Amor e Poder: Capítulo 3


 

Henriqueta apesar de ter visto Diego somente uma vez, não sentia simpatia por ele. Diego ficou parado na porta olhando para aquela mulher que já se declarou, mesmo não ativamente,  ser contra aquela amizade.

– Deixa meu amigo em paz, mãe! Até parece que a senhora quer me manter preso aqui em casa. Pode entrar, Diego!

Diego entrou assim que Henriqueta saiu de sua frente e foi até Manoel e o cumprimentou com um demorado abraço.

– Vamos embora daqui, logo Diego!    Disse Manoel              

– Tem certeza que você quer ir mesmo, Manoel?     Diego perguntou.
– Agora mais do que tudo eu quero! Não deixarei que ninguém impeça que eu retome a minha vida.   Disse Manoel ao olhar para mãe no alto da escada.
– Então vamos!!!
Manoel ia sair levando a cadeira, mas Diego o pegou no colo.
– O que você vai fazer?   Perguntou Manoel impressionado.
– Vou levar você até meu carro.   Diego sorriu
– Você gosta disso, não é mesmo?
– Do quê?    Perguntou Diego enquanto caminhava com Manoel no braços para fora da casa.
– De me carregar. Não quero ser um peso pra você, Diego!
– Não é sacrifício nenhum pra mim, Diego! Você não é um peso para mim. Disse Diego colocando! Manoel no banco da frente do seu carro.

                


Henriqueta ficou olhando aquela cena e torceu os olhos. Seus pensamentos foram ao longe quando pensou em seu passado com Glauco, pai de Manoel e se desesperou.

– Não! Eu estou ficando louca, isso não pode estar acontecendo de novo, isso não vai acontecer novamente!   Disse ela sozinha enquanto olhava o carro de Diego sair.


A noite estava belíssima,  com a lua cheia iluminando vários canto da cidade. Manoel não disfarçava a felicidade em estar alí,  e nem poderia, pois era visível que ele estava feliz, muito mais feliz do que já foi um dia, enquanto Diego dirigia o carro, ele ficou observando o amigo, era como se toda beleza,  toda qualidade de seu amigo o chamasse, exercesse uma força de atração superior a qualquer força. Cruzaram a cidade e pararam em frente a um prédio belíssimo, imponente que chamava a atenção de quem estivesse perto ou longe dali.                 

Diego rodeou o carro e abriu a porta  do lado onde Manoel estava.                  

– Espero que não fique chateado, mas não consegui fazer a reserva no restaurante onde sempre vou, mas fiz algo especial aqui em casa!    Disse Diego ao pegar Manoel nos braços.

                  – Será que não vou incomodar,  Diego? Seus pais devem estar aí!   Manoel disse preocupado.
– Você nunca incomoda!    Diego sorriu   – E eu não moro com meus pais, pode ficar tranquilo!
– Já vi que vou me encrencar!     Gargalhou Manoel.
– Gosto quando você fica feliz, Manoel!    Disse Diego.
Conversaram enquanto o elevador subia até o andar onde Diego morava, e de certa forma, Manoel lembrou do prédio onde morava.
– Esqueci como que é andar de elevador! Desde o acidente, eu nunca mais entrei em um!
– Não gosto muito de usar esse negócio!   Confessou Diego.
– Qual o motivo ?    Manoel ficou curioso com aquela revelação.
– Quando eu ainda era criança,  fiquei preso num troço desses!
– Deve ter deixado você com um trauma horrivel!
– Sim, mas não por muito tempo, porém o medo se manteve.


Henriqueta estava em casa, no escritório,  assinando alguns papéis da empresa de Jóias que mantinha, a RARIDADE , empresa essa fundada pelo avô de Manoel. A caneta que estava utilizando falhou, e na tentativa de encontrar outra para continuar seu trabalho, acabou que abriu uma gaveta onde tinha um porta retrato de Glauco, ela imediatamente se enfureceu ao ver aquela foto e a jogou contra a parede com muita força,  partindo em pedaços.
– Você não vai me atormentar novamente Glauco, você não vai me enlouquecer!
Seu celular estava em cima do sofá do escritório,  não pensou duas vezes para pegá-lo e ligar. A ligação de Henriqueta foi rapidamente atendida, e depois de dar algumas ordens urgentes, ela desligou o celular com uma grande sorriso no rosto.
– Nós vamos nos acertar! Essa conta tem que ser acertada de uma vez por toda.   disse Henriqueta olhando pro celular e sorrindo.


