

A Morte Absoluta


Morrer.

Morrer de corpo e de alma.

Completamente.


Morrer sem deixar o triste despojo da carne,

A exangue máscara de cera,

Cercada de flores,

Que apodrecerão – felizes! – num dia,

Banhada de lágrimas

Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.


Morrer sem deixar porventura uma alma errante…

A caminho do céu?

Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?


Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,

A lembrança de uma sombra

Em nenhum coração, em nenhum pensamento,

Em nenhuma epiderme.


Morrer tão completamente

Que um dia ao lerem o teu nome num papel

Perguntem: “Quem foi?…”


Morrer mais completamente ainda,

– Sem deixar sequer esse nome.

(Manuel Bandeira)


Parabéns à todos os poetas desse nosso mundo! 

#BEDO70

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3 comentários sobre “Parando para Pensar: Dia do Poeta

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