O Outro Eu: Capítulo 11


  Hiago olha para a porta e vê Juliano parado, a enfermeira sai do quarto deixando os dois sozinhos. Juliano vai mancando um pouco  até próximo da cama de quem ele acredita ser Heitor e se senta.

     – Como você está ?

 Juliano segura as mãos  de Hiago.

     – Eu ainda estou assustado!

     – Eu entendo, mas o que importa é que estamos vivos, Heitor. Todos nós nos salvamos por um milagre.

     – Eu quero te dizer uma coisa, Juliano.

    Heitor (impostor) começa a chorar.

     – Se te deixa tão triste, não conte, Heitor.

     – Mas eu preciso!

   – Nós precisamos cuidar de nossa saúde primeiro e depois pensaremos nos outros  problemas.

    Juliano abraça O Outro Eu de seu melhor amigo.


Hospital, São Paulo 

    Heitor que se passa pelo irmão, Hiago se vê cheio de raiva por estar sozinho mais uma vez com a sequestradora do irmão. O rapaz olha de forma bem feia para Cecília, que deitada na cama tenta entender.

     – Você é o meu filho, sim. Já disse!

    Cecília diz cheia de certeza, uma certeza que só ela acredita.

   Hiago (impostor) se aproxima de Cecília e a olha diretamente nos olhos.

     – A senhora sequestrou meu irmão, mandou matar o Juliano. A senhora é o pior ser desse mundo, não serviria como mãe de ninguém, pois é vazia, não possui amor.

   Cecília fica pasma com as palavras de seu suposto filho.

     – Filho, me perdoa! Eu não queria ter me tornado essa pessoa!

     – Eu não sou o Hiago! Eu não sou aquele que você sequestrou por um capricho ou sabe lá o que te levou a tirar o filho de uma mãe que já tinha perdas por demais.                 Heitor diz tudo o que aperta seu coração.

    Cecília começa a chorar, pois constata a verdade bem a sua frente, sabe que o atentado arquitetado por ela foi em direção ao verdadeiro Hiago.

       – Você é o…

       – Sim! Eu sou o Heitor, sou irmão gêmeo do Hiago! Meu irmão ficou em Pedra Solta.

     Cecília chora copiosamente.

        – Sai daqui! Sai  daqui!           Grita Cecília.

     Heitor caminha até a porta, então se vira.

        – A senhora não pagou por tudo ainda!

     Heitor sai do quarto.


Delegacia

     Heitor está na delegacia onde Antônia está detida, ele a visita. Antônia olha para Heitor com vergonha, com arrependimento, ela abaixa o olhar, pois não consegue mais encará-lo.

       – O que a senhora fez foi errado, dona Antônia, mas vou tentar te ajudar de alguma forma.

       – Duvido que sua mãe deixe, Hiago.

       – Eu não sou o Hiago, dona Antônia! Eu sou o Heitor.

     Essa revelação deixa Antônia boquiaberta.

       – Meu Deus! Meu Deus! O que eu fiz? Ai meu Deus.     Antônia chora.        – Não era você que estava no avião, então! Me perdoa, por favor!

      Heitor fica sabendo de toda a verdade por trás da suposta morte de Juliano e de seu irmão gêmeo, e chora, ele se levanta desconsolado.

       – Eu preciso te dizer outra coisa, Heitor.

      Heitor não dá ouvidos, ele sai da delegacia com o coração apertado, Gabriel estranha, então ampara Heitor.

       – O que houve lá dentro, Heitor?

      Gabriel tenta entender.

       – Meu irmão e o Juliano estão mortos, Gabriel!

      Heitor chora no ombro de Gabriel. O celular de Gabriel toca e mesmo com Heitor o abraçando, ele atende a ligação.

       – Alô?

       – Gabriel!             Diz Hiago do outro lado da linha.

       – Hiago!

     Heitor se espanta ao ouvir o nome do irmão, ele sai do abraço.

       – Eu e o Juliano estamos bem, Gabriel, por um milagre.

      Gabriel coloca no Auto falante e Heitor ouve a voz de Hiago, as lágrimas de tristeza se tornam lágrimas de felicidade por saber que o irmão está vivo.

       – Vocês estão em que lugar, Hiago?           Gabriel pergunta.

       – Em um hospital em Portugal. Assim que nos recuperarmos, voltamos.

      Gabriel desliga o celular e sorri para Heitor.


Quarto de Hospital

     Cecília se levanta da cama, está com os olhos marejados, ela se encaminha para a janela do quarto do hospital.

        –  Minha irmã não merecia ter tido esses gêmeos, infeliz! Era eu quem deveria sido mãe, eu!        Cecília esbraveja.      – Meu pai e minha mãe adoravam ela apesar de ser adotada, e pra mim nunca veio nada de bom grado! Odeio essa vida, odeio!

     Cecília sai de perto da janela, ela se encaminha para a porta e quando abre fica de frente com Sandra, que se arrepia ao ver o olhar de ódio de sua sogra. A moça tenta impedir a saída de Cecília, mas é empurrada com violência e bate a cabeça na parede, caindo desacordada.

Continua…


|| Esta é uma obra de ficção baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade|| 

#BEDO21

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