Diego colocou Manoel sentado no sofá e também se sentou, ficou olhando para o teto, até que os dois tiveram a  ideia de virar pro mesmo lado, onde acabaram dando uma trombada de testa que doeu naquele momento, mas que fez que os dois começassem a rir daquela bobagem e sem perceber,  os dois se abraçaram e deitaram no sofá, Manoel por baixo e Diego por cima, frente a frente. Diego ficou com vergonha.
– Vou colocar a comida nos pratos e já retorno!   Disse ele se recompondo daquela situação.
– Está bem,  eu espero!  Manoel sorriu ao se lembrar do que quase aconteceu alí.

Manoel percebeu em definitivo que poderia estar apaixonado por Diego, pois sua vontade naquela hora do desequilíbrio todo era de sentir seu amigo mais um pouco, e falou sozinho.                  

– Só me faltava essa, Manoel! Você gostando de um cara? Você é louco!    Disse ele entre sorrisos.                

Diego estava na cozinha colocando os pratos que havia preparado mais cedo, no microondas.

– Eu não vou resistir mais!  Disse ele entre sorrisos.    – Eu não quero que ele pense que estou aproveitando da fragilidade dele nesse momento,  tenho que contar a verdade.                 

Manoel alternava em olhar para o celular e para Diego na cozinha, e pensava que Diego estava agora querendo manter distância dele, se culpou por algo que nem chegou a acontecer. Diego terminou tudo na cozinha e foi buscar Manoel, mas dessa vez ele parecia arredio,  pois se negou a deixar o amigo carregá-lo.
– Eu não deveria ter vindo aqui, Diego!
Aquilo pegou Diego de surpresa.
– Por que você diz isso, Manoel? Mudou de ideia derrepente!
– Eu não quero ser um transtorno pra você,  logo você que tem me ajudado tanto!
Diego pegou com carinho no queixo Manoel e o fez virar para ele.
– Você nunca  será um transtorno para mim, Manoel!

Aquilo poderia acabar com amizade de ambos, mas Diego seguiu seu impulso e beijou Manoel com calma e muito desejo, sentiu que nada mais importasse ao seu redor, só queria faze-lo feliz por completo. Os olhos deles se cruzaram, e Manoel aceitou aquele beijo que ele também tanto desejou, e que havia se culpado por tal desejo. Devagar, Manoel foi se deitando  no sofá e Diego em cima dele lhe dando muito beijos, aquilo era desejo de ambos. As mãos de Manoel corriam pelas costas de Diego, que por sua vez beijava Manoel cada vez mais intensamente.

                    – Desculpa!  Disse Manoel entre os beijos.
– Só se você desistir dessa ideia de ir embora!    Disse Diego parando de beija-lo.
– Eu fico! Eu fico.    Respondeu Manoel entre sorrisos.
– Então vamos jantar,  pois foi pra isso que eu lhe trouxe aqui!  Diego sorriu ao pegar Manoel nos braços.
– E já estava com outras ideias!   Gargalhou Manoel.
– Gosto muito do seu sorriso!

Diego colocou Manoel na cadeira da mesa e o serviu. Os dois começaram a comer, entre uma garfada e outra, seus olhares se cruzavam e o sorriso era inevitável,  pareciam duas crianças que aprontaram e se escondiam.

– Obrigado por estar aqui!   Agradeceu Diego ao tocar suavemente as mãos de Manoel.                   

– Não se sinta culpado, Diego!  Disse Manoel com vergonha.

– Pelo quê?

– Por ter me beijado!

– Eu não o beijei por obrigação ou coisa do tipo,Manoel. Eu beijei você pelo fato de ter me sentido atraído.         

– Eu também não.    Disse Manoel num sussurro.

Continua..

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